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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Comunistas debaixo da cama?
Um ano passou desde o último post desse blog e nada mudou. Na verdade, as coisas pioraram. Para ilustrar, reproduzo aqui uma postagem do sensacional Flávio Morgenstern
MST canta musiquinha exaltando Che
Luiz Gushiken era maoísta
Tarso Genro diz que o PT colocou o Brasil um pouco mais próximo do socialismo
Médicos cubanos vêm para cá sem poder falar com a imprensa e a população e sem direito a asilo (além de seus salários irem direto pra Cuba)
Lula discursa no Foro de São Paulo
Questão de concurso público exige conhecer a posição do PT sobre estatizar campanhas eleitorais
Marilena Chaui diz que classe média é ignorante e fascista
Toma-se direitos e terras auto declarando-se negro ou quilombola
CNJ cita Allende
Namorado da advogada de Dirceu o julga inocente no STF
Maduro, que teve Lula na campanha, cria 0800 para denunciar traidores do país
Revista Veja é expulsa do Foro de São Paulo.
Partidos de esquerda declaram apoio a ditador Kim Jong-un
Lula chama Muammar Kadafi de "meu amigo, meu irmão, meu líder"
PCC declara que não haverá "indulto" no dia das eleições, porque é "para todo mundo votar no Genoino
Testemunhas, garçom que o serviu e médico legista que fez a autópsia do corpo de Celso Daniel são mortos misteriosamente
Yves Hublet dá bengaladas em Dirceu, visita sua Bélgica de que era cidadão, pisa no Brasil de volta e em questão de dias morre misteriosamente
Assassinato de Toninho do PT até hoje não é esclarecido.
PT declara que apóia o "socialismo petista" em vídeo no Youtube em seu Congresso.
STF garantiu a impunidade aos mensaleiros
Yoani Sánchez é agredida no aeroporto por vermelhos
8 dos 11 juízes do STF são indicados pelo PT
Mensalão deu em pizza.
MAS CLARO NÓS É QUE VEMOS COMUNISMO EMBAIXO DA CAMA MAGINA JÁ ACABOU VOCÊS REAÇA É TUDO NOOOOOSSA AINDA VIVEM NA GUERRA FRIA
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Cócegas e beliscões
Novembro 30, 2010
por Max Rodrigues, das Reflexões Masculinas
Boom! Boom! Pá! Pá! Pow! Pow! Tiroteio no Rio de Janeiro. Guerra no Rio de Janeiro. A guerra no Rio de Janeiro anima as minhas tardes.
Durante a semana fico em casa. Leio um livro, uma revista. Volto para o computador e faço o quê? Leio mais. Leio no Msn. Leio no Orkut. Leio artigos de colunistas em jornais eletrônicos. Leio um trecho ou outro de algum livro em pdf. Uma hora isso se torna enfadonho. Tenho jogos no computador – são enfadonhos também. Ah, nem todos, por enquanto. Instalei Age of Mythology e voltei a apreciar jogos. Já joguei duas vezes desde que instalei – instalei hoje 26 de novembro de 2010 –. Já li muito. Já joguei muito. E agora? Assisto a algum seriado. A minha preferência é por seriados de comédia. A minha lista de seriados favoritos é esta: Weeds; The Office; Two and a Half Men; Mike and Molly, Shit! My Dad Says; The Defenders; OZ; Família Soprano; Dexter; Dr. House. Esses são os que eu ainda assisto. Mas tem outro muito bom também: My Name is Earl. Eles ajudam a passar o meu fastioso dia. Entretanto, uma hora cansa! E agora? Agora fumo. Fumo um cigarro. Fumo dois. E agora? Agora Rio de Janeiro.
Pode parecer insensibilidade. Humor negro. Não é. Até mesmo um senhor que mora no Rio de Janeiro há 62 anos não se espanta com a guerra no Rio. Nas palavras dele: “não vou dizer uma guerra... Uma guerrilha urbana... De leve”. Viu? Não é nada de mais. Para quê o pânico, minha gente? Vamos pegar nossa pipoca e acompanhar ao vivo através do Globo News as conseqüências de um país governado pela esquerda. Acompanhar a morte dos eleitores de Dilma Rousseff no estado onde Dilma Rousseff teve mais votos que José Serra. Num país onde “fronteiras” rima com “peneiras”. E por falar em Dilma. Onde estão as mulheres no combate aos traficantes? Hei! Quem as está oprimindo? Não façam isso. Lembrem do programa eleitoral de Dilma: agora é a vez da mulher. Vamos lá, mulheres, eu confio em vocês. Confio que vocês podem subir morro, trocar tiro com traficantes – e ainda de salto alto. Ah, esqueci: guerra é coisa de homem. Homem é mal! Ah, mas se o homem é mal, a mulher é bem. Então, para enfrentar as forças do mal, os traficantes, somente as forças do bem: mulheres. Está mais que na hora de as feministas fazerem uma passeata exigindo que as mulheres subam os morros, sobrevoem os morros trocando tiros com os traficantes, assassinando traficantes. Ah, quer saber? Melhor não. Vai que deixam as policiais mulheres subirem o morro e uma delas morre. O que vão dizer? Vão dizer que foi crime contra a mulher. Que foi machismo. E mais. Também não deixem nenhum policial que, por acaso, saibam que é homossexual. Não é bom desviar a seriedade que é uma guerra para um delírio totalitário – se um policial gay morrer vão dizer que foi homofobia, que foi crime de ódio, que se um policial heterossexual pode viver, um homossexual também pode. Deixem somente os policiais homens e heterossexuais. De preferência brancos, pois vai que um negro morre – vão dizer que foi racismo. Melhor ainda: policial homem, heterossexual, branco e religioso. Policial ateu não pode morrer. A polícia é do estado... E o Estado é laico.
Boom! Boom! Pá! Pá! Pow! Pow! Enquanto escrevo, tiros rolam. Bombas explodem. Chamem os bombeiros para apagar o fogo. Não, não é o fogo das funkeiras cariocas que exibem seus corpos seminus e vivem disso, recebem a alcunha de frutas e não reclamam, e que depois as feministas dizem que isso demonstra que a mulher é tratada como objeto sexual. Chamem os bombeiros para apagar o fogo dos carros e ônibus que foram incendiados pelas vítimas da sociedade capitalista – os criminosos – como diriam os bons esquerdistas. Bons esquerdistas, não esquerdistas bons – isso é impossível.
Ah, quer saber? Escrever já se tornou enfadonho. Escrevi e escrevi. Fiz questão de repetir diversas vezes a mesma palavra. Isso cansa a mim. Cansa o leitor. Mas fazer o quê? Só essas coisas cansam. Corrupção não cansa. 50 mil homicídios por ano não cansam – só nos compadecemos pela suposta morte de Eliza Samúdio, a morte de Eloá Pimentel e pelo crime do casal Nardoni.
Antes que me esqueça: a polícia não pode matar inocentes... Só as mulheres grávidas!
por Max Rodrigues, das Reflexões Masculinas
Boom! Boom! Pá! Pá! Pow! Pow! Tiroteio no Rio de Janeiro. Guerra no Rio de Janeiro. A guerra no Rio de Janeiro anima as minhas tardes.
Durante a semana fico em casa. Leio um livro, uma revista. Volto para o computador e faço o quê? Leio mais. Leio no Msn. Leio no Orkut. Leio artigos de colunistas em jornais eletrônicos. Leio um trecho ou outro de algum livro em pdf. Uma hora isso se torna enfadonho. Tenho jogos no computador – são enfadonhos também. Ah, nem todos, por enquanto. Instalei Age of Mythology e voltei a apreciar jogos. Já joguei duas vezes desde que instalei – instalei hoje 26 de novembro de 2010 –. Já li muito. Já joguei muito. E agora? Assisto a algum seriado. A minha preferência é por seriados de comédia. A minha lista de seriados favoritos é esta: Weeds; The Office; Two and a Half Men; Mike and Molly, Shit! My Dad Says; The Defenders; OZ; Família Soprano; Dexter; Dr. House. Esses são os que eu ainda assisto. Mas tem outro muito bom também: My Name is Earl. Eles ajudam a passar o meu fastioso dia. Entretanto, uma hora cansa! E agora? Agora fumo. Fumo um cigarro. Fumo dois. E agora? Agora Rio de Janeiro.
Pode parecer insensibilidade. Humor negro. Não é. Até mesmo um senhor que mora no Rio de Janeiro há 62 anos não se espanta com a guerra no Rio. Nas palavras dele: “não vou dizer uma guerra... Uma guerrilha urbana... De leve”. Viu? Não é nada de mais. Para quê o pânico, minha gente? Vamos pegar nossa pipoca e acompanhar ao vivo através do Globo News as conseqüências de um país governado pela esquerda. Acompanhar a morte dos eleitores de Dilma Rousseff no estado onde Dilma Rousseff teve mais votos que José Serra. Num país onde “fronteiras” rima com “peneiras”. E por falar em Dilma. Onde estão as mulheres no combate aos traficantes? Hei! Quem as está oprimindo? Não façam isso. Lembrem do programa eleitoral de Dilma: agora é a vez da mulher. Vamos lá, mulheres, eu confio em vocês. Confio que vocês podem subir morro, trocar tiro com traficantes – e ainda de salto alto. Ah, esqueci: guerra é coisa de homem. Homem é mal! Ah, mas se o homem é mal, a mulher é bem. Então, para enfrentar as forças do mal, os traficantes, somente as forças do bem: mulheres. Está mais que na hora de as feministas fazerem uma passeata exigindo que as mulheres subam os morros, sobrevoem os morros trocando tiros com os traficantes, assassinando traficantes. Ah, quer saber? Melhor não. Vai que deixam as policiais mulheres subirem o morro e uma delas morre. O que vão dizer? Vão dizer que foi crime contra a mulher. Que foi machismo. E mais. Também não deixem nenhum policial que, por acaso, saibam que é homossexual. Não é bom desviar a seriedade que é uma guerra para um delírio totalitário – se um policial gay morrer vão dizer que foi homofobia, que foi crime de ódio, que se um policial heterossexual pode viver, um homossexual também pode. Deixem somente os policiais homens e heterossexuais. De preferência brancos, pois vai que um negro morre – vão dizer que foi racismo. Melhor ainda: policial homem, heterossexual, branco e religioso. Policial ateu não pode morrer. A polícia é do estado... E o Estado é laico.
Boom! Boom! Pá! Pá! Pow! Pow! Enquanto escrevo, tiros rolam. Bombas explodem. Chamem os bombeiros para apagar o fogo. Não, não é o fogo das funkeiras cariocas que exibem seus corpos seminus e vivem disso, recebem a alcunha de frutas e não reclamam, e que depois as feministas dizem que isso demonstra que a mulher é tratada como objeto sexual. Chamem os bombeiros para apagar o fogo dos carros e ônibus que foram incendiados pelas vítimas da sociedade capitalista – os criminosos – como diriam os bons esquerdistas. Bons esquerdistas, não esquerdistas bons – isso é impossível.
Ah, quer saber? Escrever já se tornou enfadonho. Escrevi e escrevi. Fiz questão de repetir diversas vezes a mesma palavra. Isso cansa a mim. Cansa o leitor. Mas fazer o quê? Só essas coisas cansam. Corrupção não cansa. 50 mil homicídios por ano não cansam – só nos compadecemos pela suposta morte de Eliza Samúdio, a morte de Eloá Pimentel e pelo crime do casal Nardoni.
Antes que me esqueça: a polícia não pode matar inocentes... Só as mulheres grávidas!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A busca pela Felicidade
A aprovação do Projeto de Emenda Constitucional de autoria do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) que altera o texto do artigo 6o da Constituição Federal, acrescentando o termo "busca da felicidade" e o relacionando aos "direitos sociais", como matéria de análise acrescenta mais uma rasura à inchada constituição coletivista brasileira e tem uma motivação sub-reptícia, como veremos adiante.
Mas, sem querer, o ilustríssimo senador abriu espaço para discussões urgentes a serem feitas aqui no país dos "direitos". Não podemos negar que nos vem à mente a citação original da "busca pela felicidade": a Declaração de Independência Americana. Literatura filosófica da mais alta qualidade, este documento deve ser divulgado para que o povo brasileiro possa conhecer melhor a respeito do sistema federativo americano, sua organização e seus princípios.
A Declaração de Independência trata de princípios e motivações. Não é ela que "dá" os três direitos fundamentais e inalienáveis a que se refere: a vida, a liberdade e a busca da felicidade. São direitos que nascem com o Homem, são inerentes à existência humana.
Na Carta brasileira, de cunho coletivista, assim como nas resoluções da ONU, os direitos são cedidos pelo estado. Basta compararmos.
A Declaração da Independência dos EUA é clara:
“Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens...”
Reparem que os governos são instituídos para assegurar esses direitos, não para outorgá-los.
Já o Artigo 4º do Pacto Sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU diz:
“Os Estados Partes no presente Pacto reconhecem que, no gozo dos direitos outorgados pelo Estado,... o Estado pode submeter esses direitos somente àquelas limitações determinadas na forma da lei...”
Ou seja, aqueles direitos concedidos pelo estado só estão sujeitos às limitações determinadas na lei que o próprio estado cria. Se o estado cede os tais direitos ao cidadão, como um ente mágico e supra-humano, pode tirá-los também, basta alterar a lei para isso. (v. O Cisma)
E o nosso artigo 6o segue a mesma linha:
"São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Os "direitos sociais", no Brasil, são proporcionados pelo estado e regidos por normas constitucionais. E como o direito de alguém pressupõe o dever de outrem, criamos o caminho para a carga tributária abusiva, assistencialismo, populismo e ficamos a um passo do totalitarismo. Ficamos à mercê de uma ação estatal que supra e quiçá mantenha esses direitos.
De acordo com os princípios individualistas dos EUA, os homens são dotados pelo Criador de direitos inalienáveis e o estado existe para assegurar esses direitos. A busca pela felicidade é um direito meramente negativo: impede que o Estado tome medidas arbitrárias que tornem infelizes as pessoas.
Já para o Brasil e para a ONU, os direitos são mais materialistas: os cidadãos têm "direito" à alimentação, moradia, à terra, ao emprego, etc. E quem os cede é a lei. Baita diferença.
A motivação escondida anteriormente citada é a respeito de que a tal busca pela felicidade remendada na constituição tupiniquim irá nortear decisões favoráveis às bandeiras esquerdistas como o casamento gay, a adoção gay, a legalização do aborto e das drogas.
Curioso como esse assunto vem à tona logo após as eleições americanas. A imprensa brasileira finalmente, depois de muito tempo, falou sobre o Tea Party atual. Falou mal, é certo, rotulou de "grupelho de extrema direita", etc. mas assumiu sua existência, o que já foi um grande avanço, em se tratando da imprensa brasileira.
A grande ironia disso tudo é que aproveitamos a carona do senador Buarque e lembramos que o Tea Party original foi um dos precedentes do uso do termo "busca pela felicidade" original.
Querem mais coincidências? Troque a "Coroa Britânica" por "estado brasileiro" no contexto da Revolução de 1776. Perceba que os fatores que desencadearam a revolta foram as absurdas e escorchantes taxas e impostos, as inúmeras leis restritivas e intoleráveis, o intervencionismo brutal de uma metrópole que aumentava impostos na colônia para sustentar seus gastos.
Semelhanças com o Brasil? Sim, mas só até aí.
Na época, não existia Gramsci, o povo americano era desbravador, empreendedor e tinha coragem. Guiados pelos princípios individualistas, aqueles bravos homens se rebelaram contra uma situação muito menos opressiva que vivemos atualmente.
Foram, em 8 anos de guerra, 50.000 mortos, exatamente o que se mata no Brasil por ano. Nossa carga tributária beira os 40% do PIB, trabalhamos praticamente meio ano para sustentar o estado, uma situação de semi-escravidão. Leis e mais leis são criadas a cada dia, restringindo cada vez mais a nossa parca liberdade. Tentativas e projetos de controle midiático, censura politicamente correta, perseguição ao cristianismo...
A colônia se rebelou contra a metrópole por menos do que sofremos hoje no Brasil. Já passou da hora de declararmos nossa verdadeira independência.
Vale a releitura do documento histórico:
Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América
No Congresso, 4 de julho de 1776
Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.
Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.
Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos-Guardas para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colônias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidos danos e usurpações, tendo todos por objetivo direto o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. Para prová-lo, permitam-nos submeter os fatos a um cândido mundo.
Recusou assentimento a leis das mais salutares e necessárias ao bem público.
Proibiu aos governadores a promulgação de leis de importância imediata e urgente, a menos que a aplicação fosse suspensa até que se obtivesse o seu assentimento, e, uma vez suspensas, deixou inteiramente de dispensar-lhes atenção.
Recusou promulgar outras leis para o bem-estar de grande distritos de povo, a menos que abandonassem o direito à representação no Legislativo, direito inestimável para eles temível apenas para os tiranos,
Convocou os corpos legislativos a lugares não usuais, ser conforto e distantes dos locais em que se encontram os arquivos públicos, com o único fito de arrancar-lhes, pela fadiga o assentimento às medidas que lhe conviessem.
Dissolveu Casas de Representantes repetidamente porque: opunham com máscula firmeza às invasões dos direitos do povo.
Recusou por muito tempo, depois de tais dissoluções, fazer com que outros fossem eleitos; em virtude do que os poderes legislativos incapazes de aniquilação voltaram ao povo em geral para que os exercesse; ficando nesse ínterim o Estado exposto a todos os perigos de invasão externa ou convulsão interna.
Procurou impedir o povoamento destes estados, obstruindo para esse fim as leis de naturalização de estrangeiros, recusando promulgar outras que animassem as migrações para cá e complicando as condições para novas apropriações de terras.
Dificultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciários.
Tornou os juízes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor e pagamento dos respectivos salários.
Criou uma multidão de novos cargos e para eles enviou enxames de funcionários para perseguir o povo e devorar-nos a substância.
Manteve entre nós, em tempo de paz, exércitos permanentes sem o consentimento de nossos corpos legislativos.
Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior.
Combinou com outros sujeitar-nos a jurisdição estranha à nossa Constituição e não reconhecida por nossas leis, dando assentimento a seus atos de pretensa legislação:
por aquartelar grandes corpos de tropas entre nós;
por protegê-las por meio de julgamentos simulados, de punição por assassinatos que viessem a cometer contra os habitantes destes estados;
por fazer cessar nosso comércio com todas as partes do mundo;
pelo lançamento de taxas sem nosso consentimento;
por privar-nos, em muitos casos, dos benefícios do julgamento pelo júri;
por transportar-nos para além-mar para julgamento por pretensas ofensas;
por abolir o sistema livre de leis inglesas em província vizinha, aí estabelecendo governo arbitrário e ampliando-lhe os limites, de sorte a torná-lo, de imediato, exemplo e instrumento apropriado para a introdução do mesmo domínio absoluto nestas colônias;
por tirar-nos nossas cartas, abolindo nossas leis mais valiosas e alterando fundamentalmente a forma de nosso governo;
por suspender nossos corpos legislativos, declarando se investido do poder de legislar para nós em todos e quaisquer casos.
Abdicou do governo aqui por declarar-nos fora de sua proteção e movendo guerra contra nós.
Saqueou nossos mares, devastou nossas costas, incendiou nossas cidades e destruiu a vida de nosso povo.
Está, agora mesmo, transportando grandes exércitos de mercenários estrangeiros para completar a obra da morte, desolação e tirania, já iniciada em circunstâncias de crueldade e perfídia raramente igualadas nas idades mais bárbaras e totalmente indignas do chefe de uma nação civilizada.
Obrigou nossos concidadãos aprisionados em alto-mar a tomarem armas contra a própria pátria, para que se tornassem algozes dos amigos e irmãos ou para que caíssem por suas mãos.
Provocou insurreições internas entre nós e procurou trazer contra os habitantes das fronteiras os índios selvagens e impiedosos, cuja regra sabida de guerra é a destruição sem distinção de idade, sexo e condições.
Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo caráter se assinala deste modo por todos os atos capazes de definir tirano não está em condições de governar um povo livre. Tampouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós jurisdição insustentável. Lembramos a eles das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e os conjuramos, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consangüinidade. Temos, portanto, de aquiescer na necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.
Nós, Por conseguinte, representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso Geral, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela retidão de nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colônias unidas são e de direito têm de ser Estados livres e independentes, que estão desoneradas de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro poder para declarar guerra, concluir paz, contratar alianças, estabelecer comércio e praticar todos os atos e ações a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.
John Hancock
New Hampshire
Josiah Bartlett
William Whipple
Matthew Thornton
Rhode Island
Step. Hopkins
William Ellery
Connecticut
Roger Sherman
Sam'el Huntington
Wm. Williams
Oliver Wolcott
New York
Wm. Floyd
Phil. Livingston
Frans. Lewis
Lewis Morris
New Jersey
Richd. Stockton
Jno. Witherspoon
Fras. Hopkinson
John Hart
Abra. Clark
Pensilvânia
Robt. Morris
Benjamin Rush
Benj. Frankllin
John Morton
Geo. Clymer
Jas. Smith
Geo. Taylor
James Wilson
George Ross
Massachusetts-Bay
Saml. Adams
John Adams
Robt. Treat Paine
Elbridge Gerry
Delaware
Caesar Rodney
Geo. Read
Tho. M'Kean
Maryland
Samuel Chase
Wm. Paca
Thos. Stone
Charles Carroll of Carrollton
Virgínia
George Wythe
Richard Henry Lee
Th. Jefferson
Benj. Harrison
Ths. Nelson, Jr.
Francis Lightfoot Lee
Carter Braxton
Carolina do Norte
Wm. Hooper
Joseph Hewes
John Penn
Carolina do Sul
Edward Rutledge
Thos. Heyward, Junr.
Thomas Lynch, Junr.
Arthur Middletown
Georgia
Button Gwinnett
Lyman Hall
George Walton
http://www.embaixada-americana.org.br/index.php?action=materia&id=645&submenu=106&itemmenu=110
Mas, sem querer, o ilustríssimo senador abriu espaço para discussões urgentes a serem feitas aqui no país dos "direitos". Não podemos negar que nos vem à mente a citação original da "busca pela felicidade": a Declaração de Independência Americana. Literatura filosófica da mais alta qualidade, este documento deve ser divulgado para que o povo brasileiro possa conhecer melhor a respeito do sistema federativo americano, sua organização e seus princípios.
A Declaração de Independência trata de princípios e motivações. Não é ela que "dá" os três direitos fundamentais e inalienáveis a que se refere: a vida, a liberdade e a busca da felicidade. São direitos que nascem com o Homem, são inerentes à existência humana.
Na Carta brasileira, de cunho coletivista, assim como nas resoluções da ONU, os direitos são cedidos pelo estado. Basta compararmos.
A Declaração da Independência dos EUA é clara:
“Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens...”
Reparem que os governos são instituídos para assegurar esses direitos, não para outorgá-los.
Já o Artigo 4º do Pacto Sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU diz:
“Os Estados Partes no presente Pacto reconhecem que, no gozo dos direitos outorgados pelo Estado,... o Estado pode submeter esses direitos somente àquelas limitações determinadas na forma da lei...”
Ou seja, aqueles direitos concedidos pelo estado só estão sujeitos às limitações determinadas na lei que o próprio estado cria. Se o estado cede os tais direitos ao cidadão, como um ente mágico e supra-humano, pode tirá-los também, basta alterar a lei para isso. (v. O Cisma)
E o nosso artigo 6o segue a mesma linha:
"São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Os "direitos sociais", no Brasil, são proporcionados pelo estado e regidos por normas constitucionais. E como o direito de alguém pressupõe o dever de outrem, criamos o caminho para a carga tributária abusiva, assistencialismo, populismo e ficamos a um passo do totalitarismo. Ficamos à mercê de uma ação estatal que supra e quiçá mantenha esses direitos.
De acordo com os princípios individualistas dos EUA, os homens são dotados pelo Criador de direitos inalienáveis e o estado existe para assegurar esses direitos. A busca pela felicidade é um direito meramente negativo: impede que o Estado tome medidas arbitrárias que tornem infelizes as pessoas.
Já para o Brasil e para a ONU, os direitos são mais materialistas: os cidadãos têm "direito" à alimentação, moradia, à terra, ao emprego, etc. E quem os cede é a lei. Baita diferença.
A motivação escondida anteriormente citada é a respeito de que a tal busca pela felicidade remendada na constituição tupiniquim irá nortear decisões favoráveis às bandeiras esquerdistas como o casamento gay, a adoção gay, a legalização do aborto e das drogas.
Curioso como esse assunto vem à tona logo após as eleições americanas. A imprensa brasileira finalmente, depois de muito tempo, falou sobre o Tea Party atual. Falou mal, é certo, rotulou de "grupelho de extrema direita", etc. mas assumiu sua existência, o que já foi um grande avanço, em se tratando da imprensa brasileira.
A grande ironia disso tudo é que aproveitamos a carona do senador Buarque e lembramos que o Tea Party original foi um dos precedentes do uso do termo "busca pela felicidade" original.
Querem mais coincidências? Troque a "Coroa Britânica" por "estado brasileiro" no contexto da Revolução de 1776. Perceba que os fatores que desencadearam a revolta foram as absurdas e escorchantes taxas e impostos, as inúmeras leis restritivas e intoleráveis, o intervencionismo brutal de uma metrópole que aumentava impostos na colônia para sustentar seus gastos.
Semelhanças com o Brasil? Sim, mas só até aí.
Na época, não existia Gramsci, o povo americano era desbravador, empreendedor e tinha coragem. Guiados pelos princípios individualistas, aqueles bravos homens se rebelaram contra uma situação muito menos opressiva que vivemos atualmente.
Foram, em 8 anos de guerra, 50.000 mortos, exatamente o que se mata no Brasil por ano. Nossa carga tributária beira os 40% do PIB, trabalhamos praticamente meio ano para sustentar o estado, uma situação de semi-escravidão. Leis e mais leis são criadas a cada dia, restringindo cada vez mais a nossa parca liberdade. Tentativas e projetos de controle midiático, censura politicamente correta, perseguição ao cristianismo...
A colônia se rebelou contra a metrópole por menos do que sofremos hoje no Brasil. Já passou da hora de declararmos nossa verdadeira independência.
Vale a releitura do documento histórico:
Declaração Unânime dos Treze Estados Unidos da América
No Congresso, 4 de julho de 1776
Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.
Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.
Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos-Guardas para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colônias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidos danos e usurpações, tendo todos por objetivo direto o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. Para prová-lo, permitam-nos submeter os fatos a um cândido mundo.
Recusou assentimento a leis das mais salutares e necessárias ao bem público.
Proibiu aos governadores a promulgação de leis de importância imediata e urgente, a menos que a aplicação fosse suspensa até que se obtivesse o seu assentimento, e, uma vez suspensas, deixou inteiramente de dispensar-lhes atenção.
Recusou promulgar outras leis para o bem-estar de grande distritos de povo, a menos que abandonassem o direito à representação no Legislativo, direito inestimável para eles temível apenas para os tiranos,
Convocou os corpos legislativos a lugares não usuais, ser conforto e distantes dos locais em que se encontram os arquivos públicos, com o único fito de arrancar-lhes, pela fadiga o assentimento às medidas que lhe conviessem.
Dissolveu Casas de Representantes repetidamente porque: opunham com máscula firmeza às invasões dos direitos do povo.
Recusou por muito tempo, depois de tais dissoluções, fazer com que outros fossem eleitos; em virtude do que os poderes legislativos incapazes de aniquilação voltaram ao povo em geral para que os exercesse; ficando nesse ínterim o Estado exposto a todos os perigos de invasão externa ou convulsão interna.
Procurou impedir o povoamento destes estados, obstruindo para esse fim as leis de naturalização de estrangeiros, recusando promulgar outras que animassem as migrações para cá e complicando as condições para novas apropriações de terras.
Dificultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciários.
Tornou os juízes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor e pagamento dos respectivos salários.
Criou uma multidão de novos cargos e para eles enviou enxames de funcionários para perseguir o povo e devorar-nos a substância.
Manteve entre nós, em tempo de paz, exércitos permanentes sem o consentimento de nossos corpos legislativos.
Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior.
Combinou com outros sujeitar-nos a jurisdição estranha à nossa Constituição e não reconhecida por nossas leis, dando assentimento a seus atos de pretensa legislação:
por aquartelar grandes corpos de tropas entre nós;
por protegê-las por meio de julgamentos simulados, de punição por assassinatos que viessem a cometer contra os habitantes destes estados;
por fazer cessar nosso comércio com todas as partes do mundo;
pelo lançamento de taxas sem nosso consentimento;
por privar-nos, em muitos casos, dos benefícios do julgamento pelo júri;
por transportar-nos para além-mar para julgamento por pretensas ofensas;
por abolir o sistema livre de leis inglesas em província vizinha, aí estabelecendo governo arbitrário e ampliando-lhe os limites, de sorte a torná-lo, de imediato, exemplo e instrumento apropriado para a introdução do mesmo domínio absoluto nestas colônias;
por tirar-nos nossas cartas, abolindo nossas leis mais valiosas e alterando fundamentalmente a forma de nosso governo;
por suspender nossos corpos legislativos, declarando se investido do poder de legislar para nós em todos e quaisquer casos.
Abdicou do governo aqui por declarar-nos fora de sua proteção e movendo guerra contra nós.
Saqueou nossos mares, devastou nossas costas, incendiou nossas cidades e destruiu a vida de nosso povo.
Está, agora mesmo, transportando grandes exércitos de mercenários estrangeiros para completar a obra da morte, desolação e tirania, já iniciada em circunstâncias de crueldade e perfídia raramente igualadas nas idades mais bárbaras e totalmente indignas do chefe de uma nação civilizada.
Obrigou nossos concidadãos aprisionados em alto-mar a tomarem armas contra a própria pátria, para que se tornassem algozes dos amigos e irmãos ou para que caíssem por suas mãos.
Provocou insurreições internas entre nós e procurou trazer contra os habitantes das fronteiras os índios selvagens e impiedosos, cuja regra sabida de guerra é a destruição sem distinção de idade, sexo e condições.
Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo caráter se assinala deste modo por todos os atos capazes de definir tirano não está em condições de governar um povo livre. Tampouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós jurisdição insustentável. Lembramos a eles das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e os conjuramos, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consangüinidade. Temos, portanto, de aquiescer na necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.
Nós, Por conseguinte, representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso Geral, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela retidão de nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colônias unidas são e de direito têm de ser Estados livres e independentes, que estão desoneradas de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro poder para declarar guerra, concluir paz, contratar alianças, estabelecer comércio e praticar todos os atos e ações a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.
John Hancock
New Hampshire
Josiah Bartlett
William Whipple
Matthew Thornton
Rhode Island
Step. Hopkins
William Ellery
Connecticut
Roger Sherman
Sam'el Huntington
Wm. Williams
Oliver Wolcott
New York
Wm. Floyd
Phil. Livingston
Frans. Lewis
Lewis Morris
New Jersey
Richd. Stockton
Jno. Witherspoon
Fras. Hopkinson
John Hart
Abra. Clark
Pensilvânia
Robt. Morris
Benjamin Rush
Benj. Frankllin
John Morton
Geo. Clymer
Jas. Smith
Geo. Taylor
James Wilson
George Ross
Massachusetts-Bay
Saml. Adams
John Adams
Robt. Treat Paine
Elbridge Gerry
Delaware
Caesar Rodney
Geo. Read
Tho. M'Kean
Maryland
Samuel Chase
Wm. Paca
Thos. Stone
Charles Carroll of Carrollton
Virgínia
George Wythe
Richard Henry Lee
Th. Jefferson
Benj. Harrison
Ths. Nelson, Jr.
Francis Lightfoot Lee
Carter Braxton
Carolina do Norte
Wm. Hooper
Joseph Hewes
John Penn
Carolina do Sul
Edward Rutledge
Thos. Heyward, Junr.
Thomas Lynch, Junr.
Arthur Middletown
Georgia
Button Gwinnett
Lyman Hall
George Walton
http://www.embaixada-americana.org.br/index.php?action=materia&id=645&submenu=106&itemmenu=110
terça-feira, 9 de novembro de 2010
O sítio politicamente incorreto
Por Percival Puggina
Quem pode assegurar que Tia Anastácia não fosse quilombola?
O poderoso Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu emitir uma notificação de censura ao livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, que seria distribuído à rede de ensino do país. A conselheira Nilma Lino Gomes leu a obra e viu nela preconceitos contra a África e racismo. Exigem, então, os conselheiros, que o texto venha precedido de uma reprovação de seus desalinhos ideológicos com a nova realidade nacional. Tenho certeza de que não faltará quem se habilite a produzir esse importante prefácio corretivo. Seja qual for a estupidez, sempre há quem se considere capaz.
Dei uma investigada no Sítio do Pica Pau Amarelo, uma lida no livro e venho em socorro do Conselho: Caçadas de Pedrinho é politicamente incorreto de capa a capa! O sítio inteiro, aliás, está a exigir cuidadosa inspeção do Ministério Público Federal. Em primeiro lugar porque, há muito tempo, era para estar desapropriado (atenção, Incra!). Que negócio é esse? Uma propriedade rural com utilidade apenas ... literária? Péssimo exemplo para estar sendo apresentado à uma juventude que se quer cidadã e comprometida com as causas sociais.
Tem mais, conselheira Nilma. Cadê a certidão de propriedade do sítio? Alguém já a viu? E não me venha o branquela do "seu" Monteiro Lobato com uma simples trintenária julgando que seja suficiente. Não no Brasil moderno! Quem pode assegurar que Tia Anastácia não fosse quilombola? Detentora dos direitos culturais históricos protegidos pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal? Ou dos muito prováveis direitos de posse mencionados no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Hum? É admissível que uma republicação de Caçadas de Pedrinho, em tempos de Lula e Dilma, deixe de mencionar tais avanços da sociedade brasileira?
Na pesquisa que fiz, encontrei uma foto da negra Anastácia, datada de 1913 (está disponível na Wikipedia). Era magra, de meia idade. Na imagem, aparece tendo ao colo o menino Guilherme, filho de Monteiro Lobato. O autor, reiteradas vezes, admitiu publicamente, que essa Anastácia, essa pobre e infeliz Anastácia, havia inspirado a criação da personagem Tia Anastácia! Basta fazer as contas para perceber que a desventurada senhora foi, ela mesma, escrava. Fugida ou liberta, não importa. E acabou, mais uma vez, sendo explorada pelo patrão branco que promoveu o uso gratuito de seus evidentes direitos de imagem. Pode o Conselho Nacional de Educação silenciar sobre tal iniquidade? Referendar obra que escarnece valores tão significativos? Anota essa outra aí, conselheira Nilma.
Quer mais, o CNE? Debruce-se sobre o personagem Visconde de Sabugosa. Pondere, leitor. O visconde é um personagem da nobreza. Encarna saber e coragem física. Tantas vezes morresse, tantas vezes era ressuscitado com a simples troca do sabugo que compunha seu corpo. É ou não uma exaltação simbólica da elite nacional e de sua perpetuação através dos tempos? Pode haver algo mais antidemocrático e elitista do que um imortal representante da nobreza, além de tudo apresentado como encarnação da sabedoria e do destemor? Eu, hein! E para finalizar: cadê a autorização do Ibama para a Caçada do Pedrinho?
Quem pode assegurar que Tia Anastácia não fosse quilombola?
O poderoso Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu emitir uma notificação de censura ao livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, que seria distribuído à rede de ensino do país. A conselheira Nilma Lino Gomes leu a obra e viu nela preconceitos contra a África e racismo. Exigem, então, os conselheiros, que o texto venha precedido de uma reprovação de seus desalinhos ideológicos com a nova realidade nacional. Tenho certeza de que não faltará quem se habilite a produzir esse importante prefácio corretivo. Seja qual for a estupidez, sempre há quem se considere capaz.
Dei uma investigada no Sítio do Pica Pau Amarelo, uma lida no livro e venho em socorro do Conselho: Caçadas de Pedrinho é politicamente incorreto de capa a capa! O sítio inteiro, aliás, está a exigir cuidadosa inspeção do Ministério Público Federal. Em primeiro lugar porque, há muito tempo, era para estar desapropriado (atenção, Incra!). Que negócio é esse? Uma propriedade rural com utilidade apenas ... literária? Péssimo exemplo para estar sendo apresentado à uma juventude que se quer cidadã e comprometida com as causas sociais.
Tem mais, conselheira Nilma. Cadê a certidão de propriedade do sítio? Alguém já a viu? E não me venha o branquela do "seu" Monteiro Lobato com uma simples trintenária julgando que seja suficiente. Não no Brasil moderno! Quem pode assegurar que Tia Anastácia não fosse quilombola? Detentora dos direitos culturais históricos protegidos pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal? Ou dos muito prováveis direitos de posse mencionados no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Hum? É admissível que uma republicação de Caçadas de Pedrinho, em tempos de Lula e Dilma, deixe de mencionar tais avanços da sociedade brasileira?
Na pesquisa que fiz, encontrei uma foto da negra Anastácia, datada de 1913 (está disponível na Wikipedia). Era magra, de meia idade. Na imagem, aparece tendo ao colo o menino Guilherme, filho de Monteiro Lobato. O autor, reiteradas vezes, admitiu publicamente, que essa Anastácia, essa pobre e infeliz Anastácia, havia inspirado a criação da personagem Tia Anastácia! Basta fazer as contas para perceber que a desventurada senhora foi, ela mesma, escrava. Fugida ou liberta, não importa. E acabou, mais uma vez, sendo explorada pelo patrão branco que promoveu o uso gratuito de seus evidentes direitos de imagem. Pode o Conselho Nacional de Educação silenciar sobre tal iniquidade? Referendar obra que escarnece valores tão significativos? Anota essa outra aí, conselheira Nilma.
Quer mais, o CNE? Debruce-se sobre o personagem Visconde de Sabugosa. Pondere, leitor. O visconde é um personagem da nobreza. Encarna saber e coragem física. Tantas vezes morresse, tantas vezes era ressuscitado com a simples troca do sabugo que compunha seu corpo. É ou não uma exaltação simbólica da elite nacional e de sua perpetuação através dos tempos? Pode haver algo mais antidemocrático e elitista do que um imortal representante da nobreza, além de tudo apresentado como encarnação da sabedoria e do destemor? Eu, hein! E para finalizar: cadê a autorização do Ibama para a Caçada do Pedrinho?
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Três grandes mitos do partido mitômano
Mito 1. O carisma
Há uma espécie de lugar-comum que versa sobre o tal carisma do Lulla da Silva. Dizem, mesmo muitos opositores, que ele tem carisma, algo como um dom natural, que lhe confere automaticamente aceitação, eloqüência e perdão e o transmuta em ser intocável. Como se Lulla da Silva fosse aquele simpático tiozinho do boteco.
Mas parece que o tiozinho bebeu demais da fonte do poder e se tornou aquele bêbado chato e inconveniente, um véio tarado e violento, que dá trabalho e vive arrumando encrenca.
Se ter carisma é ser um chucro desprezível, um homúnculo abjeto e grotesco, um analfabeto funcional que se orgulha de sua parvoíce, eu não sei mais o que seria não ter.
Carisma, quem tinha mesmo, era Martin Luther King, que quando abria a boca, arrastava milhares. Roosvelt tinha carisma. Gandhi tinha carisma.
Lulla da Silva chegou a ter um filme indicado pelo Ministério da Cultura para disputar o Oscar. Um filme que ninguém viu! O maior fracasso de bilheteria e o filme mais caro do cinema nacional. Coincidência, não?
Mas que carisma é esse que ninguém vai ver a história do "grande e amado líder", como dizem na Coréia do Norte?
Esse mito do carisma faz parte de uma estratégia de marketing (ou lavagem cerebral, como queira) que tem muito a ver com o próximo mito:
Mito 2. A popularidade
As "pesquisas" mostram: 83% de aprovação. Como ouso discordar delas? Será eu algum louco, cego às verdades absolutas e aos concensos do momento?
Mas como concordar se não vejo essa aprovação toda nas ruas? Convivo com pessoas de todo tipo e juro que não vejo essa proporção.
Veja por exemplo a seleção de Dunga. Aí sim poderia haver 83% de, no caso, reprovação. Ainda assim havia as vozes dissonantes, e não eram poucas!
Mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, se pensarmos que há os ateus, os muçulmanos, os budistas, pode não ter 83% de aprovação no "cargo" de Filho de Deus.
Tal nível de aprovação, aliás, é idêntico aos grandes "democratas" Stalin, Chávez, Fidel, Pol Pot, Mao, Hitler, entre outros.
As pesquisas que mostram essa proporção irreal são as mesmas que induziram a campanha eleitoral e "erraram" por limites inaceitáveis. São os mesmos institutos envolvidos em graves suspeitas metodológicas e criminais.
A representatividade de uma pesquisa dessas é como perguntar a opinião de quatro pessoas num Morumbi lotado e dizer que aquela é a média geral. Essa é a relação!
Mesmo o pesquisador, contratado para tal, pode, em uma breve análise comportamental, deduzir quem dará a resposta mais adequada à orientação recebida.
Portanto, se não sinto que Lulla da Silva tem qualquer carisma, não percebo, no cotidiano, tamanha aprovação. A impressão que tenho do mundo é mais evidente que minha fé nos institutos de pesquisa.
Mito 3. A salvação
Para a propaganda oficial, Lulla da Silva e o PT foram responsáveis pelo momento maravilhoso que estamos passando, sem dívidas, com liberdade e democracia, crescendo a taxas chinesas. A educação é excelente, o sistema de saúde é "perfeito", a criminalidade de primeiro mundo, o sistema jurídico idem, as relações internacionais saudáveis.
Novamente, mentiras da propaganda oficial. Está óbvio, não vou vomitar estatísticas, quem quiser que o faça.
Todos precisamos de heróis, de referências. Precisamos de exemplos de vida e de conduta para nos mostrar que há algo por que valha a pena viver.
Não quero saber se meu exemplo de ser-humano é "do povo", é simpático, é negro, branco ou judeu. Quero saber das idéias dele, de sua conduta, de sua moral, de seu conhecimento, do que ele pode oferecer de construtivo à minha existência, ao mundo e à humanidade.
E a única conduta de Lulla da Silva que vejo é uma conduta criminosa, do chefe do mensalão, do líder de quadrilha que zomba das leis da República com atitudes arrogantes, presunçosas e rudes. Lulla da Silva é um proto-ditadorzinho ridículo, amigo de genocidas, bêbado e imoral. Lulla é exemplo do que não fazer, do que não ser, é o anti-exemplo.
Não digo isso por querer o mal da sociedade, ou por ser "burguês", ou "de direita", nada disso. Digo porque vejo, sinto e percebo. Uso apenas minha razão e sensibilidade para chegar a essa conclusão:
Sentirei orgulho de contar aos meus netos que fui contra esse estado de coisas, contra isso que o Brasil se transformou, uma nação dividida, violenta, injusta, imoral, preconceituosa, ignorante e corrupta.
Há uma espécie de lugar-comum que versa sobre o tal carisma do Lulla da Silva. Dizem, mesmo muitos opositores, que ele tem carisma, algo como um dom natural, que lhe confere automaticamente aceitação, eloqüência e perdão e o transmuta em ser intocável. Como se Lulla da Silva fosse aquele simpático tiozinho do boteco.
Mas parece que o tiozinho bebeu demais da fonte do poder e se tornou aquele bêbado chato e inconveniente, um véio tarado e violento, que dá trabalho e vive arrumando encrenca.
Se ter carisma é ser um chucro desprezível, um homúnculo abjeto e grotesco, um analfabeto funcional que se orgulha de sua parvoíce, eu não sei mais o que seria não ter.
Carisma, quem tinha mesmo, era Martin Luther King, que quando abria a boca, arrastava milhares. Roosvelt tinha carisma. Gandhi tinha carisma.
Lulla da Silva chegou a ter um filme indicado pelo Ministério da Cultura para disputar o Oscar. Um filme que ninguém viu! O maior fracasso de bilheteria e o filme mais caro do cinema nacional. Coincidência, não?
Mas que carisma é esse que ninguém vai ver a história do "grande e amado líder", como dizem na Coréia do Norte?
Esse mito do carisma faz parte de uma estratégia de marketing (ou lavagem cerebral, como queira) que tem muito a ver com o próximo mito:
Mito 2. A popularidade
As "pesquisas" mostram: 83% de aprovação. Como ouso discordar delas? Será eu algum louco, cego às verdades absolutas e aos concensos do momento?
Mas como concordar se não vejo essa aprovação toda nas ruas? Convivo com pessoas de todo tipo e juro que não vejo essa proporção.
Veja por exemplo a seleção de Dunga. Aí sim poderia haver 83% de, no caso, reprovação. Ainda assim havia as vozes dissonantes, e não eram poucas!
Mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, se pensarmos que há os ateus, os muçulmanos, os budistas, pode não ter 83% de aprovação no "cargo" de Filho de Deus.
Tal nível de aprovação, aliás, é idêntico aos grandes "democratas" Stalin, Chávez, Fidel, Pol Pot, Mao, Hitler, entre outros.
As pesquisas que mostram essa proporção irreal são as mesmas que induziram a campanha eleitoral e "erraram" por limites inaceitáveis. São os mesmos institutos envolvidos em graves suspeitas metodológicas e criminais.
A representatividade de uma pesquisa dessas é como perguntar a opinião de quatro pessoas num Morumbi lotado e dizer que aquela é a média geral. Essa é a relação!
Mesmo o pesquisador, contratado para tal, pode, em uma breve análise comportamental, deduzir quem dará a resposta mais adequada à orientação recebida.
Portanto, se não sinto que Lulla da Silva tem qualquer carisma, não percebo, no cotidiano, tamanha aprovação. A impressão que tenho do mundo é mais evidente que minha fé nos institutos de pesquisa.
Mito 3. A salvação
Para a propaganda oficial, Lulla da Silva e o PT foram responsáveis pelo momento maravilhoso que estamos passando, sem dívidas, com liberdade e democracia, crescendo a taxas chinesas. A educação é excelente, o sistema de saúde é "perfeito", a criminalidade de primeiro mundo, o sistema jurídico idem, as relações internacionais saudáveis.
Novamente, mentiras da propaganda oficial. Está óbvio, não vou vomitar estatísticas, quem quiser que o faça.
Todos precisamos de heróis, de referências. Precisamos de exemplos de vida e de conduta para nos mostrar que há algo por que valha a pena viver.
Não quero saber se meu exemplo de ser-humano é "do povo", é simpático, é negro, branco ou judeu. Quero saber das idéias dele, de sua conduta, de sua moral, de seu conhecimento, do que ele pode oferecer de construtivo à minha existência, ao mundo e à humanidade.
E a única conduta de Lulla da Silva que vejo é uma conduta criminosa, do chefe do mensalão, do líder de quadrilha que zomba das leis da República com atitudes arrogantes, presunçosas e rudes. Lulla da Silva é um proto-ditadorzinho ridículo, amigo de genocidas, bêbado e imoral. Lulla é exemplo do que não fazer, do que não ser, é o anti-exemplo.
Não digo isso por querer o mal da sociedade, ou por ser "burguês", ou "de direita", nada disso. Digo porque vejo, sinto e percebo. Uso apenas minha razão e sensibilidade para chegar a essa conclusão:
Sentirei orgulho de contar aos meus netos que fui contra esse estado de coisas, contra isso que o Brasil se transformou, uma nação dividida, violenta, injusta, imoral, preconceituosa, ignorante e corrupta.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A verdade sobre o governo do Foro de São Paulo (PT)
Eles dizem que defendem a democracia, mas dão apoio às maiores ditaduras do planeta.
Eles dizem que prezam os direitos humanos, mas negam apoio a presos políticos e a mulheres
condenadas a apedrejamento.
Eles dizem que respeitam o princípio da não-intervenção, mas intervém contra uma democracia legítima.
Eles dizem ter mestrado e doutorado, quando não têm.
Eles dizem ser contra o aborto, enquanto suas ações são favoráveis.
Eles se dizem contra o terrorismo, mas protegem e tentam eleger terroristas.
Eles dizem que governam um país, enquanto quem governa é uma organização política internacional.
Eles dizem que salvaram o país da crise, quando o que salvou o Brasil foram a força e a pujança da iniciativa privada.
Eles dizem que são contra injustiça, mas não acham elevada a carga tributária de 40%.
Eles dizem que são contra o racismo, mas instituíram o racismo oficial.
Eles dizem que o Brasil é o país de todos, mas dividiram índios contra não-índios, negros contra brancos, gays contra heteros, mulheres contra homens, menores contra maiores, "quilombolas" contra moradores, etc.
Eles dizem que defendem a justiça, mas zombam dela.
Eles dizem qe a país cresceu, mas o crescimento em relação ao PIB mundial foi de 0,0x% (x<5).
Eles discursam de terno para empresários e, no dia seguinte, vestem o boné do MST.
Eles dizem que prezam a liberdade, mas tentam impor o controle da mídia.
Eles dizem que são contra a censura, mas não hesitam em censurar quem os incomodam e, além disso, impõe a maior censura de todas: o politicamente correto.
Eles dizem que prezam os direitos humanos, mas negam apoio a presos políticos e a mulheres
condenadas a apedrejamento.
Eles dizem que respeitam o princípio da não-intervenção, mas intervém contra uma democracia legítima.
Eles dizem ter mestrado e doutorado, quando não têm.
Eles dizem ser contra o aborto, enquanto suas ações são favoráveis.
Eles se dizem contra o terrorismo, mas protegem e tentam eleger terroristas.
Eles dizem que governam um país, enquanto quem governa é uma organização política internacional.
Eles dizem que salvaram o país da crise, quando o que salvou o Brasil foram a força e a pujança da iniciativa privada.
Eles dizem que são contra injustiça, mas não acham elevada a carga tributária de 40%.
Eles dizem que são contra o racismo, mas instituíram o racismo oficial.
Eles dizem que o Brasil é o país de todos, mas dividiram índios contra não-índios, negros contra brancos, gays contra heteros, mulheres contra homens, menores contra maiores, "quilombolas" contra moradores, etc.
Eles dizem que defendem a justiça, mas zombam dela.
Eles dizem qe a país cresceu, mas o crescimento em relação ao PIB mundial foi de 0,0x% (x<5).
Eles discursam de terno para empresários e, no dia seguinte, vestem o boné do MST.
Eles dizem que prezam a liberdade, mas tentam impor o controle da mídia.
Eles dizem que são contra a censura, mas não hesitam em censurar quem os incomodam e, além disso, impõe a maior censura de todas: o politicamente correto.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Diários de motocicleta da USP
A história é antiga mas vale relembrar - tornou-se um clássico da literatura caricata, desses antológicos.
O fato é que um aluno de filosofia da USP, caricatão, com ligações no SINTUSP, organizou uma excursão ao Forum Social na Venezuela, em 2006. Acontece que o bonitão quis ir de ônibus e calculou a distância e a rota erradas!
A empresa de ônibus até tentou convencer o Che uspiano a utilizar a rota normal, pelo Brasil, mas ele bateu o pé e conseguiu o que queria: uma rota passando por vários países da Am. Latina.
Resultado: chegaram no dia do encerramento, fodidos, sem dinheiro, com caganeira e sem ter como voltar!
O absurdo é que, não sei como, um cargueiro da FAB foi designado para trazê-los de volta (só os alunos progressistas, claro, os motoristas tiveram que voltar pelo Rio Amazonas), assustadinhos e, evidente, bancados pelo orçamento da Aeronáutica!
E a trapalhada não acaba aqui. O tal Werley Torres, o uspiano bolivariano, sumiu do mapa e ficou com parte do dinheiro da excursão!
Resumindo: a empresa capitalista aceitou suas exigências e quebrou seu galho, tomando um grande prejuízo e correndo riscos; quando a coisa apertou eles foram auxiliados com pouso e comida por freiras católicas (que eles tanto detestam) e, no fim, o cara ainda dá balão nos cumpanheiros...
Pois é, gente. Um novo mundo é possível.
Vejam a história completa:
Os spams
A divulgação
Orientações finais
Manchete - Como colocar seu pai numa fria
1/2/2006 13:27:20
(Página 1 de 2)
ESTUDANTE DE FILOSOFIA (PICARETA NAS HORAS VAGAS) QUE FUGIRA DAS AULAS DE GEOGRAFIA E MATEMÁTICA, CALCULOU MAL E DEIXOU 40 PRESOS NA VENEZUELA.
Estava eu e o Tico felizes da vida! Iríamos dar de presente pro meu pai, o Carlão, a viagem ao Fórum Social Mundial. Após procurar, uma vizinha indicara um estudante de filosofia da USP, Werley Torres, que estava organizando uma excursão ao fórum. Fiquei preocupada, a princípio, pois só havia feito contato com o organizador por telefone. E se fosse um picareta? Após o embarque do Carlão e os primeiros contatos telefônicos fiquei aliviada.
Problema: Nas fronteiras, o ônibus fica parado, pedem exigências, etc. Atraso no cronograma.
Problema: Em quito, algum passageiro desavisado toma água (Na América Latina, pedir copo d'água na padaria? Nem pensar - Malditos coliformes & Cia - caganeira, hospedagem num convento, atraso)
Problema: O organizador, talvez tenha calculado errado o tempo - chegada do ônibus no Fórum Social Mundial - no último dia de evento.
Imbecilidade mor: O Sr Werley, néscio de nascença, deve ter fechado o contrato com a empresa de ônibus da seguinte maneira: pegou um mapa mundi, uma régua e um lápis. Traçou linhas de são Paulo até a Venezuela, passando por países da América Latina, multiplicou a metragem, ou "centimetragem" pela escala e..... EUREKA, contratou uma empresa de ônibus por 12 mil km. Porém, em Caracas, já havia dado 10 mil Km.... como fazer com que ônibus faça 2 mil até SP????? Se perguntarem por Sr Werley, ele vai mandar o ônibus ir de ré!!!!
O Valor total da empreitada????? 28 mil, chorando, por que era pra ser 30.
Mas façam as contas: A passagem do Sr Varley e de Sua Namorada, saíram de graça - 42 pessoas ao total - 40 pagantes x 850 reais (valor cobrado pela excursão) = 34000
Olha só..... o que foi feito com os 6 mil que sobrou???????????
Última Notícia: Sr. Werley Torre e sua namorada, Cláudia Santos, fugiram de madrugada, deixando na Venezuela os outros 40 passageiros..... dentre eles, meu pai!!!!
Grande filósofo a Universidade de São Paulo está formando..... filósofo da ação ardilosa, moralmente execrável, filósofo que usa de meios condenáveis para obter vantagem.
Meu pai nunca mais vai aceitar presente meu again.....
(Leandra Fatorelli)
Repercussão
Repercussão II
A HISTÓRIA
(matéria do Estadão)
Diários de uma viagem de ônibus pela América Latina
A aventura dos motoristas que não tiveram o privilégio de serem buscados pela FAB na Venezuela
Quando o ônibus da Arca Turismo chegou à garagem da pequena transportadora em São Bernardo do Campo, na última sexta-feira, após 23 dias na estrada, seus 42 passageiros já desfrutavam do conforto de casa há mais de uma semana. Enquanto os estudantes que contrataram a empresa de fretamento para levá-los à Caracas para o Fórum Social Mundial retornaram ao Brasil em poucas horas de vôo, a bordo de um avião da FAB enviado pelo governo brasileiro para resgatá-los, os três motoristas do veículo não tiveram outra opção para retornar: rodar os mais de cinco mil quilômetros que separam a capital venezuelana da cidade do ABC paulista.
A aventura do grupo ficou conhecida por causa da trapalhada do responsável pelo planejamento da viagem, o estudante de filosofia José Werley Torres, que exigiu da empresa que o ônibus cruzasse Bolívia, Peru, Equador e Colômbia antes de chegar à Venezuela. Ele acreditava que fazendo esse trajeto o grupo chegaria a Caracas cinco dias depois da saída de São Bernardo, no dia 19 de janeiro. Segundo os cálculos do estudante, eles estariam na capital venezuelana para a cerimônia de abertura do Fórum, marcada para o dia 24. Chegaram a tempo de ver apenas o encerramento do evento, dez dias depois do embarque.
Por causa do desgaste dos passageiros com a estafante viagem de ida e o fim do dinheiro da maioria deles para ser usado na volta, uma operação foi montada pela embaixada brasileira para repatriar o grupo. Os motoristas, no entanto, ficaram de fora. Apesar de se tratar de uma aeronave de carga, o Hércules C-130 enviado pela Força Aérea Brasileira não estava preparado para acomodar o Scania branco da empresa de turismo. Depois de alguns dias à espera da resposta do governo brasileiro ao pedido de repatriação, Miguel Serrano, de 69 anos, Alexssandro Oliveira, 31, e Anderson Delabarba, 34, iniciaram a viagem de volta, conduzindo um ônibus vazio e perseguidos por um prejuízo de R$ 12 mil.
Após o desgastante percurso de ida, os três motoristas não tiveram dúvidas em optar pelo caminho que desde o início recomendaram a Torres. Saíram de Caracas em direção a Manaus, um percurso de cerca de 2 mil quilômetros que tomou dois dias inteiros de viagem. A demora, lembram os motoristas, deveu-se principalmente ao trecho entre Boa Vista e a capital do estado do Amazonas, região de reservas indígenas onde não faltam estradas esburacadas e regras de conduta impostas aos viajantes pelos nativos. Há um trecho de 150 quilômetros entre as duas capitais, por exemplo, onde não se podia parar nem tirar fotos.
De Manaus, embarcaram em uma balsa em direção a Belém, de onde seguiriam, via Brasília, para São Paulo.
O fato de terem sido "abandonados" pelo governo brasileiro parece não ter gerado ressentimento nos três, que ainda tiveram que agüentar mais cinco dias e seis noites enclausurados na embarcação, e mais dois dias de estrada até São Bernardo.
Diários de Motocicleta e Central do Brasil
Motorista há mais de 30 anos e dono da Arca Turismo, Seu Miguel não se conforma com a teimosia de Torres, que queria porque queria fazer o percurso pelos países sul-americanos. "Não sei se ele queria chegar ao Fórum ou fazer turismo pela América Latina", disse Doroty Serrano, filha de Seu Miguel que trabalha na administração da empresa de transportes. Segundo o motorista de 69 anos, durante toda a negociação da viagem, ele tentou convencer o estudante de que era mais seguro ir pelo Brasil. Nesse caso, a única dificuldade que enfrentariam seria chegar a Manaus, cidade acessível apenas por vias fluviais. Para resolver o problema, teriam que embarcar em uma balsa em Belém e viajar por cerca de cinco dias por rios da Floresta Amazônica. Mas não adiantou. Torres, que jurava ter checado todas as distâncias, insistiu no percurso, que parecia inspirado na viagem de Che Guevara retratada pelo filme Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Para ele, não compensaria perder os cinco dias no roteiro à lá Central do Brasil proposto por Seu Miguel.
"Ele dizia que tinha conhecimento do trajeto, mas não tinha conhecimento nenhum", disse Seu Miguel, que fez Torres assinar um documento se responsabilizando pela decisão de seguir pelos países vizinhos. "No Brasil, nenhuma empresa de turismo tinha feito essa viagem. Não tinha de onde tirar a quilometragem certa", acrescentou.
E foram os contratempos não previstos no "planejamento" de Torres que levaram à demora interminável. Na Bolívia, por exemplo, sacolejaram por 450 quilômetros em uma estrada de terra durante 24 horas. Ao chegar novamente em um trecho de asfalto, Alexssandro não agüentou: desceu do ônibus e correu para se ajoelhar sobre o calçamento. Já na Colômbia, foram impedidos pelo exército de viajar durante a noite devido aos riscos de seqüestros realizados pelas guerrilhas que dominam as selvas do país. Isso sem falar no frio que passaram ao cruzar os Andes. Até folha de coca tiveram que mascar para agüentar as altitudes de mais de 4 mil metros. Para piorar, ainda no Peru receberam a notícia da morte de quatro estudantes mineiros após um acidente com um ônibus brasileiro que fazia o mesmo trajeto.
"Nós ficamos sabendo do acidente na estrada. Eu e o Alex ficamos muito tristes com a notícia", lembra Anderson. Ele conta que o ônibus mineiro, que fazia o mesmo percurso do grupo paulista, sofreu o acidente na região de Arequipa, na Cordilheira dos Andes. "Naquela região é comum você pegar uma camada fina de gelo no asfalto, o que dificulta muito controlar o veículo", continua Anderson. Os sobreviventes do acidente da excursão mineira foram trazidos de volta ao Brasil pelo mesmo avião da FAB que dias depois também buscaria o grupo que chegou à Venezuela.
Cinco dias numa prisão flutuante
Embora presumisse que muitas dificuldades poderiam aparecer durante o percurso, Seu Miguel admite, no entanto, que quando já não havia mais volta, ficou curioso para conhecer o percurso. Alexssandro, um dos motoristas que o acompanhou, provoca, gargalhando: "Foi embarcar na aventura dos ´doidos´ e depois queria desistir". Passada a brincadeira, ele acrescenta: "Em algumas situações, se pudéssemos, teríamos abandonado a ´carga´ e desistido".
Mas Seu Miguel jura que não se arrepende de ter optado por participar da viagem. A única situação da qual reclamou durante toda a conversa que teve com o Portal Estadão.com.br foi os cinco dias e seis noites claustrofóbicas passadas a bordo da balsa que faz o trajeto Manaus-Belém, já na volta a São Bernardo do Campo. A embarcação, que cobra mais de R$ 1,5 mil por veículo, costuma levar cerca de 70 carretas e se desloca a uma média de 15 Km/h, não faz paradas ao longo da viagem. "Aquilo é uma prisão", desabafa Seu Miguel. Ele conta que além da falta do que fazer, uma outra marca da viagem é a péssima comida servida aos passageiros.
O fato é que um aluno de filosofia da USP, caricatão, com ligações no SINTUSP, organizou uma excursão ao Forum Social na Venezuela, em 2006. Acontece que o bonitão quis ir de ônibus e calculou a distância e a rota erradas!
A empresa de ônibus até tentou convencer o Che uspiano a utilizar a rota normal, pelo Brasil, mas ele bateu o pé e conseguiu o que queria: uma rota passando por vários países da Am. Latina.
Resultado: chegaram no dia do encerramento, fodidos, sem dinheiro, com caganeira e sem ter como voltar!
O absurdo é que, não sei como, um cargueiro da FAB foi designado para trazê-los de volta (só os alunos progressistas, claro, os motoristas tiveram que voltar pelo Rio Amazonas), assustadinhos e, evidente, bancados pelo orçamento da Aeronáutica!
E a trapalhada não acaba aqui. O tal Werley Torres, o uspiano bolivariano, sumiu do mapa e ficou com parte do dinheiro da excursão!
Resumindo: a empresa capitalista aceitou suas exigências e quebrou seu galho, tomando um grande prejuízo e correndo riscos; quando a coisa apertou eles foram auxiliados com pouso e comida por freiras católicas (que eles tanto detestam) e, no fim, o cara ainda dá balão nos cumpanheiros...
Pois é, gente. Um novo mundo é possível.
Vejam a história completa:
Os spams
A divulgação
Orientações finais
Manchete - Como colocar seu pai numa fria
1/2/2006 13:27:20
(Página 1 de 2)
ESTUDANTE DE FILOSOFIA (PICARETA NAS HORAS VAGAS) QUE FUGIRA DAS AULAS DE GEOGRAFIA E MATEMÁTICA, CALCULOU MAL E DEIXOU 40 PRESOS NA VENEZUELA.
Estava eu e o Tico felizes da vida! Iríamos dar de presente pro meu pai, o Carlão, a viagem ao Fórum Social Mundial. Após procurar, uma vizinha indicara um estudante de filosofia da USP, Werley Torres, que estava organizando uma excursão ao fórum. Fiquei preocupada, a princípio, pois só havia feito contato com o organizador por telefone. E se fosse um picareta? Após o embarque do Carlão e os primeiros contatos telefônicos fiquei aliviada.
Problema: Nas fronteiras, o ônibus fica parado, pedem exigências, etc. Atraso no cronograma.
Problema: Em quito, algum passageiro desavisado toma água (Na América Latina, pedir copo d'água na padaria? Nem pensar - Malditos coliformes & Cia - caganeira, hospedagem num convento, atraso)
Problema: O organizador, talvez tenha calculado errado o tempo - chegada do ônibus no Fórum Social Mundial - no último dia de evento.
Imbecilidade mor: O Sr Werley, néscio de nascença, deve ter fechado o contrato com a empresa de ônibus da seguinte maneira: pegou um mapa mundi, uma régua e um lápis. Traçou linhas de são Paulo até a Venezuela, passando por países da América Latina, multiplicou a metragem, ou "centimetragem" pela escala e..... EUREKA, contratou uma empresa de ônibus por 12 mil km. Porém, em Caracas, já havia dado 10 mil Km.... como fazer com que ônibus faça 2 mil até SP????? Se perguntarem por Sr Werley, ele vai mandar o ônibus ir de ré!!!!
O Valor total da empreitada????? 28 mil, chorando, por que era pra ser 30.
Mas façam as contas: A passagem do Sr Varley e de Sua Namorada, saíram de graça - 42 pessoas ao total - 40 pagantes x 850 reais (valor cobrado pela excursão) = 34000
Olha só..... o que foi feito com os 6 mil que sobrou???????????
Última Notícia: Sr. Werley Torre e sua namorada, Cláudia Santos, fugiram de madrugada, deixando na Venezuela os outros 40 passageiros..... dentre eles, meu pai!!!!
Grande filósofo a Universidade de São Paulo está formando..... filósofo da ação ardilosa, moralmente execrável, filósofo que usa de meios condenáveis para obter vantagem.
Meu pai nunca mais vai aceitar presente meu again.....
(Leandra Fatorelli)
Repercussão
Repercussão II
A HISTÓRIA
(matéria do Estadão)
Diários de uma viagem de ônibus pela América Latina
A aventura dos motoristas que não tiveram o privilégio de serem buscados pela FAB na Venezuela
Quando o ônibus da Arca Turismo chegou à garagem da pequena transportadora em São Bernardo do Campo, na última sexta-feira, após 23 dias na estrada, seus 42 passageiros já desfrutavam do conforto de casa há mais de uma semana. Enquanto os estudantes que contrataram a empresa de fretamento para levá-los à Caracas para o Fórum Social Mundial retornaram ao Brasil em poucas horas de vôo, a bordo de um avião da FAB enviado pelo governo brasileiro para resgatá-los, os três motoristas do veículo não tiveram outra opção para retornar: rodar os mais de cinco mil quilômetros que separam a capital venezuelana da cidade do ABC paulista.
A aventura do grupo ficou conhecida por causa da trapalhada do responsável pelo planejamento da viagem, o estudante de filosofia José Werley Torres, que exigiu da empresa que o ônibus cruzasse Bolívia, Peru, Equador e Colômbia antes de chegar à Venezuela. Ele acreditava que fazendo esse trajeto o grupo chegaria a Caracas cinco dias depois da saída de São Bernardo, no dia 19 de janeiro. Segundo os cálculos do estudante, eles estariam na capital venezuelana para a cerimônia de abertura do Fórum, marcada para o dia 24. Chegaram a tempo de ver apenas o encerramento do evento, dez dias depois do embarque.
Por causa do desgaste dos passageiros com a estafante viagem de ida e o fim do dinheiro da maioria deles para ser usado na volta, uma operação foi montada pela embaixada brasileira para repatriar o grupo. Os motoristas, no entanto, ficaram de fora. Apesar de se tratar de uma aeronave de carga, o Hércules C-130 enviado pela Força Aérea Brasileira não estava preparado para acomodar o Scania branco da empresa de turismo. Depois de alguns dias à espera da resposta do governo brasileiro ao pedido de repatriação, Miguel Serrano, de 69 anos, Alexssandro Oliveira, 31, e Anderson Delabarba, 34, iniciaram a viagem de volta, conduzindo um ônibus vazio e perseguidos por um prejuízo de R$ 12 mil.
Após o desgastante percurso de ida, os três motoristas não tiveram dúvidas em optar pelo caminho que desde o início recomendaram a Torres. Saíram de Caracas em direção a Manaus, um percurso de cerca de 2 mil quilômetros que tomou dois dias inteiros de viagem. A demora, lembram os motoristas, deveu-se principalmente ao trecho entre Boa Vista e a capital do estado do Amazonas, região de reservas indígenas onde não faltam estradas esburacadas e regras de conduta impostas aos viajantes pelos nativos. Há um trecho de 150 quilômetros entre as duas capitais, por exemplo, onde não se podia parar nem tirar fotos.
De Manaus, embarcaram em uma balsa em direção a Belém, de onde seguiriam, via Brasília, para São Paulo.
O fato de terem sido "abandonados" pelo governo brasileiro parece não ter gerado ressentimento nos três, que ainda tiveram que agüentar mais cinco dias e seis noites enclausurados na embarcação, e mais dois dias de estrada até São Bernardo.
Diários de Motocicleta e Central do Brasil
Motorista há mais de 30 anos e dono da Arca Turismo, Seu Miguel não se conforma com a teimosia de Torres, que queria porque queria fazer o percurso pelos países sul-americanos. "Não sei se ele queria chegar ao Fórum ou fazer turismo pela América Latina", disse Doroty Serrano, filha de Seu Miguel que trabalha na administração da empresa de transportes. Segundo o motorista de 69 anos, durante toda a negociação da viagem, ele tentou convencer o estudante de que era mais seguro ir pelo Brasil. Nesse caso, a única dificuldade que enfrentariam seria chegar a Manaus, cidade acessível apenas por vias fluviais. Para resolver o problema, teriam que embarcar em uma balsa em Belém e viajar por cerca de cinco dias por rios da Floresta Amazônica. Mas não adiantou. Torres, que jurava ter checado todas as distâncias, insistiu no percurso, que parecia inspirado na viagem de Che Guevara retratada pelo filme Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Para ele, não compensaria perder os cinco dias no roteiro à lá Central do Brasil proposto por Seu Miguel.
"Ele dizia que tinha conhecimento do trajeto, mas não tinha conhecimento nenhum", disse Seu Miguel, que fez Torres assinar um documento se responsabilizando pela decisão de seguir pelos países vizinhos. "No Brasil, nenhuma empresa de turismo tinha feito essa viagem. Não tinha de onde tirar a quilometragem certa", acrescentou.
E foram os contratempos não previstos no "planejamento" de Torres que levaram à demora interminável. Na Bolívia, por exemplo, sacolejaram por 450 quilômetros em uma estrada de terra durante 24 horas. Ao chegar novamente em um trecho de asfalto, Alexssandro não agüentou: desceu do ônibus e correu para se ajoelhar sobre o calçamento. Já na Colômbia, foram impedidos pelo exército de viajar durante a noite devido aos riscos de seqüestros realizados pelas guerrilhas que dominam as selvas do país. Isso sem falar no frio que passaram ao cruzar os Andes. Até folha de coca tiveram que mascar para agüentar as altitudes de mais de 4 mil metros. Para piorar, ainda no Peru receberam a notícia da morte de quatro estudantes mineiros após um acidente com um ônibus brasileiro que fazia o mesmo trajeto.
"Nós ficamos sabendo do acidente na estrada. Eu e o Alex ficamos muito tristes com a notícia", lembra Anderson. Ele conta que o ônibus mineiro, que fazia o mesmo percurso do grupo paulista, sofreu o acidente na região de Arequipa, na Cordilheira dos Andes. "Naquela região é comum você pegar uma camada fina de gelo no asfalto, o que dificulta muito controlar o veículo", continua Anderson. Os sobreviventes do acidente da excursão mineira foram trazidos de volta ao Brasil pelo mesmo avião da FAB que dias depois também buscaria o grupo que chegou à Venezuela.
Cinco dias numa prisão flutuante
Embora presumisse que muitas dificuldades poderiam aparecer durante o percurso, Seu Miguel admite, no entanto, que quando já não havia mais volta, ficou curioso para conhecer o percurso. Alexssandro, um dos motoristas que o acompanhou, provoca, gargalhando: "Foi embarcar na aventura dos ´doidos´ e depois queria desistir". Passada a brincadeira, ele acrescenta: "Em algumas situações, se pudéssemos, teríamos abandonado a ´carga´ e desistido".
Mas Seu Miguel jura que não se arrepende de ter optado por participar da viagem. A única situação da qual reclamou durante toda a conversa que teve com o Portal Estadão.com.br foi os cinco dias e seis noites claustrofóbicas passadas a bordo da balsa que faz o trajeto Manaus-Belém, já na volta a São Bernardo do Campo. A embarcação, que cobra mais de R$ 1,5 mil por veículo, costuma levar cerca de 70 carretas e se desloca a uma média de 15 Km/h, não faz paradas ao longo da viagem. "Aquilo é uma prisão", desabafa Seu Miguel. Ele conta que além da falta do que fazer, uma outra marca da viagem é a péssima comida servida aos passageiros.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Preconceito anti-católico em concurso no RJ
Segundo a reportagem da Gazeta do Povo, no dia 16 de Maio, cerca de 6,8 mil profissionais da saúde – médicos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos – disputaram 330 vagas no Programa Saúde da Família pela Organização Social Viva Comunidade, em uma seleção organizada pela Fundação Ceperj.
No site da PCI Concursos é possível verificar a cópia da prova e a referida questão:
14. Júlia, 44 anos, casada, natural da Bahia, católica, diarista. Seu marido está desempregado há 5 anos e faz uso frequente de bebida alcoólica. Procurou o posto de saúde, pois tem apresentado corrimento vaginal e dor pélvica. Há 5 anos não faz exame ginecológico. Com base nos dados apresentados, conclui-se que:
A) O uso do álcool pelo marido pouco influencia a vulnerabilidade da paciente.
B) O fato de a paciente ser mulher tem pouca influência na sua vulnerabilidade.
C) A religião da paciente influencia a sua vulnerabilidade.
D) O tratamento medicamentoso deve ser prescrito para a paciente e para seu marido.
E) O exame colpocitológico deve ser realizado para a escolha do tratamento.
Sendo que a alternativa correta, para a organização do concurso, seria a C.
Uma breve pesquisa revela que CEPERJ é a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro, cujo presidente é Jorge Guilherme de Mello Barreto, 46 anos, engenheiro agrônomo Formado pela Universidade Federal Rural Rio de Janeiro, funcionário de carreira da Secretaria de Fazenda do Município do Rio de Janeiro.
Mais que isso - e aí vem o importante - membro da direção estadual do PCdoB-RJ!
Comunistas são anti-cristãos. Lembre-se disso quando pensar em votar nessa gente horrível.
No site da PCI Concursos é possível verificar a cópia da prova e a referida questão:
14. Júlia, 44 anos, casada, natural da Bahia, católica, diarista. Seu marido está desempregado há 5 anos e faz uso frequente de bebida alcoólica. Procurou o posto de saúde, pois tem apresentado corrimento vaginal e dor pélvica. Há 5 anos não faz exame ginecológico. Com base nos dados apresentados, conclui-se que:
A) O uso do álcool pelo marido pouco influencia a vulnerabilidade da paciente.
B) O fato de a paciente ser mulher tem pouca influência na sua vulnerabilidade.
C) A religião da paciente influencia a sua vulnerabilidade.
D) O tratamento medicamentoso deve ser prescrito para a paciente e para seu marido.
E) O exame colpocitológico deve ser realizado para a escolha do tratamento.
Sendo que a alternativa correta, para a organização do concurso, seria a C.
Uma breve pesquisa revela que CEPERJ é a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro, cujo presidente é Jorge Guilherme de Mello Barreto, 46 anos, engenheiro agrônomo Formado pela Universidade Federal Rural Rio de Janeiro, funcionário de carreira da Secretaria de Fazenda do Município do Rio de Janeiro.
Mais que isso - e aí vem o importante - membro da direção estadual do PCdoB-RJ!
Comunistas são anti-cristãos. Lembre-se disso quando pensar em votar nessa gente horrível.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Coletânea PIG







Confissões de Luiz Garcia, um dos potentados da redação de O Globo, reveladas durante um simpósio da University of Tulane, em março de 2008, por Carolina Matos, em conferência intitulada (sem ironia aparente) Partisanship versus professionalism:
“Fizemos um enorme esforço para atrair o pensamento esquerdista para O Globo. E fizemos isso em tal extensão que depois tivemos de procurar um direitista que escrevesse bem, e escolhemos Olavo de Carvalho, o que hoje lamentamos um bocado. Toda a esquerda tem acesso ao Globo: Élio Gaspari, Zuenir Ventura, Veríssimo... E também os ativistas, as ONGs. Estamos fazendo uma coisa balanceada.”
...
...
Lula diz não gostar de trabalho e Folha derrapa na transcrição invertendo sentido do discurso
...
E, para finalizar, um trecho da duríssima sabatina feita pela revista ISTOÉ à pré-candidata a presidência Dilma Roussef
Obs: PIG é como os esquerdistas chamam de maneira pejorativa todos os meios de comunicação que não sejam o Granma, a Caros Amigos ou a Carta Capital. Para uma visão mais aprofundada sobre essa questão, veja aqui.
terça-feira, 11 de maio de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Como ler jornais

Pequeno guia para embasamento da leitura diária das notícias veiculadas pela grande mídia (jornais impressos, no rádio, TVs e outros meios):
1. Não ceda ao ufanismo. Quando ouvir dizer "o Brasil apóia na ONU o plano nuclear do Irã", substitua por "o GOVERNO BRASILEIRO apóia o programa nuclear do GOVERNO IRANIANO". Evite a ingenuidade de, inconscientemente, se colocar dentro do bolo linguístico-coletivista "o Brasil".
2. Suprima a palavra "suposto", sempre que a mesma aparecer. Veja como as coisas mudam com essa simples e importante dica. A coisa chega ao limite do ridículo:
"O padrasto da criança afirmou ter inserido as agulhas no corpo do enteado em um suposto ritual de magia negra."
"Runco minimiza suposto problema de Adriano com álcool."
"Tesoureiro do PT é investigado por suposto desvio de recursos
O Globo - 07/03/2010
Segundo a publicação, o suposto esquema envolveria desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) - da qual Vaccari foi ... "
etc...
3. Não acredite no concenso. Já dizia Nelson Rodrigues que a unanimidade é burra. Não seja mais que ela. Desconfie quando falarem que o aquecimento global causado pelo Homem é um "concenso" entre os "maiores cientistas do mundo". Ou quando as pesquisas mostrarem 80% de "popularidade" de Lula.
4. Cuidado com o termo "marco regulatório" - é um eufemismo para "vamos acabar com a sua liberdade e te encher de burocracia, otário".
5. Você SABE cuidar de si mesmo! Não aceite quando quiserem te convencer que o governo cuida melhor de você do que você mesmo.
6. Reconhecer os lugares-comuns, os chavões e as palavras de transe também é essencial. Coisas como "lutaram contra a ditadura" podem significar na verdade "lutaram POR uma ditadura aos moldes cubanos"."Igualdade" é outro termo perigoso: ninguém é igual a ninguém, a tal igualdade deve ser sempre no tratamento perante a lei.Talvez a palavra de transe mais importante seja o famigerado "social". Está em todas, tudo é "social". Inclusive gerando redundâncias como "justiça social" (já viu o conceito de justiça dissociado do conceito de sociedade?). Mesmo o "movimento social" poderá estar relacionado com algum grupo terrorista, sempre de esquerda.E o pior: "consciência social". Significa rezar na cartilha da esquerda. Como no filme: "O Baiano tem consciência social." Mas o pior de tudo mesmo é o maldito "controle social" dos meios de comunicação, das artes, do judiciário, etc. Isso significa controle do partido, mesmo.
7. Repare também que qualquer manifestação contra a esquerda é de "extrema-direita", seja o Tea Party, as manifestações anti-Chávez ou mesmo algo ligado ao PSDB (kkk). Enquanto o Lula e o PT são "centro-esquerda", a despeito de encabeçarem o Foro de São Paulo...
8. Nas notícias internacionais, o que acontece realmente no exterior, principalmente nos EUA, necessariamente é o oposto do que é noticiado por aqui. Exemplo, Barak Obama. Releia o terceiro tópico.
9. Procure fontes primárias, não engula as ordens dos "formadores de opinião" ou de "intelectuais" da USP. Pesquise em bibliotecas e na internet.
10. Simplesmente, para resumir, NÃO ACREDITE NA GRANDE MÍDIA. Todos eles, sem exceção, usam técnicas de lavagem cerebral, todos esconderam o Foro de São Paulo, todos são esquerdistas. Afinal, as universidades cumpriram sua meta. Duvida? Vá assistir algumas aulas de jornalismo, história, sociologia, geografia, letras, artes, etc...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Dois pesos, duas medidas

Hoje, assim como as piadas, que têm que vir com um aviso "contém ironia", como os letreiros "não contém glúten" das embalagens de alimentícios, eu aviso: "Sou incondicionalmente favorável à Justiça."
Mas vamos falar brevemente sobre dois casos: o mensalão do PT e o mensalão do DEM.
Mensalão do PT: Esquema de propina sistemática com finalidade de se obter apoio em votações no Congresso. De políticos ao partido. Compra de consciências.
Mensalão do DEM: Esquema de propina sistemática com finalidade de se obter apoio em licitações. De empresas para políticos. Compra de vantagens financeiras.
Responda sinceramente:
O que é mais danoso a uma nação?
_______
Vejamos mais dois exemplos recentes: a cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e o caso Bancoop.
Cassação de Kassab: Um juiz determinou arbitrariamente um limite de 20% a doações de campanha feitas por empresas ligadas direta ou indiretamente a concessionárias. No caso de Kassab, foram 10 milhões.
Bancoop: 3.000 famílias pagando as prestações de um imóvel que nunca terminou. 100 milhões de rombo desviados para financiar a campanha petista. Sem contar que, no caso, as doações ilegais ao PT chegaram a 18%, por isso não tem problema.
Novamente: o que é pior, 100 ou 10 milhões? Vantagens financeiras individuais ou plano de poder de um partido? Empreiteiros com vantagens ou pessoas roubadas, sem casa, pagando sem certeza ou segurança alguma?
Todos são picaretas e criminosos, porém o caso Bancoop é muito mais grave do que a decisão de um juiz inebriado pelo poder. Assim como o Mensalão Original foi muito, mas muito pior que o mensalão do ex-DEM.
E antes que venham os néscios tapados dos 500.000 militontos panfleteiros profissionais me acusando de "tucanalha" ou "psdbosta da direita-radical entreguista" eu falo novamente:
DEM = PSDB
PSDB = PT
PSDB é um PT que terminou o ginasial.
Tudo uma bosta pior que a outra.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Globo vai à Cuba via FAB-Air
No Jornal Nacional de 23/02, o apresentador explica que, para acompanhar a visita de Lula a Cuba, como não há vôos comerciais, seus repórteres vão num avião da Força Aérea Brasileira e, pasmem, os custos das "passagens" seão doados ao Fome-Zero.
Quer dizer que, para cobrir a visita do Lula ao amigo ditador, ÀS CUSTAS DO ERÁRIO, uma empresa privada irá ressarcir o custo da aventura A UM PROGRAMA PETISTA? O ônus é do dinheiro público, o mérito vai pro assistencialismo - e conseqüentemente, pra campanha eleitoral - petista!
Quer dizer que, para cobrir a visita do Lula ao amigo ditador, ÀS CUSTAS DO ERÁRIO, uma empresa privada irá ressarcir o custo da aventura A UM PROGRAMA PETISTA? O ônus é do dinheiro público, o mérito vai pro assistencialismo - e conseqüentemente, pra campanha eleitoral - petista!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O covil internacional
Mais uma vez repito: esta quadrilha que está no poder no Brasil NÃO ME REPRESENTA. A cada vez que, por condicionamento coletivista, a mídia, em se tratando de política externa, alardear "a decisão do Brasil", ou a "opinião do Brasil", saibam que não me encaixo nesse conceito de Brasil coletivo.
A matilha de cães está cada dia mais segura de seus poderes e justifica o linchamento de uma garota de mini-saia como "proteção coletiva do ambiente de ensino". Eu não faço parte disso.
Os maiores facínoras estão sendo atraídos para este lamaçal fétido, desde Olivério Medina, protegido pela corja lulista, cuja mulher conta com emprego público federal, passando pela blindagem jurídica de Battisti, a acolhida a Zelaya, até a recepção calorosa do companheiro Ahmadinejad, sem contar os conterrâneos Chavez e Morales. Eu não faço parte disso.
No meio desse lixo, um filme sobre o Lula está sendo lançado, o maior orçamento da história do cinema nacional, às vésperas de eleições. Afinal, quem são Ayrton Senna, Santos Dumont, entre outros? Não faço parte desse melodrama herege de merda.
O Brasil virou um covil internacional. E foda-se, é tanta merda que não tenho mais paciência, vão se fuder, vocês brasileiros brameiros lutadores esperançosos batalhadores acolhedores festeiros risonhos pobres e felizes. Boa queda até o fundo do precipício. Idiotas.
A matilha de cães está cada dia mais segura de seus poderes e justifica o linchamento de uma garota de mini-saia como "proteção coletiva do ambiente de ensino". Eu não faço parte disso.
Os maiores facínoras estão sendo atraídos para este lamaçal fétido, desde Olivério Medina, protegido pela corja lulista, cuja mulher conta com emprego público federal, passando pela blindagem jurídica de Battisti, a acolhida a Zelaya, até a recepção calorosa do companheiro Ahmadinejad, sem contar os conterrâneos Chavez e Morales. Eu não faço parte disso.
No meio desse lixo, um filme sobre o Lula está sendo lançado, o maior orçamento da história do cinema nacional, às vésperas de eleições. Afinal, quem são Ayrton Senna, Santos Dumont, entre outros? Não faço parte desse melodrama herege de merda.
O Brasil virou um covil internacional. E foda-se, é tanta merda que não tenho mais paciência, vão se fuder, vocês brasileiros brameiros lutadores esperançosos batalhadores acolhedores festeiros risonhos pobres e felizes. Boa queda até o fundo do precipício. Idiotas.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
As aparências ofuscando a verdade
Texto do Tenente Coronel Pimentel, do nosso Exército, que está na Escola de Estado-Maior em Honduras. Vale a pena ser lido por aqueles que amam a verdade e que detestam ser enganados por preconceitos e interesses escusos. Texto imparcial, escrito com o conhecimento da situação.
AS APARENCIAS OFUSCANDO A VERDADE
1. INTRODUÇÃO
A imagem de militares invadindo a casa de um presidente legitimamente eleito, sua detenção e imediata expulsão do país, reveste-se de todos os ingredientes de algo que, hoje em dia, causa forte repugnância na comunidade internacional. Difícil de explicar, quase impossível de justificar.
O quadro de um golpe de Estado patrocinado por militares está tão bem pintado, e reflete tão claramente, que se torna desnecessário, para muitos, fazer um esforço em ver a cena de outro ponto de vista, o que ofusca a verdade. Em nome dela, e por acreditar que realmente nem sempre os fatos falam por si mesmos, vou me atrever a mostrar esta mesma imagem desde outro ângulo.
Definitivamente, o que aconteceu em Honduras (e segue acontecendo) não guarda relação com o que se noticia na imprensa internacional. Se realmente conceitos tais como autodeterminação dos povos e soberania têm algum significado - e estão acima do pragmatismo que rege a relação entre os Estados - talvez valesse a pena o esforço em enxergar a cena descrita no primeiro parágrafo sob a ótica dos demais poderes do Estado de Honduras, de sua Constituição e, principalmente, da grande maioria do seu povo.
2. O GIRO À ESQUERDA DE ZELAYA
Eleito pelo tradicional Partido Liberal de Honduras, Manuel Zelaya assumiu a presidência em janeiro de 2006. O primeiro ano e meio de governo foi marcado por algumas medidas louváveis na esfera social e pela aproximação do mandatário com as classes menos favorecidas. Mesmo nesse período, já se falava da grande desorganização administrativa e do altíssimo grau de corrupção do seu governo, o que redundou em uma completa desestruturação das contas públicas.
A crise mundial de alimentos e o elevado preço alcançado pelo barril de petróleo colocaram o governo de Zelaya à beira de um colapso. Sua tábua de salvação não tardou a surgir. Para um país que tem 80% de sua matriz energética baseada no petróleo, a generosa oferta que Chávez lhe fazia, por meio da PETROCARIBE, era mesmo tentadora: petróleo garantido, pagamento de 50% no ato da compra e os outros 50% num prazo de 20 anos.
Da PETROCARIBE até a adesão à ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da América) o caminho foi curto. Em 25 de agosto de 2008, pode-se dizer que começou uma segunda fase do governo Zelaya. Após forte resistência do Congresso Nacional, resistência essa vencida pela compra de consciências com petrodólares venezuelanos, Honduras tornou-se o mais novo membro do organismo de expansão do chamado “Socialismo do Século XXI”.
A partir de então, Chávez passou sua conta e ocorreu o que a imprensa denominou de “giro à esquerda”. Rompendo com o programa partidário que o elegeu, e para surpresa de muitos, Zelaya proclamou-se de esquerda. Adotou um discurso ofensivo contra o “imperialismo usurpador norte-americano”, trazendo pânico aos mais de 800.000 mil hondurenhos que vivem nos Estados Unidos e as suas famílias, que dependem das remessas para sobreviverem. Atacou sistematicamente o que chama de grupos de poder, numa referência às famílias que historicamente dominaram a política de Honduras, sem se importar com o fato de ele mesmo ser aparentado de uma delas.
3. OS PRIMEIROS PASSOS CONTRA UMA CONSTITUIÇÃO BLINDADA
No início de 2009, Zelaya lançou a idéia de um plebiscito, a fim de promover reformas na Constituição e perpetuar-se no poder, seguindo a mesma estratégia vitoriosa no Equador e na Bolívia, constante da cartilha de Chávez. Esse plebiscito passou a ser conhecido como “quarta urna”, numa referência às três outras já existentes nas eleições ordinárias, onde o povo vota em prefeitos, deputados e no presidente da República.
Para atingir seus objetivos, Zelaya implementou ações importantes. Em janeiro, visando a conquistar definitivamente a classe trabalhadora, numa medida claramente populista, que ignorou o delicado estado das finanças do país, majorou o salário mínimo em 60%.
Em fevereiro, efetuou mudanças em seu Gabinete. A mais importante delas consistiu na nomeação do Chanceler Edmundo Orellana Mercado, respeitado jurista e amigo de seu círculo mais íntimo, para a pasta da Defesa e sua substituição na chancelaria pela Sra. Patricia Rodas Baca, conhecida por suas posições de extrema esquerda e admiradora declarada de Chávez.
No âmbito das Forças Armadas, tomou uma medida inusitada ao ordenar a substituição do Comandante do Exército, General José Rosa Doblado Padilla, a pretexto de nomeá-lo embaixador em Israel. Sem margem a dúvidas, o General Doblado era a liderança militar de maior prestígio, pessoal e profissional, junto à tropa e junto à oficialidade, conhecido por sua retidão de caráter e apego às instituições. Certamente um obstáculo para as pretensões continuistas do presidente. Ainda hoje, o general aguarda em casa as providências para a sua acreditação junto ao governo israelense.
Logo Zelaya percebeu que a cartilha de Chávez não trazia soluções muito claras para um presidente desgastado, já nos seus últimos meses de mandato, imerso em denúncias de corrupção e de associação com o tráfico de drogas e com a influência diminuída pela definição dos dois principais candidatos às eleições presidenciais de novembro, Pepe Lobo e Elvin Santos, respectivamente candidatos pelo Partido Nacional e Liberal.
Também a cartilha chavista não apontava caminho para um impasse constitucional, característico das leis de Honduras, que ainda não havia se apresentado nas experiências anteriores. A Carta Magna de Honduras pode ser alterada em 97% dos seus 375 artigos pelo próprio Congresso Nacional.
Artigo 373: “A reforma da Constituição poderá decretar-se pelo Congresso Nacional, em sessão ordinária, com dois terços dos votos da totalidade dos seus membros”.
Existem, porém, algumas poucas cláusulas pétreas que não podem ser objetos nem mesmo de discussão, constituindo delito de traição à pátria o simples fato de propor sua revisão. A reeleição é uma delas. A Constituição de Honduras chega a ser redundante ao abordar o tema. Senão vejamos:
Artigo 374: “Não poderão ser reformados, em nenhum caso, o artigo anterior, os artigos constitucionais que se referem à forma de governo, território nacional,período presidencial, proibição para ser novamente presidente da república...” (grifo do autor)
Artigo 4: ...A alternabilidade no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria. (grifo do autor)
Artigo 239: “O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessado de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”. (grifo do autor)
Aceito que tais artigos possam parecer pouco usual. Mas assim está definido por decisão soberana do povo hondurenho. Juridicamente, não há espaço para a convocação de uma Assembléia Constituinte. No caso de Honduras, a Constituição encontra-se blindada contra pretensões de continuismo, justamente como reação aos inumeráveis golpes de Estado e ditaduras pelas quais atravessou o país.
4. O DESENROLAR DA CRISE INSTITUCIONAL
Apesar dos cadeados constitucionais já assinalados, no dia 23 de março, em conselho de ministros, o presidente Zelaya emitiu o decreto Executivo PCM-005-2009, mediante o qual convocava uma consulta popular, cujo fim último era o estabelecimento de uma Assembléia Nacional Constituinte para formular uma nova Carta Magna, o que permitiria a eliminação de cláusulas pétreas.
Houve toda classe de reação contrária: o Colégio de Advogados de Honduras, Poder Judiciário, Ministério Público, Procuradoria Geral da República, Comissionado Nacional dos Direitos Humanos, Tribunal Superior Eleitoral, Comissão Nacional de Anticorrupção, Partidos Políticos, Igreja Católica, Igrejas evangélicas, Associação Nacional de Indústrias e Sociedade Civil.
A partir deste ponto, as opiniões se polarizaram e a crise institucional teve seus contornos delineados. De um lado, o presidente Zelaya e seus seguidores, mormente autoridades do governo, funcionários em cargos de confiança e organizações sindicais e campesinas que fomenta, custeia e orquestra em todo país, inclusive depondo suas estruturas dirigentes, quando o logra, ou criando entidades paralelas, quando nas existentes se mantêm diretorias que lhe são hostis.
De outra parte, começou a aglutinar-se uma ainda desestruturada oposição, abrangendo os dois candidatos às eleições presidenciais de novembro, personalidades civis, como o Arcebispo de Tegucigalpa, vários dos mais proeminentes líderes empresariais, magistrados de várias cortes, a promotoria pública, até advogados que teriam sido consultados pelos governistas, o ex-presidente Ricardo Maduro (a quem Zelaya sucedeu), órgãos influentes da imprensa, etc.
Em 08 de maio, o Ministério Público iniciou uma ação judicial ante o Tribunal de Letras do Contencioso Administrativo contra o Decreto Executivo de 23 de março. Em 20 de maio, a própria Procuradoria do Estado aderiu à dita iniciativa e posicionou-se contra as intenções de Zelaya.
Antes de o Tribunal revelar seu veredito, mais precisamente no dia 14 de maio, Zelaya preparou uma grande festa na Casa Presidencial para o lançamento oficial da "Frente Patriótica de Defesa da Consulta Popular e da Quarta Urna", “dentro do processo de convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que elaborará a nova Constituição da República”. Na oportunidade, definiu-se a data da consulta, 28 de junho.
Para a cerimônia de anúncio foram convocados funcionários do governo até o terceiro nível, inclusive órgãos de administração indireta e autarquias. O comparecimento não foi apenas mandatório: cada pessoa convocada, obrigatoriamente, teria de trazer consigo outras três quaisquer. Mas nem tudo foi festa. Segundo observadores e comentaristas políticos, de certo modo foi uma demonstração de fraqueza do presidente Zelaya, posto que não conseguiu ali reunir qualquer liderança popular notoriamente importante.
Revelando considerável inabilidade no trato do assunto, o governo teve de reconhecer que mandara vir a Honduras o perito espanhol em matéria de direito constitucional Rubén Dalmau, que assessorou a Evo Morales e a Rafael Correa na elaboração das novas Constituições boliviana e equatoriana. Sua missão aqui, aconselhada por Chávez a Zelaya, seria a de preparar o projeto de uma nova Carta Magna que o Presidente apresentaria à Constituinte, “para facilitar e focalizar suas deliberações e expeditar o processo”.
O plano de Zelaya também previa o enfraquecimento das demais instituições do Estado. No referente ao Congresso, o governo buscou neutralizá-lo, enquanto não lograva sua completa reforma – “quem não votar pela quarta urna não será reeleito”, afirmava e reafirmava o presidente e seus porta-vozes.
O repasse de verbas ao Legislativo foi reduzido ao mínimo para pagar os salários de seus funcionários, dificultando o seu funcionamento normal. Mais que isto, a proposta de orçamento de 2009, que deveria ser enviada ao Congresso em setembro de 2008, nunca foi encaminhada para aprovação. Com essa manobra, Zelaya evitava a verificação pelos deputados do mau estado das contas públicas, com a receita em queda, como também impedia que os congressistas opinassem sobre a maneira com que o governo financiava suas atividades promocionais da “quarta urna”, graças a um dispositivo que lhe permitia aplicar o orçamento do ano anterior, enquanto o Legislativo não votasse o do ano em curso.
Apesar da crise que atingia Honduras impiedosamente, o governo gastava tudo que podia em vasta campanha midiática em prol da “quarta urna” e em atividades afins por todo o país (a comissão que investiga os gastos do governo deposto contabilizou um dado parcial de 40 milhões de dólares). Por outro lado, não foram repassados recursos de contrapartida para manter atividades de cooperação bilateral e multilateral, como afirmou o Representante Permanente da União Européia, publicando extensa matéria paga em nome do Grupo dos 16 (constituído por todos os principais países doadores a Honduras). Não foram repassados recursos para o Tribunal Superior Eleitoral começar a organizar as eleições de novembro, nem para o Registro Nacional das Pessoas (RNP), órgão a quem compete proceder ao registro dos eleitores. Muitos outros compromissos deixaram de ser honrados: cerca de um quinto dos municípios não receberam o repasse obrigatório de recursos. Ficou claro que os municípios não contemplados eram justamente aqueles cujos prefeitos não haviam se incorporado ao projeto de Zelaya.
5. A REAÇÃO DOS DEMAIS PODERES DO ESTADO
No dia 27 de maio, o Tribunal de Letras do Contencioso Administrativo suspendeu todos os efeitos do Decreto Executivo PCM-005- 2009, por haver sido considerado inconstitucional. Buscando manter a legalidade no país, o Tribunal proibiu qualquer tipo de publicidade a respeito do assunto e, antecipadamente, emitiu um parecer considerando ilegal qualquer outra iniciativa do governo dedicada à implantação de uma consulta popular que tenha por finalidade instalar uma Assembléia Constituinte.
Apesar da decisão judicial, Zelaya seguia obstinado e, em claro desafio ao Tribunal, ordenou que a publicidade relacionada à “quarta urna” não fosse interrompida nos meios oficiais de comunicação.
Pressionado de todos os lados, o governo admitiu a ilegalidade do Decreto Executivo PCM-005-2009. Resolveu, então, apresentar um novo decreto (que não foi publicado até as vésperas da consulta, para evitar novo posicionamento por parte do Judiciário) com os mesmos vícios constitucionais, o PCM-019-2009. Basicamente, o novo decreto apresentado trocou a palavra “consulta” por “pesquisa” popular.
A finalidade da nova disposição era igual ao da anulada, quer dizer, fazer uma consulta nacional para responder à seguinte questão: “Está você de acordo que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que emita uma Nova Constituição da República? Sim ou Não”, segundo o artigo 1°.
O artigo 2° instrui às distintas instituições do Estado, centralizadas e descentralizadas, para que executem ativamente todas as tarefas que lhes sejam encomendadas para a realização da pesquisa.
As Forças Armadas que, até então, mantinham-se afastadas do conflito político, viram-se atraídas para o campo de disputa, uma vez que receberam ordem explicita, também por meio de um decreto presidencial, para apoiar logisticamente todas as atividades destinadas à consulta popular.
A Instituição Armada passou a ser alvo de forte pressão por parte de diferentes setores, que exigiam que a mesma não aceitasse participar de uma atividade claramente inconstitucional. As pressões não eram sem razão, uma vez que, por lei, as Forças Armadas são garantes da Constituição.
Artigo 272: “As Forças Armadas de Honduras são uma instituição nacional, de caráter permanente, essencialmente profissional, apolítica, obediente e não-deliberante” .
“Se constituem para defender a integridade territorial e a soberania da República, manter a paz, a ordem pública, o império da Constituição, os princípios de livre sufrágio e a alternabilidade no exercício da presidência da República”. (grifo do autor)
Além disso, o mutismo da Instituição a respeito da ordem recebida, associada às conhecidas boas relações que a Junta de Comandantes mantinha com o presidente, gerou um clima de desconfiança a respeito do posicionamento das Forças Armadas em relação à ordem recebida.
O Ministro da Presidência, Enrique Flores Lanza, negava-se a dizer quando seria publicado em Diário Oficial o novo decreto (PCM-019-2009), para que o mesmo se convertesse em lei de cumprimento obrigatório. Por outro lado, assegurava que enquanto isso não ocorresse, as instituições do Poder Executivo deveriam obedecê-lo, “em razão de se estar em um regime presidencialista”.
Na noite de 24 de junho, fortemente pressionado, o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General de Divisão Romeo Orlando Vásquez Velásquez, comunicou ao presidente da República que, por impedimento judicial, as Forças Armadas não poderiam apoiar logisticamente a pesquisa popular.
Às 21h 55min, Zelaya, em cadeia de rádio e televisão, anunciou a destituição do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e a aceitação da renúncia do Ministro da Defesa. O Ministro Orellana, apesar de dileto amigo de Zelaya, já havia se convencido sobre a ilegalidade da consulta. Em solidariedade ao General Vásquez, os três comandantes de Força - Exército, Marinha e Aeronáutica – renunciaram aos seus comandos.
No mesmo pronunciamento, o presidente convocou sua base de apoio, conformada por movimentos sociais, a uma reunião na Casa Presidencial, às 12:00 de 25 de junho, para, de acordo com suas palavras, “definir os novos rumos democráticos a serem seguidos pelo país”.
O conflito entre os poderes do Estado se extremou. Baseado no artigo 323 da Constituição, a Corte Suprema de Justiça reintegrou o General Vasquez na manhã de 25 de junho.
ARTIGO 323.- “os funcionários são depositários da autoridade, responsáveis legalmente por sua conduta oficial, sujeitos a lei e jamais superiores a ela. Nenhum funcionário ou empregado, civil o militar, está obrigado a cumprir ordens ilegais ou que impliquem a execução de delito”. (grifo do autor)
O dia 25 de junho de 2009 foi um dia intenso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também resolveu declarar ilegal a pesquisa de opinião político-eleitoral convocada pelo Poder Executivo para o domingo 28 de junho, por violar o que estabelece a Constituição da República.
Nesse mesmo dia, magistrados do TSE e integrantes do Ministério Público apreenderam o material destinado à consulta, que havia sido trazido da Venezuela, e encontrava-se armazenado em um galpão dentro da Base Aérea Hernan Costa Mejia. Na oportunidade, o Coronel Castillo Brown, Chefe do Estado-Maior Aéreo, foi nomeado fiel depositário do material apreendido, o qual permaneceu nas instalações da base.
Por volta das 15 horas, o presidente da República, liderando uma turba de seus seguidores, desconhecendo completamente as resoluções da Justiça e abusando de sua autoridade, assaltou as instalações da Força Aérea e recuperou o material destinado à consulta popular. Na ocasião, expressou publicamente que não iria respeitar decisões do Poder Judiciário, que o Poder Legislativo não representava o povo, mas sim ele, que havia sido eleito presidente de Honduras.
Finalmente, às 24:00 horas, o novo Decreto Executivo (PCM-019-2009) foi publicado, sendo divulgado ao público somente no dia 26, por meio de cadeia de rádio e televisão.
Nesse mesmo dia, o Fiscal Geral da República apresentou ante a Corte Suprema de Justiça um requerimento fiscal e solicitou ordem de captura contra Manuel Zelaya Rosales, sob as acusações de conspirar contra a forma de governo, traição à pátria, abuso de autoridade e usurpação de função em prejuízo da administração pública e ao Estado de Honduras.
No dia 27 de junho, às 22:00 horas, a Corte Suprema de Justiça ordenou às Forças Armadas a captura do presidente da República pelos delitos já mencionados e a paralisação da consulta, o que foi realizado na manhã do dia 28.
Às 12 horas do dia 28, por 123 votos contra 5, o Congresso Nacional referendou a decisão da Corte Suprema e empossou Micheletti como o novo presidente constitucional de Honduras.
Cabe ressaltar que a posse de Micheletti, então presidente do Congresso Nacional, deu-se pela ausência do vice-presidente, que havia renunciado meses antes para candidatar-se às eleições presidenciais de novembro.
6. ESCLARECIMENTOS
Acredito que a exposição realizada ainda possa não convencer a muitos que vêem a ação como um típico golpe de Estado. É certo que alguns pontos seguem sem uma justificativa convincente.
A decisão de expulsar o ex-presidente do país, enviando-o para Costa Rica, é um deles.
A ordem emitida era clara: capturar Manuel Zelaya e colocá-lo à disposição da justiça para responder pelos delitos que lhe foram imputados. É preciso, no entanto, considerar as conseqüências de manter preso no país um ex-presidente disposto a tudo - como já havia dado mostras dias antes, ao invadir uma instalação militar liderando uma turba - e respaldado por Chávez e seus petrodólares. A questão não pode ser corretamente avaliada se nos distanciarmos da realidade do que é Honduras, um país de instituições ainda frágeis, onde seus agentes são suscetíveis a todo tipo de pressão e coação. Reconheço, no entanto, que, aos olhos de países mais avançados, com democracias e instituições consolidadas, essas argumentações não são suficientes para esgotar o assunto.
Talvez, mas só talvez, os hondurenhos tivessem muito mais a lamentar caso o ex-presidente
permanecesse encarcerado em Honduras. A decisão foi tomada no fragor do combate, de comum acordo entre a Junta de Comandantes e o presidente da Corte Suprema. É possível que não tenha sido a mais acertada. Podemos apenas especular. De fato, jamais saberemos.
Como um segundo ponto, ainda se pode argumentar que o presidente não foi julgado por seus crimes e que tampouco foi seguido um desejado processo de “impeachment”. Para tentar explicar esse aspecto, apresento o que consta da Constituição de Honduras, conforme o já citado artigo 239, que me permito repetir para maior clareza.
Artigo 239: “O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessado de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”. (grifo do autor)
Observe-se que o artigo fala em intento e também diz “de imediato” – ou, “no mesmo instante”, ou “sem necessidade de abertura de processo”, ou de “impeachment”. De acordo com a interpretação dos juristas hondurenhos, no momento em que Zelaya foi preso e expulso do país ele já não exercia a presidência da República. Encontrava-se em flagrante delito desde que se tomou conhecimento do decreto no dia 26 de junho e por isso “teve cessado de imediato o desempenho de seu respectivo cargo”. Essa interpretação não foi inédita. Semelhante critério foi aplicado contra um presidente do Congresso Nacional deposto na década de 80.
Como um terceiro ponto obscuro, houve uma suposta carta de renúncia que teria sido firmada por Zelaya e apresentada por um deputado ao Congresso Nacional, momentos antes da posse de Micheletti. Para explicá-la, nada tenho a dizer. Poucos a viram e creio que ninguém a analisou. Muito provavelmente seja falsa. Em situações como essa, onde predominam a incerteza e a insegurança, algumas iniciativas individuais são tomadas de forma atabalhoada e em nada contribuem para que a verdade aflore.
7. REFLEXÕES
Resolvi escrever essas linhas diante da minha perplexidade pela unânime e contundente caracterização do que ocorreu em Honduras, por parte da comunidade internacional, como um golpe de Estado. Para alguns, golpe militar de Estado. Ficou muito evidenciada para mim a dicotomia entre as percepções interna e externa de um mesmo processo. Para a totalidade das instituições do Estado de Honduras e, sem nenhuma imprecisão, para a grande maioria da população, não foi golpe, muito menos militar.
Aceito, sem relutância, que possa haver dúvida sobre a legalidade do que ocorreu em Honduras, sobretudo para os que não acompanharam o processo e não estão muito afeitos à legislação interna. Por isso, entendo a veemência com que a comunidade internacional reagiu à cena descrita no parágrafo introdutório. Soluções à ponta de baioneta já não podem mesmo ser toleradas. O que não entendo é o absoluto desprezo da comunidade internacional pelos argumentos que Honduras vem tentando desesperadamente apresentar para justificar suas ações em vistas a salvar sua própria democracia.
Acho que uma grande desordem se estabeleceu em torno dos aspectos que conformam o conceito de democracia. Confunde-se democracia com eleição popular, olvidando-se que o sufrágio não é mais que apenas um dos seus componentes. Fundamental, mas não exclusivo. Diante dessa aceitação, indisfarçáveis ditadores, eleitos pelo povo, sentem-se inatingíveis, acima do bem e do mal, inclusive com licença para delinqüir.
No Brasil, é mais que evidente a dificuldade do Congresso Nacional em caracterizar a Venezuela como um país não-democrático e impedir sua incorporação ao MERCOSUL. A argumentação não foge ao roteiro: o ex-golpista está regenerado, foi eleito pelo povo. Valendo-se do mesmo raciocínio, o governo não vê grandes problemas em estreitar relações com o Irã, afinal, conforme asseverou Lula, Ahmadinejad foi eleito pelo povo em “eleições limpas”.
A confusão não para por aí. Recentemente, a Organização dos Estados Americanos (OEA) não viu a Carta Democrática como um obstáculo à reabilitação de Cuba, mas valeu-se deste mesmo documento para suspender Honduras dos seus quadros. Quando governadores da oposição de Chávez encontraram-se com o Secretario Geral para denunciar os abusos do presidente venezuelano contra a democracia, receberam como resposta que pouco se poderia fazer, pois a OEA era respeitosa da soberania dos Estados e atenta ao princípio da não-intervenção.
Confusões a parte, as relações internacionais seguem sendo governadas pelo pragmatismo e, no fim das contas, o que se pretende mesmo é preservar o “status quo”. Assim, por que importaria a soberania ou a autodeterminação de Honduras?. Para que ouvir a argumentação da sua gente? Afinal, Zelaya não foi eleito pelo povo?
Do blog da Lígia
AS APARENCIAS OFUSCANDO A VERDADE
1. INTRODUÇÃO
A imagem de militares invadindo a casa de um presidente legitimamente eleito, sua detenção e imediata expulsão do país, reveste-se de todos os ingredientes de algo que, hoje em dia, causa forte repugnância na comunidade internacional. Difícil de explicar, quase impossível de justificar.
O quadro de um golpe de Estado patrocinado por militares está tão bem pintado, e reflete tão claramente, que se torna desnecessário, para muitos, fazer um esforço em ver a cena de outro ponto de vista, o que ofusca a verdade. Em nome dela, e por acreditar que realmente nem sempre os fatos falam por si mesmos, vou me atrever a mostrar esta mesma imagem desde outro ângulo.
Definitivamente, o que aconteceu em Honduras (e segue acontecendo) não guarda relação com o que se noticia na imprensa internacional. Se realmente conceitos tais como autodeterminação dos povos e soberania têm algum significado - e estão acima do pragmatismo que rege a relação entre os Estados - talvez valesse a pena o esforço em enxergar a cena descrita no primeiro parágrafo sob a ótica dos demais poderes do Estado de Honduras, de sua Constituição e, principalmente, da grande maioria do seu povo.
2. O GIRO À ESQUERDA DE ZELAYA
Eleito pelo tradicional Partido Liberal de Honduras, Manuel Zelaya assumiu a presidência em janeiro de 2006. O primeiro ano e meio de governo foi marcado por algumas medidas louváveis na esfera social e pela aproximação do mandatário com as classes menos favorecidas. Mesmo nesse período, já se falava da grande desorganização administrativa e do altíssimo grau de corrupção do seu governo, o que redundou em uma completa desestruturação das contas públicas.
A crise mundial de alimentos e o elevado preço alcançado pelo barril de petróleo colocaram o governo de Zelaya à beira de um colapso. Sua tábua de salvação não tardou a surgir. Para um país que tem 80% de sua matriz energética baseada no petróleo, a generosa oferta que Chávez lhe fazia, por meio da PETROCARIBE, era mesmo tentadora: petróleo garantido, pagamento de 50% no ato da compra e os outros 50% num prazo de 20 anos.
Da PETROCARIBE até a adesão à ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da América) o caminho foi curto. Em 25 de agosto de 2008, pode-se dizer que começou uma segunda fase do governo Zelaya. Após forte resistência do Congresso Nacional, resistência essa vencida pela compra de consciências com petrodólares venezuelanos, Honduras tornou-se o mais novo membro do organismo de expansão do chamado “Socialismo do Século XXI”.
A partir de então, Chávez passou sua conta e ocorreu o que a imprensa denominou de “giro à esquerda”. Rompendo com o programa partidário que o elegeu, e para surpresa de muitos, Zelaya proclamou-se de esquerda. Adotou um discurso ofensivo contra o “imperialismo usurpador norte-americano”, trazendo pânico aos mais de 800.000 mil hondurenhos que vivem nos Estados Unidos e as suas famílias, que dependem das remessas para sobreviverem. Atacou sistematicamente o que chama de grupos de poder, numa referência às famílias que historicamente dominaram a política de Honduras, sem se importar com o fato de ele mesmo ser aparentado de uma delas.
3. OS PRIMEIROS PASSOS CONTRA UMA CONSTITUIÇÃO BLINDADA
No início de 2009, Zelaya lançou a idéia de um plebiscito, a fim de promover reformas na Constituição e perpetuar-se no poder, seguindo a mesma estratégia vitoriosa no Equador e na Bolívia, constante da cartilha de Chávez. Esse plebiscito passou a ser conhecido como “quarta urna”, numa referência às três outras já existentes nas eleições ordinárias, onde o povo vota em prefeitos, deputados e no presidente da República.
Para atingir seus objetivos, Zelaya implementou ações importantes. Em janeiro, visando a conquistar definitivamente a classe trabalhadora, numa medida claramente populista, que ignorou o delicado estado das finanças do país, majorou o salário mínimo em 60%.
Em fevereiro, efetuou mudanças em seu Gabinete. A mais importante delas consistiu na nomeação do Chanceler Edmundo Orellana Mercado, respeitado jurista e amigo de seu círculo mais íntimo, para a pasta da Defesa e sua substituição na chancelaria pela Sra. Patricia Rodas Baca, conhecida por suas posições de extrema esquerda e admiradora declarada de Chávez.
No âmbito das Forças Armadas, tomou uma medida inusitada ao ordenar a substituição do Comandante do Exército, General José Rosa Doblado Padilla, a pretexto de nomeá-lo embaixador em Israel. Sem margem a dúvidas, o General Doblado era a liderança militar de maior prestígio, pessoal e profissional, junto à tropa e junto à oficialidade, conhecido por sua retidão de caráter e apego às instituições. Certamente um obstáculo para as pretensões continuistas do presidente. Ainda hoje, o general aguarda em casa as providências para a sua acreditação junto ao governo israelense.
Logo Zelaya percebeu que a cartilha de Chávez não trazia soluções muito claras para um presidente desgastado, já nos seus últimos meses de mandato, imerso em denúncias de corrupção e de associação com o tráfico de drogas e com a influência diminuída pela definição dos dois principais candidatos às eleições presidenciais de novembro, Pepe Lobo e Elvin Santos, respectivamente candidatos pelo Partido Nacional e Liberal.
Também a cartilha chavista não apontava caminho para um impasse constitucional, característico das leis de Honduras, que ainda não havia se apresentado nas experiências anteriores. A Carta Magna de Honduras pode ser alterada em 97% dos seus 375 artigos pelo próprio Congresso Nacional.
Artigo 373: “A reforma da Constituição poderá decretar-se pelo Congresso Nacional, em sessão ordinária, com dois terços dos votos da totalidade dos seus membros”.
Existem, porém, algumas poucas cláusulas pétreas que não podem ser objetos nem mesmo de discussão, constituindo delito de traição à pátria o simples fato de propor sua revisão. A reeleição é uma delas. A Constituição de Honduras chega a ser redundante ao abordar o tema. Senão vejamos:
Artigo 374: “Não poderão ser reformados, em nenhum caso, o artigo anterior, os artigos constitucionais que se referem à forma de governo, território nacional,período presidencial, proibição para ser novamente presidente da república...” (grifo do autor)
Artigo 4: ...A alternabilidade no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria. (grifo do autor)
Artigo 239: “O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessado de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”. (grifo do autor)
Aceito que tais artigos possam parecer pouco usual. Mas assim está definido por decisão soberana do povo hondurenho. Juridicamente, não há espaço para a convocação de uma Assembléia Constituinte. No caso de Honduras, a Constituição encontra-se blindada contra pretensões de continuismo, justamente como reação aos inumeráveis golpes de Estado e ditaduras pelas quais atravessou o país.
4. O DESENROLAR DA CRISE INSTITUCIONAL
Apesar dos cadeados constitucionais já assinalados, no dia 23 de março, em conselho de ministros, o presidente Zelaya emitiu o decreto Executivo PCM-005-2009, mediante o qual convocava uma consulta popular, cujo fim último era o estabelecimento de uma Assembléia Nacional Constituinte para formular uma nova Carta Magna, o que permitiria a eliminação de cláusulas pétreas.
Houve toda classe de reação contrária: o Colégio de Advogados de Honduras, Poder Judiciário, Ministério Público, Procuradoria Geral da República, Comissionado Nacional dos Direitos Humanos, Tribunal Superior Eleitoral, Comissão Nacional de Anticorrupção, Partidos Políticos, Igreja Católica, Igrejas evangélicas, Associação Nacional de Indústrias e Sociedade Civil.
A partir deste ponto, as opiniões se polarizaram e a crise institucional teve seus contornos delineados. De um lado, o presidente Zelaya e seus seguidores, mormente autoridades do governo, funcionários em cargos de confiança e organizações sindicais e campesinas que fomenta, custeia e orquestra em todo país, inclusive depondo suas estruturas dirigentes, quando o logra, ou criando entidades paralelas, quando nas existentes se mantêm diretorias que lhe são hostis.
De outra parte, começou a aglutinar-se uma ainda desestruturada oposição, abrangendo os dois candidatos às eleições presidenciais de novembro, personalidades civis, como o Arcebispo de Tegucigalpa, vários dos mais proeminentes líderes empresariais, magistrados de várias cortes, a promotoria pública, até advogados que teriam sido consultados pelos governistas, o ex-presidente Ricardo Maduro (a quem Zelaya sucedeu), órgãos influentes da imprensa, etc.
Em 08 de maio, o Ministério Público iniciou uma ação judicial ante o Tribunal de Letras do Contencioso Administrativo contra o Decreto Executivo de 23 de março. Em 20 de maio, a própria Procuradoria do Estado aderiu à dita iniciativa e posicionou-se contra as intenções de Zelaya.
Antes de o Tribunal revelar seu veredito, mais precisamente no dia 14 de maio, Zelaya preparou uma grande festa na Casa Presidencial para o lançamento oficial da "Frente Patriótica de Defesa da Consulta Popular e da Quarta Urna", “dentro do processo de convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que elaborará a nova Constituição da República”. Na oportunidade, definiu-se a data da consulta, 28 de junho.
Para a cerimônia de anúncio foram convocados funcionários do governo até o terceiro nível, inclusive órgãos de administração indireta e autarquias. O comparecimento não foi apenas mandatório: cada pessoa convocada, obrigatoriamente, teria de trazer consigo outras três quaisquer. Mas nem tudo foi festa. Segundo observadores e comentaristas políticos, de certo modo foi uma demonstração de fraqueza do presidente Zelaya, posto que não conseguiu ali reunir qualquer liderança popular notoriamente importante.
Revelando considerável inabilidade no trato do assunto, o governo teve de reconhecer que mandara vir a Honduras o perito espanhol em matéria de direito constitucional Rubén Dalmau, que assessorou a Evo Morales e a Rafael Correa na elaboração das novas Constituições boliviana e equatoriana. Sua missão aqui, aconselhada por Chávez a Zelaya, seria a de preparar o projeto de uma nova Carta Magna que o Presidente apresentaria à Constituinte, “para facilitar e focalizar suas deliberações e expeditar o processo”.
O plano de Zelaya também previa o enfraquecimento das demais instituições do Estado. No referente ao Congresso, o governo buscou neutralizá-lo, enquanto não lograva sua completa reforma – “quem não votar pela quarta urna não será reeleito”, afirmava e reafirmava o presidente e seus porta-vozes.
O repasse de verbas ao Legislativo foi reduzido ao mínimo para pagar os salários de seus funcionários, dificultando o seu funcionamento normal. Mais que isto, a proposta de orçamento de 2009, que deveria ser enviada ao Congresso em setembro de 2008, nunca foi encaminhada para aprovação. Com essa manobra, Zelaya evitava a verificação pelos deputados do mau estado das contas públicas, com a receita em queda, como também impedia que os congressistas opinassem sobre a maneira com que o governo financiava suas atividades promocionais da “quarta urna”, graças a um dispositivo que lhe permitia aplicar o orçamento do ano anterior, enquanto o Legislativo não votasse o do ano em curso.
Apesar da crise que atingia Honduras impiedosamente, o governo gastava tudo que podia em vasta campanha midiática em prol da “quarta urna” e em atividades afins por todo o país (a comissão que investiga os gastos do governo deposto contabilizou um dado parcial de 40 milhões de dólares). Por outro lado, não foram repassados recursos de contrapartida para manter atividades de cooperação bilateral e multilateral, como afirmou o Representante Permanente da União Européia, publicando extensa matéria paga em nome do Grupo dos 16 (constituído por todos os principais países doadores a Honduras). Não foram repassados recursos para o Tribunal Superior Eleitoral começar a organizar as eleições de novembro, nem para o Registro Nacional das Pessoas (RNP), órgão a quem compete proceder ao registro dos eleitores. Muitos outros compromissos deixaram de ser honrados: cerca de um quinto dos municípios não receberam o repasse obrigatório de recursos. Ficou claro que os municípios não contemplados eram justamente aqueles cujos prefeitos não haviam se incorporado ao projeto de Zelaya.
5. A REAÇÃO DOS DEMAIS PODERES DO ESTADO
No dia 27 de maio, o Tribunal de Letras do Contencioso Administrativo suspendeu todos os efeitos do Decreto Executivo PCM-005- 2009, por haver sido considerado inconstitucional. Buscando manter a legalidade no país, o Tribunal proibiu qualquer tipo de publicidade a respeito do assunto e, antecipadamente, emitiu um parecer considerando ilegal qualquer outra iniciativa do governo dedicada à implantação de uma consulta popular que tenha por finalidade instalar uma Assembléia Constituinte.
Apesar da decisão judicial, Zelaya seguia obstinado e, em claro desafio ao Tribunal, ordenou que a publicidade relacionada à “quarta urna” não fosse interrompida nos meios oficiais de comunicação.
Pressionado de todos os lados, o governo admitiu a ilegalidade do Decreto Executivo PCM-005-2009. Resolveu, então, apresentar um novo decreto (que não foi publicado até as vésperas da consulta, para evitar novo posicionamento por parte do Judiciário) com os mesmos vícios constitucionais, o PCM-019-2009. Basicamente, o novo decreto apresentado trocou a palavra “consulta” por “pesquisa” popular.
A finalidade da nova disposição era igual ao da anulada, quer dizer, fazer uma consulta nacional para responder à seguinte questão: “Está você de acordo que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte que emita uma Nova Constituição da República? Sim ou Não”, segundo o artigo 1°.
O artigo 2° instrui às distintas instituições do Estado, centralizadas e descentralizadas, para que executem ativamente todas as tarefas que lhes sejam encomendadas para a realização da pesquisa.
As Forças Armadas que, até então, mantinham-se afastadas do conflito político, viram-se atraídas para o campo de disputa, uma vez que receberam ordem explicita, também por meio de um decreto presidencial, para apoiar logisticamente todas as atividades destinadas à consulta popular.
A Instituição Armada passou a ser alvo de forte pressão por parte de diferentes setores, que exigiam que a mesma não aceitasse participar de uma atividade claramente inconstitucional. As pressões não eram sem razão, uma vez que, por lei, as Forças Armadas são garantes da Constituição.
Artigo 272: “As Forças Armadas de Honduras são uma instituição nacional, de caráter permanente, essencialmente profissional, apolítica, obediente e não-deliberante” .
“Se constituem para defender a integridade territorial e a soberania da República, manter a paz, a ordem pública, o império da Constituição, os princípios de livre sufrágio e a alternabilidade no exercício da presidência da República”. (grifo do autor)
Além disso, o mutismo da Instituição a respeito da ordem recebida, associada às conhecidas boas relações que a Junta de Comandantes mantinha com o presidente, gerou um clima de desconfiança a respeito do posicionamento das Forças Armadas em relação à ordem recebida.
O Ministro da Presidência, Enrique Flores Lanza, negava-se a dizer quando seria publicado em Diário Oficial o novo decreto (PCM-019-2009), para que o mesmo se convertesse em lei de cumprimento obrigatório. Por outro lado, assegurava que enquanto isso não ocorresse, as instituições do Poder Executivo deveriam obedecê-lo, “em razão de se estar em um regime presidencialista”.
Na noite de 24 de junho, fortemente pressionado, o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General de Divisão Romeo Orlando Vásquez Velásquez, comunicou ao presidente da República que, por impedimento judicial, as Forças Armadas não poderiam apoiar logisticamente a pesquisa popular.
Às 21h 55min, Zelaya, em cadeia de rádio e televisão, anunciou a destituição do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e a aceitação da renúncia do Ministro da Defesa. O Ministro Orellana, apesar de dileto amigo de Zelaya, já havia se convencido sobre a ilegalidade da consulta. Em solidariedade ao General Vásquez, os três comandantes de Força - Exército, Marinha e Aeronáutica – renunciaram aos seus comandos.
No mesmo pronunciamento, o presidente convocou sua base de apoio, conformada por movimentos sociais, a uma reunião na Casa Presidencial, às 12:00 de 25 de junho, para, de acordo com suas palavras, “definir os novos rumos democráticos a serem seguidos pelo país”.
O conflito entre os poderes do Estado se extremou. Baseado no artigo 323 da Constituição, a Corte Suprema de Justiça reintegrou o General Vasquez na manhã de 25 de junho.
ARTIGO 323.- “os funcionários são depositários da autoridade, responsáveis legalmente por sua conduta oficial, sujeitos a lei e jamais superiores a ela. Nenhum funcionário ou empregado, civil o militar, está obrigado a cumprir ordens ilegais ou que impliquem a execução de delito”. (grifo do autor)
O dia 25 de junho de 2009 foi um dia intenso. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também resolveu declarar ilegal a pesquisa de opinião político-eleitoral convocada pelo Poder Executivo para o domingo 28 de junho, por violar o que estabelece a Constituição da República.
Nesse mesmo dia, magistrados do TSE e integrantes do Ministério Público apreenderam o material destinado à consulta, que havia sido trazido da Venezuela, e encontrava-se armazenado em um galpão dentro da Base Aérea Hernan Costa Mejia. Na oportunidade, o Coronel Castillo Brown, Chefe do Estado-Maior Aéreo, foi nomeado fiel depositário do material apreendido, o qual permaneceu nas instalações da base.
Por volta das 15 horas, o presidente da República, liderando uma turba de seus seguidores, desconhecendo completamente as resoluções da Justiça e abusando de sua autoridade, assaltou as instalações da Força Aérea e recuperou o material destinado à consulta popular. Na ocasião, expressou publicamente que não iria respeitar decisões do Poder Judiciário, que o Poder Legislativo não representava o povo, mas sim ele, que havia sido eleito presidente de Honduras.
Finalmente, às 24:00 horas, o novo Decreto Executivo (PCM-019-2009) foi publicado, sendo divulgado ao público somente no dia 26, por meio de cadeia de rádio e televisão.
Nesse mesmo dia, o Fiscal Geral da República apresentou ante a Corte Suprema de Justiça um requerimento fiscal e solicitou ordem de captura contra Manuel Zelaya Rosales, sob as acusações de conspirar contra a forma de governo, traição à pátria, abuso de autoridade e usurpação de função em prejuízo da administração pública e ao Estado de Honduras.
No dia 27 de junho, às 22:00 horas, a Corte Suprema de Justiça ordenou às Forças Armadas a captura do presidente da República pelos delitos já mencionados e a paralisação da consulta, o que foi realizado na manhã do dia 28.
Às 12 horas do dia 28, por 123 votos contra 5, o Congresso Nacional referendou a decisão da Corte Suprema e empossou Micheletti como o novo presidente constitucional de Honduras.
Cabe ressaltar que a posse de Micheletti, então presidente do Congresso Nacional, deu-se pela ausência do vice-presidente, que havia renunciado meses antes para candidatar-se às eleições presidenciais de novembro.
6. ESCLARECIMENTOS
Acredito que a exposição realizada ainda possa não convencer a muitos que vêem a ação como um típico golpe de Estado. É certo que alguns pontos seguem sem uma justificativa convincente.
A decisão de expulsar o ex-presidente do país, enviando-o para Costa Rica, é um deles.
A ordem emitida era clara: capturar Manuel Zelaya e colocá-lo à disposição da justiça para responder pelos delitos que lhe foram imputados. É preciso, no entanto, considerar as conseqüências de manter preso no país um ex-presidente disposto a tudo - como já havia dado mostras dias antes, ao invadir uma instalação militar liderando uma turba - e respaldado por Chávez e seus petrodólares. A questão não pode ser corretamente avaliada se nos distanciarmos da realidade do que é Honduras, um país de instituições ainda frágeis, onde seus agentes são suscetíveis a todo tipo de pressão e coação. Reconheço, no entanto, que, aos olhos de países mais avançados, com democracias e instituições consolidadas, essas argumentações não são suficientes para esgotar o assunto.
Talvez, mas só talvez, os hondurenhos tivessem muito mais a lamentar caso o ex-presidente
permanecesse encarcerado em Honduras. A decisão foi tomada no fragor do combate, de comum acordo entre a Junta de Comandantes e o presidente da Corte Suprema. É possível que não tenha sido a mais acertada. Podemos apenas especular. De fato, jamais saberemos.
Como um segundo ponto, ainda se pode argumentar que o presidente não foi julgado por seus crimes e que tampouco foi seguido um desejado processo de “impeachment”. Para tentar explicar esse aspecto, apresento o que consta da Constituição de Honduras, conforme o já citado artigo 239, que me permito repetir para maior clareza.
Artigo 239: “O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessado de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”. (grifo do autor)
Observe-se que o artigo fala em intento e também diz “de imediato” – ou, “no mesmo instante”, ou “sem necessidade de abertura de processo”, ou de “impeachment”. De acordo com a interpretação dos juristas hondurenhos, no momento em que Zelaya foi preso e expulso do país ele já não exercia a presidência da República. Encontrava-se em flagrante delito desde que se tomou conhecimento do decreto no dia 26 de junho e por isso “teve cessado de imediato o desempenho de seu respectivo cargo”. Essa interpretação não foi inédita. Semelhante critério foi aplicado contra um presidente do Congresso Nacional deposto na década de 80.
Como um terceiro ponto obscuro, houve uma suposta carta de renúncia que teria sido firmada por Zelaya e apresentada por um deputado ao Congresso Nacional, momentos antes da posse de Micheletti. Para explicá-la, nada tenho a dizer. Poucos a viram e creio que ninguém a analisou. Muito provavelmente seja falsa. Em situações como essa, onde predominam a incerteza e a insegurança, algumas iniciativas individuais são tomadas de forma atabalhoada e em nada contribuem para que a verdade aflore.
7. REFLEXÕES
Resolvi escrever essas linhas diante da minha perplexidade pela unânime e contundente caracterização do que ocorreu em Honduras, por parte da comunidade internacional, como um golpe de Estado. Para alguns, golpe militar de Estado. Ficou muito evidenciada para mim a dicotomia entre as percepções interna e externa de um mesmo processo. Para a totalidade das instituições do Estado de Honduras e, sem nenhuma imprecisão, para a grande maioria da população, não foi golpe, muito menos militar.
Aceito, sem relutância, que possa haver dúvida sobre a legalidade do que ocorreu em Honduras, sobretudo para os que não acompanharam o processo e não estão muito afeitos à legislação interna. Por isso, entendo a veemência com que a comunidade internacional reagiu à cena descrita no parágrafo introdutório. Soluções à ponta de baioneta já não podem mesmo ser toleradas. O que não entendo é o absoluto desprezo da comunidade internacional pelos argumentos que Honduras vem tentando desesperadamente apresentar para justificar suas ações em vistas a salvar sua própria democracia.
Acho que uma grande desordem se estabeleceu em torno dos aspectos que conformam o conceito de democracia. Confunde-se democracia com eleição popular, olvidando-se que o sufrágio não é mais que apenas um dos seus componentes. Fundamental, mas não exclusivo. Diante dessa aceitação, indisfarçáveis ditadores, eleitos pelo povo, sentem-se inatingíveis, acima do bem e do mal, inclusive com licença para delinqüir.
No Brasil, é mais que evidente a dificuldade do Congresso Nacional em caracterizar a Venezuela como um país não-democrático e impedir sua incorporação ao MERCOSUL. A argumentação não foge ao roteiro: o ex-golpista está regenerado, foi eleito pelo povo. Valendo-se do mesmo raciocínio, o governo não vê grandes problemas em estreitar relações com o Irã, afinal, conforme asseverou Lula, Ahmadinejad foi eleito pelo povo em “eleições limpas”.
A confusão não para por aí. Recentemente, a Organização dos Estados Americanos (OEA) não viu a Carta Democrática como um obstáculo à reabilitação de Cuba, mas valeu-se deste mesmo documento para suspender Honduras dos seus quadros. Quando governadores da oposição de Chávez encontraram-se com o Secretario Geral para denunciar os abusos do presidente venezuelano contra a democracia, receberam como resposta que pouco se poderia fazer, pois a OEA era respeitosa da soberania dos Estados e atenta ao princípio da não-intervenção.
Confusões a parte, as relações internacionais seguem sendo governadas pelo pragmatismo e, no fim das contas, o que se pretende mesmo é preservar o “status quo”. Assim, por que importaria a soberania ou a autodeterminação de Honduras?. Para que ouvir a argumentação da sua gente? Afinal, Zelaya não foi eleito pelo povo?
Do blog da Lígia
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