quinta-feira, 10 de abril de 2014
Relatório da ONU confirma: Porto de Mariel em Cuba vem sendo usado para contrabando de armas para a Coréia do Norte.
Um relatório de peritos do Conselho de Segurança da ONU publicado em 6 de Março desse ano revela detalhes de como o porto de Mariel, recentemente reformado pelo conglomerado brasileiro Odebrecht com aporte de recursos do BNDES da ordem de US$ 900 milhões e forte articulação política do governo brasileiro, foi usado para o contrabando de 240 toneladas de armas, incluindo mísseis e armamento pesado, para a Coréia do Norte.
O relatório explica, inclusive, o porquê de Porto Mariel ter sido escolhido para essas transações criminosas, de modo a impedir a detecção da carga ilegal e evitar o seu rastreamento.
Confira o artigo que repercutiu essas descobertas:
http://www.capitolhillcubans.com/2014/03/why-odebrechts-port-was-chosen-for.html
E o mais importante (fontes primárias), o próprio relatório da ONU que denuncia a operação:
http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/2014/147
Recomendo especial atenção aos anexos do relatório, especialmente do anexo IX ao XXI.
Que o governo brasileiro se aproximou das maiores ditaduras do mundo nos últimos anos não é novidade. Irmãos Castro, Chávez, Kadhafi, Bongo, al Bashir, Morales, dinastia Kim, entre outros ditadores são parceiros do governo brasileiro tomado pelo Partido dos Trabalhadores.
Mas nesse caso coisa é tão grave que ultrapassa a discussão interna, na qual o impeachment seguido de intensas investigações e cadeia para os envolvidos seria a saída mais óbvia. Entramos na seara dos crimes internacionais de guerra.
Bem-vindos ao Eixo do Mal.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Esse é diferente!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Mensalão: STF já condenou corruptos. Faça a sua parte.
Esse caso do mensalão é apenas um detalhe na estratégia comunista. Os mesmos juízes que condenaram esses quadros do partido legalizaram o aborto de "anencéfalos", as cotas raciais e foram contra a extradição do terrorista italiano Cesare Batistti.
Não é hora de baixar a guarda. Divulguem esse vídeo, façamos a nossa parte.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Coletânea Eduardo Suplicy
Aí está o garoto de recados do terrorista italiano Cesare Battisti.
Aqui esse coitado se presta ao papel ridículo de desfilar pelo Senado vestindo uma cueca vermelha sobre a calça do terno.
Agora, do alto de sua erudição, cita solenemente os Racionais MC. Música de bandido.
O caso mais recente: o ilustre senador chora com a carta da filha de nome esquisito do corruptor condenado Genoíno. Uma cena patética.
E antes que venha algum chato me alugar, eu tirei, sim, essa sequência de vídeos maravilhosos de Suplicy do blog do Reinaldo Azevedo!
O Sequestro do empresário Abilio Diniz
Um resumo da história
Do site A Verdade Sufocada
Na manhã do dia 11 de dezembro de 1989, o empresário Abilio Diniz, do grupo Pão de Açúcar, foi sequestrado quando se dirigia a seu escritório. Seus sequestradores eram estrangeiros militantes do MIR - Movimento de Esquerda Revolucionária - organização chilena.
O sequestro fora planejado quase um ano antes pelo MIR e pelas Forças Populares de Libertação - FPL, uma das facções da então guerrilha de El Salvador.
(...)
Descobriu-se entre outras coisas que no cativeiro os bandidos mantinham um caixão funerário para enterrar o prisioneiro caso ele morresse.
(...)
Abílio Diniz foi libertado à véspera da primeira eleição direta para presidente da República após o regime militar, disputada por Collor e Lula
(...)
As investigações levaram a polícia a nomes de vários petistas em agendas dos criminosos – todos eles integrantes de organizações de esquerda que haviam optado pela luta armada na América Latina. Isso levou a polícia a vincular o caso ao PT, que tinha em seu quadro vários militantes da luta armada. Para complicar, os sequestradores foram apresentados à imprensa com camisetas da campanha de Lula, encontradas nas casas que haviam alugado.
(...)
Logo depois iniciou-se uma movimentação, em nome dos direitos humanos, liderada pela embaixada canadense para transferir para o Canadá dois seqüestradores daquele país, Christine Lamont e David Spencer. O lobby acabou sendo apoiado pelo senador Eduardo Suplicy, do PT, pelo então Secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, e pelo próprio ministro Renan Calheiros, que estava na pasta da Justiça.
Dez anos depois do sequestro, Lula, convencido pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, visitou os presos em greve de fome - como Battisti faz agora - , e passou a defender a expulsão dos prisioneiros . O Senador Suplicy , como também age agora com Battisti, fez uma visita de cortesia aos “coitadinhos” presos.
O então Secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, José Gregori, não sossegou até que os bandidos fossem soltos. Dom Evaristo Arns, como sempre agiu com terroristas, levou suas bênçãos aos " pobres coitados". Na época, Lula chegou a pedir a interferência do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Graças a um acordo de troca de presos entre o Brasil e o Canadá, aprovado pelo Congresso, os canadenses David Spencer e Christine Lamont foram extraditados para o Canadá. No início de 1999, os nove estrangeiros foram expulsos e o único brasileiro do grupo, Raimundo Rosélio da Costa Freire, foi indultado
Convém esclarecer que os sequestradores de Diniz queriam ser expulsos do Brasil porque sabiam que seriam libertados ao chegarem aos seus paises.
Voltei.
Então qual foi minha surpresa ao buscar pela história desse sequestro no Google e perceber que a primeira referência é uma página comunista ligada à CUT e ao PT!
A página cita uma pesquisa acadêmica que sustentaria a tese de que houve um complô da direita para manipular "a mídia" de modo que a população ligasse o PT ao MIR chileno e, dessa maneira, prejudicasse a eleição de Lula em 1989, na disputa contra Collor.
Segundo o raciocínio "genial" do site vermelho, a cobertura da imprensa fez com que as pessoas vinculassem o PT ao MIR e, dessa maneira, deixassem de votar no molusco.
Sustentam ainda que as camisetas do PT que os sequestradores de Diniz estavam vestindo foram colocadas pelos policiais. Para sustentar a tese, se valem do... depoimento dos sequestradores! rsrs
O troço é tão ridículo que eles chegam a usar a manchete de um jornal do Acre para sustentar que a "grande mídia" estava em conluio contra a candidatura do Lula!
Mais engraçado ainda é que a própria autora da pesquisa acadêmica foi à seção de comentários para esclarecer que não era nada daquilo, que a conclusão de sua tese não apoiava o que eles tentavam induzir aos incautos! Ou seja, sua tese havia sido usada para tentar forjar uma interpretação tendenciosa!
A esquerda sempre usa essa velhíssima estratégia de culpar o carteiro pelas más notícias. A imprensa apenas noticiou os fatos. Aliás eles estão usando tal expediente atualmente, no caso da condenação dos mensaleiros petralhas Zé Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, entre outros. Segundo os "iluminados", a culpa é da imprensa!
Deixo linkado aqui os comentários de Reinaldo Azevedo sobre o assunto.
E esse foi mais um capítulo da prolífica série de presepadas do ilustre senador Eduardo Suplicy. Esse senhor ridículo não trabalha por São Paulo, mas pelo PT e pelo movimento revolucionário internacional. Defensor de bandidos, terroristas e sequestradores, usa de sua imagem de bonachão e caricato para ser a vaselina do PT na mídia. Não sei se isso surte algum efeito positivo, mas o fato é que sua carreira passou incólume por todos esses episódios. Ele leu a carta de Batistti, ele teve sucesso na defesa dos sequestradores de Diniz, ele está defendendo os mensaleiros, sua voz é ouvida e tem espaço na tão odiosa "grande mídia".
Desde o caso do sequestro de Diniz ele teve amplo espaço na mídia. Suas ações foram amplamente noticiadas, suas declarações foram veiculadas, ele inclusive chorou pelos coitadinhos dos sequestradores, oras bolas!
Por isso, inocente ele não é. Bobo também não. Apenas um senhor caricato, perigoso e desonrado que merece ser defenestrado do poder com um belo chute no traseiro, para fechar sua história grotesca de maneira condizente.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
As Top 10 Beldades Lulo-petistas
A Era lulo-petista vem sendo marcada por diversas idiossincrasias bananísticas. Metáforas futebolísticas, política externa à la Eixo do Mal, entre outras características peculiares, quase sempre grosseiras e mequetrefes.
O Apogeu das Tribufus é, no entanto, um marco na história, o momento de glória para as quase sempre mal-ajambradas damas do poder. "Nunca antes na história deztepaíf" tanta mulher feia esteve com a faca e o queijo nas mãos. Menos mal, pelo menos elas não estão com uma vassoura e um gato preto nas mãos.
Poderia dizer que este é um problema da política, que desgasta nossas musas, a ponto de transformá-las em semi-homens mas, se fosse assim, como explicar a graciosa Sarah Palin, imersa em responsabilidades muito mais desgastantes?
Também não é uma questão de idade, pois Margaret Thatcher manteve-se sempre uma dama-de-ferro bonita e elegante, mesmo em idade avançada.
Resta uma questão: ser esquerdista. O problema primordial com as esquerdas, no fim das contas, é um problema estético. Antes dos erros conceituais, da cegueira ideológica, da economia pífia, dos crimes contra a Humanidade, vêm as sandálias de couro fedido, as camisas do Che, os sovacos cabeludos das moças, dias e dias sem tomar banho, os shows dos Los Hermanos, as greves, a maconha, os congressos. Quem estudou numa faculdade pública sabe do que estou falando. É essa gritaria deselegante que as maltrata inexoravelmente.
Com o perdão das esquerdistas mais ajeitadinhas, uma minoria nesse habitat barangal, como a Gleisi Hoffmann e a Manuela "Foice e Martelo" D'avila, feiúra é fundamental (às esquerdas).
Mas basta de digressões. Após penetrarmos nos porões governistas, num trabalho árduo e ingrato que consumiu nosso sono e nossa fome, conseguimos reunir o que há de mais
TOP 10 BELDADES LULO-PETISTAS
Angela Guadagnim (Menção Horrorosa Honrosa)
Nossa mestra no saracoteio merece posição de destaque com o
10º LugarMaria do Rosário
Não se deixem enganar pelo nome carola. Maria do Rosário é uma "diabinha" rsrs! Ela gosta de uma boa balada e não curte muito essa coisa chata de família, moral e bons costumes. Sorte nossa.
9º Lugar
Ana de Hollanda
A cunhada preferida de 9 entre 10 mulheres de esquerda nos brinda com sua voz
8º Lugar
Marta Suplicy
7º Lugar
Marilena Chauí
6º Lugar
Dilma Rousseff
5º Lugar
Erenice Guerra
Erenice figurou no começo do governo Dilma tendo uma relação ~próxima do poder central. Foi defenestrada de maneira dramática pela ~amiga e ~confidente, mas sua beleza escultural permanece nessa lista, para nossa
4º Lugar
Ideli Salvatti
3º Lugar
Eleonora Menicucci
2º Lugar
Graça Foster
1º Lugar
Iriny Lopes
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Nós avisamos
O alvo do governo petista é legalizar o aborto até fevereiro de 2011. Veja abaixo a informação documentada:
ESPÉCIE: PRIMEIRO TERMO ADITIVO AO TERMO DE COOPERAÇÃO
Nº. 137/2009
CONVENENTES: Celebram entre si a União Federal, através do
Ministério da Saúde - CNPJ nº. 00.530.493/0001-71, e FUNDACAO
OSWALDO CRUZ, Estado do RIO DE JANEIRO - CNPJ nº.
33.781.055/0001-35.
OBJETO: Prorrogar a vigência do Termo de Cooperação nº.
137/2009, destinado Estudo e Pesquisa - Despenalisar o Aborto no
Brasil, até 04/02/2011, a contar de seu vencimento.
PROCESSO: 25000.656836/2009-31.
VIGÊNCIA: Entrará em vigor a partir de sua assinatura até
04/ 02/ 2011.
DATA DE ASSINATURA: 29/09/2010.
SIGNATÁRIOS: ARIONALDO BOMFIM ROSENDO - C.P.F. nº.
182.782.991-53 - DIRETOR-EXECUTIVO DO FUNDO NACIONAL
DE SAÚDE/MS; PAULO ERNANI GADELHA VIEIRA -
C.P.F. nº. 422.312.997-04, PRESIDENTE , FUNDACAO OSWALDO
CRUZ.
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=04/10/2010&jornal=3&pagina=88&totalArquivos=176
terça-feira, 9 de novembro de 2010
O sítio politicamente incorreto
Quem pode assegurar que Tia Anastácia não fosse quilombola?
O poderoso Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu emitir uma notificação de censura ao livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, que seria distribuído à rede de ensino do país. A conselheira Nilma Lino Gomes leu a obra e viu nela preconceitos contra a África e racismo. Exigem, então, os conselheiros, que o texto venha precedido de uma reprovação de seus desalinhos ideológicos com a nova realidade nacional. Tenho certeza de que não faltará quem se habilite a produzir esse importante prefácio corretivo. Seja qual for a estupidez, sempre há quem se considere capaz.
Dei uma investigada no Sítio do Pica Pau Amarelo, uma lida no livro e venho em socorro do Conselho: Caçadas de Pedrinho é politicamente incorreto de capa a capa! O sítio inteiro, aliás, está a exigir cuidadosa inspeção do Ministério Público Federal. Em primeiro lugar porque, há muito tempo, era para estar desapropriado (atenção, Incra!). Que negócio é esse? Uma propriedade rural com utilidade apenas ... literária? Péssimo exemplo para estar sendo apresentado à uma juventude que se quer cidadã e comprometida com as causas sociais.
Tem mais, conselheira Nilma. Cadê a certidão de propriedade do sítio? Alguém já a viu? E não me venha o branquela do "seu" Monteiro Lobato com uma simples trintenária julgando que seja suficiente. Não no Brasil moderno! Quem pode assegurar que Tia Anastácia não fosse quilombola? Detentora dos direitos culturais históricos protegidos pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal? Ou dos muito prováveis direitos de posse mencionados no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Hum? É admissível que uma republicação de Caçadas de Pedrinho, em tempos de Lula e Dilma, deixe de mencionar tais avanços da sociedade brasileira?
Na pesquisa que fiz, encontrei uma foto da negra Anastácia, datada de 1913 (está disponível na Wikipedia). Era magra, de meia idade. Na imagem, aparece tendo ao colo o menino Guilherme, filho de Monteiro Lobato. O autor, reiteradas vezes, admitiu publicamente, que essa Anastácia, essa pobre e infeliz Anastácia, havia inspirado a criação da personagem Tia Anastácia! Basta fazer as contas para perceber que a desventurada senhora foi, ela mesma, escrava. Fugida ou liberta, não importa. E acabou, mais uma vez, sendo explorada pelo patrão branco que promoveu o uso gratuito de seus evidentes direitos de imagem. Pode o Conselho Nacional de Educação silenciar sobre tal iniquidade? Referendar obra que escarnece valores tão significativos? Anota essa outra aí, conselheira Nilma.
Quer mais, o CNE? Debruce-se sobre o personagem Visconde de Sabugosa. Pondere, leitor. O visconde é um personagem da nobreza. Encarna saber e coragem física. Tantas vezes morresse, tantas vezes era ressuscitado com a simples troca do sabugo que compunha seu corpo. É ou não uma exaltação simbólica da elite nacional e de sua perpetuação através dos tempos? Pode haver algo mais antidemocrático e elitista do que um imortal representante da nobreza, além de tudo apresentado como encarnação da sabedoria e do destemor? Eu, hein! E para finalizar: cadê a autorização do Ibama para a Caçada do Pedrinho?
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Polícia Petista
Começou por volta de 1979, com o advento do PT que, com a Anistia, agregou os grupos marxistas que estavam na escuridão. Após a queda do Muro de Berlim e implosão da URSS, passaram a adotar as estratégias de ocipação dos espaços de Antonio Gramsci.
Da universidade aos bancos escolares foi um passo, simultaneamente à ocupação dos meios religiosos através da CNBB e a teologia da libertação. Então as redações já estavam dominadas. Sem falar nos meios culturais e pseudo-culturais. Com as ONGs o cenário estava quase completo.
Faltava o mais difícil: o aparelhamento das forças de segurança do estado. Tal feito só foi possível com a conquista do poder através dos meios democráticos.
No poder, bastou aguardar a reserva dos militares mais antigos, enquanto se sucateava a estrutura dos mais novos e, ao mesmo tempo, ingressavam novos doutrinados em suas fileiras.
Nas polícias militares estaduais a estratégia é mais difícil, por não estarem diretamente subordinadas ao governo central, mas não podemos esquecer que, desde o fim do regime militar, as instituições militares vêm sendo difamadas e demonizadas pelos meios culturais. Junte essa falta de reconhecimento oficial aos baixos salários e à adulação do lumpenproletariado através de políticas de direitos humanos que temos hoje as polícias, se não em seu âmago doutrinadas, mas legalmente atadas.
Com as polícias civis estaduais e a federal foi mais fácil. Bastou acrescentar à todos os fatores anteriormente citados (sucateamento, baixos salários, desmoralização e impunidade) a infiltração sindical, habilmente conduzida e - golpe de mestre - a súbita valorização da Polícia Federal durante um governo socialista.
Pronto, os odiadores, passaram a ser protetores e os socialistas fabianos (PSDB) ficaram com a pecha de "direita que não gosta dos funcionários públicos".
Se alguém duvida do atual estado de coisas, que entre nas comunidades da Polícia Civil de SP e da Polícia Federal no orkut e vejam com seus próprios olhos. http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=182289 http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=210429
Ou vejam a PF invadindo propriedades sem mandado judicial na Reserva Raposa Serra do Sol. http://www.youtube.com/watch?v=XpYsvQnfAFY
Ou vejam o "recado" da PC-SP na ocasião da agressão ao candidato social-democrata José Serra. http://yfrog.com/5znu3ej
Por fim (e simultaneamente), dos dez juízes do Supremo Tribunal Federal, sete são indicados pelo presidente signatário do Foro de São Paulo, amigo de Ahmadinejad, Chávez e parceiro de todas as ditaduras do mundo. Se no Supremo está assim, o que diremos da OAB, do Ministério Público, das Corregedorias e da Advocacia Geral da União?
A Farsa da Quitação da Dívida Externa
As observações de Bastiat não apenas permanecem atuais, como são capazes de explicar fatores ocultos ainda desconhecidos do grande público nos trâmites econômicos, muitas vezes de proporções abissais.
Bastiat, em sua obra “O que se vê e o que não se vê”, define corretamente que há mais de um personagem em uma transação econômica: aquele que paga, aquele que recebe e aquele que poderia ter recebido. O último é a peça fundamental no entendimento de questões econômicas. É aquele sujeito economicamente ativo que deixa de lucrar por força de o pagador escolher fazer outra compra. O exemplo de Bastiat trata da destruição de um bem, sendo que sua restituição não constitui lucro para seu dono – e, por conseguinte, para a sociedade. Como resultado geral, o pagador perde um bem, sem ganhar nenhum outro que valha o mesmo. Seria o mesmo que perder o próprio dinheiro.
Mas, quando se perde dinheiro, a perda não é clara e nítida ao perdedor? Na verdade, pode ser aí que reside o maior engano – e o maior perigo – do nosso sistema: gastamos um caudal de dinheiro antes mesmo de vê-lo, de pegá-lo, de termos um contato com ele que nos lembre, o tempo todo, que ele é nosso. Some-se a isso uma cultura que trata o Estado como aquele que deve ser o provedor de tudo (sem nunca perguntar o que não se vê: quanto isso custará?) e a falta de questionamento sobre o funcionamento dos impostos (que, afinal, é um dinheiro gasto por imposição), também devido à complexidade de cálculo, e temos a mais formidável máquina de destruição de riqueza já criada.
Um exemplo recente foi a suposta quitação da dívida externa brasileira com o FMI. Ao citar uma sigla que causa arrepios até em brasileiros cultos (que nem por isso são versados no “economês”), foi fácil para o governo pintar-se em tons de competência que beiram a mágica, ao passo que, na verdade, praticava uma destruição prejudicial a todos os brasileiros, que não viram seu dinheiro ser vaporizado.
A quitação da dívida externa, que atemoriza os brasileiros desde a época desenvolvimentista, era uma “promessa” governista de seus tempos de passeatas anti-FMI. Para tal, aumentou sobremaneira a dívida interna: em 2005, o governo vira devedor do mercado financeiro em US$12,4 bilhões – valor bem próximo aos US$15,5 bilhões que pagou ao FMI. Com isso, a balança comercial brasileira passa de uma situação deficitária para uma superavitária: do déficit de US$ 33,4 bilhões em 1998, para o superávit de US$ 13,5 bilhões, em 2006. A dívida externa, então, não foi “quitada” (afinal, qualquer dólar que um brasileiro fique devendo para um site de compras estrangeiro é computado na “dívida externa”), e sim passamos a uma situação de superávit. Contudo, trocou-se, na prática, uma dívida com juros de 4% ao ano por outra, com o mercado interno, com juros entre 8% e 12,75% – o Tesouro continua a pagar juros acima de 13% da dívida interna.
Essa troca, em microeconomia, nunca seria feita – nem mesmo o trabalhador menos instruído em educação financeira aumentaria de bom grado os juros de sua dívida. Porém, como se trata de grandezas macroeconômicas, e o governo pôde se ver livre de palavras como “dívida externa” e “FMI”, a ação foi aplaudida, enquanto o partido situacionista era saudado como salvador da situação econômica do Brasil – e toda a oposição era demonizada homogeneamente como uma oligarquia que nunca tinha feito nada pelo bem do brasileiro em todos os outros governos.
Tal e qual um sindicato de funcionários públicos, que pressionam uma autoridade política por fins econômicos, a motivação aqui também foi eleitoreira, e não financeira – faz mais sentido pagar também do seu próprio bolso uma dívida que pode atingir 12,75% de juros ao invés de uma de 4%, desde que seu partido permaneça no poder – o que também inclui salários oriundos diretamente da máquina estatal, que serão superiores em bem mais de 12,75% aos salários que poderiam obter da iniciativa privada.
Este processo de crescimento exponencial da dívida interna já vinha sendo produzido desde antes da era FHC. Se em janeiro de 1995 a dívida interna era de 62 bilhões, em janeiro de 2003, quando Lula foi empossado, a dívida estava em R$ 687 bilhões. Com Lula, ela atinge R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2008 (ou R$ 1,9 trilhão, se computados os títulos em poder do Banco Central e as dívidas das estatais) – aumento de 60% em três anos. Este é o custo da ação governamental de “quitação” (ou balanceamento) da dívida externa. Pode parecer um custo por demais elevado – porém, o valor eleitoreiro de quitar uma dívida que é anátema de décadas do Brasil é incalculável.
Para um panorama mais abrangente, os gastos do governo até 2008 com juros e amortizações da dívida pública foram de 30,57% do orçamento (R$ 282 bilhões). Se calcularmos os recursos emitidos para o refinanciamento das dívidas este percentual sobe para 47%. E estes 17% de diferença do orçamento governamental escondem uma verdadeira batata quente que é passada pelas mãos de governante a governante há decênios: o refinanciamento da dívida significa, como acontece com toda dívida em prestações que não foi paga, renovar as parcelas vencidas com novos prazos – e, naturalmente, com novos juros.
Na prática, isso é jogar a bomba para o próximo governo pagar – um custo de ação alto para o orçamento (dinheiro público tratado aqui como dinheiro de ninguém), mas duplamente vantajoso, em termos políticos: além de se livrar, no presente, da problemática, o próximo governo, possivelmente oposicionista, terá de arcar com dívidas maiores, fazer ajustes fiscais ortodoxos, cortar benefícios que geram impopularidade em uma parcela grande do eleitorado e ter menos dinheiro em caixa para gastar do que o governo anterior, que criou essas dívidas. Como um governo em crise parece incompetente, a população, que não analisou friamente as causas da austeridade governista, ficará com uma saudosa sensação de que o governo anterior (que gerou a própria crise com gastos esdrúxulos) era melhor, pois “quitava dívidas” e gastava mais com o povo. O governo não apenas garante que se livrará, a curto prazo, de uma bomba relógio financeira: ele garante que seu nome vai ficar na história como o último governo antes de uma crise. (A Grécia sofre agora por isso, assim como, em proporções menores, a cidade de São Paulo, após gestões seguidas de arroubos fiscais de Maluf, Pitta e Marta Suplicy.)
Outra forma de torturar os números até que eles confessem uma verdade estatística que eles não possuem é esconder uma das variáveis da equação para poder inverter o sinal desfavorável em favorável. O custo de escolha da ação governamental, então, parece ter sido melhor do que o de outros governos – quando na verdade não o foi. Por exemplo, o governo petista aponta que a dívida interna correspondeu, em meados de maio de 2010, a 42% do PIB (a relação dívida/PIB é a forma mais correta de análise desses dados), enquanto no governo FHC este patamar atingiu um pico de 56% em 1998. Ou seja, o que vale não é o valor da dívida em si, mas sim o seu percentual em relação ao PIB. Além de se esquivar das quatro crises internacionais seqüenciadas que o governo FHC enfrentou (não sem merecer críticas), esta fração ignora a retração do PIB no governo Lula – ademais, a dívida pública fica alta para fazer reservas, mas isso na verdade aumenta muito a dívida bruta, que é o que importa e não aparece nos gráficos. Se o PIB cai, contudo, a dívida aumenta, já que neste cenário é necessário aumentar os juros, aumentando ainda mais a dívida até que o governo resolva diminuir as despesas – cortar na carne, impopularmente. Com o orçamento engessadíssimo, esta manobra é meio abafada, já que cada imposto precisa ir para um lugar específico, conforme a Constituição – por isso também se cria tantas “contribuições”.
O próprio crescimento do PIB merece atenção especial: já em 2004, no segundo ano sob égide do governo Lula, o país cresceu 4,9% – valor mais alto do que o melhor período tucano (4,4%, em 2000). Aqui, além de fingir desconhecer as crises que o governo FHC enfrentou (México em 1995, tigres asiáticos em 1997, Rússia em 1998 e o terror islâmico em 2001), faz-se uma manobra inversa do que a relação do PIB com a dívida: esconde-se o crescimento mundial e fica-se só com o PIB. Enquanto o mundo crescia a 2,9%, o Brasil patinava em 0,6 em 2003, graças aos temores do mercado em relação ao próprio projeto petista.
Já em 2005 o mundo crescia a 4,3%, e estávamos novamente bem abaixo: 2,3% (dados do Ipeadata, IBGE, Banco Mundial e FMI). Comparado ao crescimento mundial, o crescimento petista, desde 1961, só fica acima da desastrosa gestão Collor (desempenho médio negativo de -57,8%).
Também é o mesmo princípio que rege o câmbio do Real. Com o câmbio apreciado, a inflação fica mais lenta (as metas de inflação deixaram de assustar a população desde o Plano Real), e com os preços dos produtos importados abaixando desde então (só segurados por impostos altíssimos), os brasileiros passam a consumir produtos que nunca puderam ter, sobretudo bens de consumo duráveis, como eletroeletrônicos. Também as transações internacionais se tornam favoráveis ao consumidor médio: pode-se viajar mais e as dívidas e juros em dólar se tornam mais baratas (estranhamente, o governo trocou sua dívida em dólares por uma dívida em reais atrelada à taxa de juros, o que, novamente, significou mais gastos que não se vê, pautados num nacionalismo que apenas parece nos tirar das guerras do mercado americano).
O preço disso tudo é um pouco menos visível, e geralmente apenas sentido em longo prazo (novamente, talvez durante um governo oposicionista, dentro de alguns anos). As exportações já começaram a sentir este peso – a demanda externa ficou estancada, o que fez com que o governo aplicasse o complexo swap cambial reverso para tentar amenizar a situação do fluxo de recursos em 29 de setembro de 2008, no auge da crise americana. O baixo crescimento brasileiro deve-se ao fato de ter se escorado na demanda externa, há décadas maior do que as importações – e, para manter o crescimento, agora depende da expansão da demanda interna.
Mais uma vez, a escolha desastrosa do governo esconde-se em uma relação que não é vista: o efeito contrário da apreciação cambial sobre empregos e a produção coincide com o pico da demanda interna – com o aumento da demanda, o câmbio não parece “culpado” pela retração, já que outras forças empurram a economia. Porém, o consumo que aumenta é o de bens duráveis, que menos empregam trabalho local e que mais têm tecnologia automatizada – destruindo alguns empregos num médio prazo. Por fim, as atividades comercializáveis também perdem investimentos, comprometendo as próprias tecnologias que facilitou em um primeiro momento. Mas, com fácil certeza, os efeitos nocivos desta ação, o custo de oportunidade oculto da escolha do governo, só serão sentidos quando ninguém mais se lembrará de culpar as autoridades atuais.
Com isso, expõe-se algumas escolhas econômicas discutíveis, com custos que, como nos dizia Bastiat, não são vistos – e, piores do que a destruição de um bem, são relações de destruição de dinheiro macroeconômicas e governamentais – ou seja, além de envolverem quantias gigantescas, tornam-se, através de impostos, obrigatórias para toda a população destruir a sua riqueza.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Comparação governos FHC x Lulla
Acesso à Rede de água
O percentual de domicílios com acesso à rede de água potável encanada, condição praticamente básica à dignidade humana nos dias atuais, cresceu de forma muito mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 42,09% em número absoluto ou 4,49% ao ano
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 9,33% em proporção do total ou 1,12% ao ano
De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 19,22% em número absoluto ou 3,58% ao ano
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 4,02% em proporção do total ou 0,57% ao ano
Acesso à Rede de esgoto
A quantidade de domicílios com acesso à rede de escoamento de esgoto, critério essencial para a qualidade de vida da população, cresceu de forma mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 55,16% em número absoluto ou 5,65% ao ano
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 19,23% em proporção do total ou 2,22% ao ano
De 2002 a 2007 (Lula) cresceu 29,52% em número absoluto ou 5,31% ao ano
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 14,62% em proporção do total ou 1,97% ao ano
Acesso à Energia elétrica
O percentual de domicílios com acesso à rede elétrica, outro critério essencial para a obtenção de um bom nível de qualidade de vida, cresceu muito mais rápido durante o governo anterior que no governo atual.
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 7,44% ou 0,90% ao ano
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,48% ou 0,35% ao ano
Porcentagem de Domicílios com geladeira
O refrigerador tornou-se item essencial para a família. Mesmo assim, ainda existem domicílios que não possuem este eletrodoméstico. A proporção de domicílios com geladeira cresceu muito mais rápido durante o governo Fernando Henrique que no governo posterior.
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 20,75% ou 2,39% ao ano
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 8,30% ou 1,15% ao ano
Porcentagem de Domicílios com televisão
Aparelho televisor, mesmo não sendo essencial à sobrevivência, é de grande importância para o tempo de lazer da população, influenciando assim a qualidade de vida. Acesso à televisão cresceu mais rápido no governo anterior que no governo atual, apesar da às vezes dramática diminuição nos preços.
Fontes: Dados oficiais do IBGE, Dados oficiais do IBGE
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 18,73% ou 2,17% ao ano
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,66% ou 1,30% ao ano
Preços de TVs despencaram no governo Lula
Porcentagem de Domicílios com telefone
O telefone tornou-se um item essencial à qualidade de vida do cidadão. Antes considerado um bem de difícil acesso, após a privatização do setor sua disponibilidade cresceu vertiginosamente. A tabela abaixo resume os dados de crescimento no acesso a linhas telefônicas nos últimos governos.
Fonte: Dados oficiais do IBGE
De 1994 a 2002 (FHC) cresceu 224,21% ou 15,84% ao ano
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 37,82% ou 4,69% ao ano
Mortalidade infantil
A alta mortalidade infantil era um dos problemas mais trágicos do Brasil. Felizmente, a estabilidade e o desenvolvimento tem permitido uma queda progressiva no número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade. A queda neste número foi, no entanto, muito mais pronunciada durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.
Fontes: Dados oficiais do DataSUS, Portal ODM
De 1997 a 2002 (FHC) caiu 21,94% ou 4,83% ao ano
De 2002 a 2010 (Lula) caiu 20,16% ou 2,78% ao ano
Taxa de pobreza
A taxa de extrema pobreza indica, segundo o IPEA, o ‘percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de extrema pobreza (ou indigência, ou miséria). A linha de extrema pobreza aqui considerada é uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa.’ Já a taxa de pobreza indica, também segundo o IPEA, o ‘ Percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza. A linha de pobreza aqui considerada é o dobro da linha de extrema pobreza.’
Fonte: Dados oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
De 1994 a 2002 (FHC), a taxa de extrema pobreza caiu um total de 6,28%, com uma variação de -30,98%.
De 2002 a 2009 (Lula), a taxa de extrema pobreza caiu um total de 6,71%, com uma variação de -47,96%.
De 1994 a 2002 (FHC), a taxa de pobreza caiu um total de 8,58%, com uma variação de -19,96%.
De 2002 a 2009 (Lula), a taxa de pobreza caiu um total de 12,98%, com uma variação de -37,73%.
Taxa de crescimento econômico:
Fontes: Dados oficiais do Banco Central do Brasil, Dados oficiais do Fundo Monetário Internacional
Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano
Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano
Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial
Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial
Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o resto do mundo
Durante o governo FHC, o Brasil cresceu apenas um pouco abaixo da taxa média do resto do mundo
Crescimento no governo Collor/Itamar: 6,75% ou 1,31% ao ano
Evolução no governo FHC em relação à média anterior: 73,33%
Evolução no governo Lula em relação à média anterior: 55,88%
Mesmo havendo maior crescimento absoluto no governo Lula, a TAXA anual média de crescimento da economia CRESCEU muito mais no governo FHC que no governo Lula
Nível de desemprego:
Fontes: Dados oficiais do IBGE até 2002, Dados oficiais do IBGE pós 2002
Final do governo FHC (dez/2002): 6,17%
Final do governo Lula (set/2010): 6,9%
Há uma descontinuidade nos dados, o que impede uma comparação direta
A principal mudança é a alteração da idade mínima de 15 para 10 anos
Definição anterior de desocupado: População Desocupada – aquelas pessoas que não tinham trabalho, num determinado período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.)
Definição atual de desocupado: São classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Onda de perseguições políticas em Cuba
Reina Tamayo, mãe do oposicionista Orlando Zapata Tamayo, assassinado pelo regime comunista de Fidel Castro, foi presa pela polícia política e teve o celular e outros pertences apreendidos. Orlando Zapata Tamayo tornou-se conhecido por não resistir às privações e torturas do regime cubano devido a seus crimes de opinião. Na ocasião de sua morte, Lulla da Silva visitava Cuba e o comparou a um preso comum, rindo e zombando, junto com Raul Castro.
São, segundo os informes de Yoani Sanchez e Luiz Felipe Alambradas, 32 detidos até agora e outros desaparecidos, além do sinal de celular cortado e apreensões de diversos aparelhos, única forma de comunicação dos cubanos com o mundo. Três filhos e três noras de Reina Tamayo também foram presos.
Em seus relatos pelo twitter, Sanchez informa números de telefones para a averiguação do que está ocorrendo e, em seus desabafos, como gritos no escuro, expõe ao mundo o imenso terror socialista:
Me llama una amiga de #reinaozt para decirme que ella esta detenida junto a otras personas
Luis Felipe @alambradas cuenta lo ocurrido
(Áudio AQUI)
@reinaozt muy lastimada, le quitaron la cartera con el movil, todavia varios detenidos trasladados para Holguin
Me encantaria dar buenas noticias pero no las hay: Ricardo Medina detenido, su esposa @kubasepia lo busca
Essa é realidade cotidiana dos países membros do Foro de São Paulo, parceiros de Lulla da Silva e Dilma "Stela" Rousseff, considerando que Alejandro Peña Esclusa ainda está preso - um entre tantos presos e expropriados por delitos de opinião nos países socialistas, únicos lugares do mundo onde há essa excrescência chamada "polícia política".
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Quadro pós-eleitoral: Luiz Inácio pariu um monstro
Por Leonardo Faccioni
Neste 31 de outubro de 2010, dia das bruxas e véspera de Todos os Santos, Dilma Rousseff venceu a eleição para a Presidência da República Federativa do Brasil. O passado e o pensamento (ou não-pensamento, difícil classificar) desta personagem inventada por Luiz Inácio “Lula” da Silva dispensam apresentações ao público que visita este espaço. É uma mulher de mente perturbada, feito patente de sua gramática caótica e agressividade obsessiva.
É preciso, contudo, desmitificar os dias vindouros. Quem espera um governo imediata e abertamente totalitário interferindo com violência no cotidiano nacional está no século errado. Não se faz mais terror com tanques, mas com ciência e método – um processo ainda incompreensível aos formadores de opinião, que não leram seus teóricos fundamentais alojados entre o pensamento da Escola de Frankfurt e o do pioneiro italiano Antonio Gramsci.
Imaginar tropas nas ruas e fechamento do Congresso é uma tolice que em breve será desmoralizada. Sequer haverá mudanças constitucionais substantivas, porque o Brasil ainda é mais institucionalizado do que Bolívia, Venezuela e Equador. Por que se desgastar quando a nomeação dos legisladores e dos intérpretes dos textos fundamentais está nas próprias mãos e o emaranhado trabalhista e tributário fazem de todos réus face à Receita Federal e à discricionariedade do Ministéiro Público?
Mais eficientes ainda são os militantes nas cátedras e redações. O recurso ao clássico e dissimuladíssimo assassinato político por uma bala na cabeça durante a noite escura, qual feito com Celso Daniel, não passa de uma eventualidade. Há dois mil anos se sabe que o sangue é semente de mártires. O poder joga, hoje, com o assassinato moral, a desmoralização do adversário pelo silêncio ensurdecedor do contraditório indesejado e sua substituição pelas discussões internas d’O Partido. O debate que conta passa a ser o da esquerda contra a esquerda, em círculos seguidamente mais restritos.
As boas intenções com as quais se sufocará a liberdade - explorando paulatinamente as divisões internas nas quais o Estado não parecerá intervir e recorrendo a movimentos supostamente espontâneos da sociedade - serão dignas de um Nobel da Paz. Nada se dará de forma escancarada, como se guerrilheiros descessem de Sierra Maestra e dominassem o palácio do governo. Aquela foi a pré-história da política contemporânea.
Tomemos alguns objetos para estudo: não tenho dúvidas de que haverá grande pressão sobre a Igreja Católica após os acontecimentos desta campanha. O PT foi acuado onde menos esperava e está sedento por vingança. Mas a disputa será movimentada desde o próprio clero, pelos tentáculos que há quarenta anos vieram plantados por movimentos socialistas ancestrais do Partido-Estado. Através da divisão exigir-se-ão cabeças de bispos em bandejas e presenciaremos interferência pesada sobre os setores rebeldes da CNBB. Teremos a institucionalização de uma Igreja Católica Apostólica Brasileira, na qual o Papa virá ouvido, mas não escutado. Esta Igreja não terá estatutos, não será anunciado o cisma e a notícia sequer chegará ao Vaticano, menos ainda aos fiéis, mas, na prática, a barca de Pedro estará partida.
No quesito liberdade de expressão e informação, o valor de mercado da Rede Record tende a aumentar e seu modelo será seguido por outras. Projetos de controle da imprensa em nome dos "direitos humanos" retomam fôlego e o patrocínio estatal de focos de guerrilha na comunicação (atentem a expressões simpáticas como “mídia comunitária”) será intensificado. A verdade seguirá perdendo espaço para a guerra de versões e a noção de fato sumirá dos cursos de doutrinação em jornalismo, cuja obrigatoriedade tende a ser restabelecida.
Quanto à diplomacia, neste momento regozijam-se ditadores de todo o mundo: o maior país do hemisfério sul continuará servindo como corredor livre ao tráfico das drogas produzidas na Colômbia e na Bolívia e albergando as bases de operação do único cartel internacional sobrevivente, ora monopolista e jamais mencionado em produções hollywoodianas: as FARC.
Em matéria interna, a consolidação do neocoronelismo sobre regiões inteiras do Brasil parece-me o fator determinante. Clãs familiares como o dos Sarney, que decaíram com a institucionalização promovida durante o governo do social-democrata Fernando Henrique Cardoso, agora possuirão meios materiais praticamente inesgotáveis de dominação sobre a população eleitora. Basta que se mantenham úteis ao projeto petista, sob quem não há poder compartilhado, mas gerência subordinada.
No mais político dos aspectos, saímo-nos como um país carregado de ódio e de incompreensão quanto aos princípios da convivência democrática e da administração pública - incompreensão esta alimentada pelo atual presidente e futuro Condestável do Reino, o Sr. Luiz Inácio I. É curioso que os maiores gastos em publicidade oficial da história republicana sejam empreendidos por um governo que abalou fortemente a noção de nacionalidade brasileira.
A fins práticos, os cinquenta mil homicídios anuais prometem aumentar. Não é profecia, mas tendência estatística. A caminhada da esquerda para a esquerda, seja ela mais lenta ou mais célere, é sempre a estrada para a barbárie. Caracas não se fez cidade mais violenta das Américas por acaso. Sob tais condições, cada vida humana torna-se ainda menos relevante.
A oposição venceu em estados importantes, mas a incapacidade de superar uma candidatura tão precária quanto a de Rousseff, incapacidade devida inteiramente à cobardia que acompanhou a minoria legislativa durante todo o governo Luiz Inácio, informa que uma oposição institucional não é o caminho.
Está na hora de partirmos para a oposição civil organizada, que precisa começar JÁ. Oposição nos moldes do Tea Party americano e do Hazte Oir espanhol. Confiram o exemplo clicando aqui e assistindo ao vídeo. Seria o caso de montar piquetes como aquele em frente à casa da presidente eleita. Seria o caso de chamar milhares de cristãos à posse desta soberba ladra e abortista e bradar – com toda a razão que nos confere a verdade – “Assassina!” a cada volta da comitiva presidencial.
O quadro pós-eleitoral que se desenha é difícil, mas o Partido dos Tiranos não conquistou todo o poder que desejava. Tentará comprá-lo, e não lhe faltarão recursos para tanto. Nossa consciência é uma arma com a qual o Novo Regime não conta. Passemos a usá-la, AGORA.
Que Deus tenha piedade de nós.
Christe, eleison!
Kyrie, eleison!
DAQUI
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Quem tem medo de Pedrinho?
por Marcos Guterman
29.outubro.2010 15:23:50, DAQUI
O Conselho Nacional de Educação recomendou que o livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, não fosse distribuído a escolas públicas ou, se for, que venha acompanhado de um aviso de que se trata de obra “racista”, informa a Folha desta sexta-feira. Segundo o parecer, o racismo estaria caracterizado no tratamento de Tia Nastácia e de animais como urubu e macaco, cuja menção, diz o texto do conselho, é “revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano”. Para o CNE, os professores da rede pública não estão preparados para lidar com esse tipo de mensagem em sala de aula. O autor da denúncia, o mestrando em relações raciais da UnB Antonio Gomes da Costa Neto, acredita que o livro de Lobato “deixou para trás as regras de políticas públicas para as relações etno-raciais” e tenha o potencial de “ensinar a criança a ser racista”.
Quando Monteiro Lobato é considerado danoso para as crianças, por supostamente conter mensagens ou estereótipos de caráter racista, perdeu-se completamente a noção da importância dos clássicos para a formação intelectual. “Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram”, explica Italo Calvino em seu livro “Por Que Ler os Clássicos”. Ou seja, um livro desse porte não é apenas texto; é uma revelação.
A obra, como toda a saga do Sítio do Pica-Pau Amarelo, é exatamente isso. Publicado em 1933, “Caçadas de Pedrinho” sofreu de fato alguma influência do pensamento racial de sua época – em que o racismo não era considerado necessariamente negativo. Mas não é possível qualificar de “racista”, por causa de um punhado de frases descontextualizadas, um autor que criou protagonistas negros tão bondosos e formidáveis como Tia Nastácia e Tio Barnabé.
Ademais, esse não é, nem de longe, o aspecto central de sua obra – tanto é assim que milhares de crianças a leram e certamente não se tornaram racistas por causa dela. Em primeiro lugar, os pequenos leitores são apresentadas de modo bem humorado e excitante ao universo rural brasileiro, com seu rico folclore. Enquanto Dona Benta relata as aventuras da ficção como tal, as crianças do Sítio são, elas mesmas, personagens de suas fantasias, convidando os leitores a abstrair-se e entrar em suas epopeias. Mas o que torna “Caçadas de Pedrinho” uma obra significativa – e atual – é a crítica feroz aos excessos da burocracia estatal.
Para relembrar: a segunda parte de “Caçadas de Pedrinho” relata a divertida história de Quindim, um rinoceronte que escapou de um circo carioca. Diante disso, o governo cria um “Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte”, um monstro burocrático com um chefe e 12 auxiliares, muito bem remunerados, além de “um grande número de datilógrafas e encostados”. Todo esse pessoal se esforça ao máximo para não encontrar o bicho, uma vez que, se isso acontecesse, todos eles perderiam a boquinha.
Quindim acaba se incorporando à família do Sítio, como parceiro das crianças e em desafio ao Estado que o caça. Ao ousar colocar os meninos como protagonistas dessa “rebeldia”, a obra de Lobato chegou a ser classificada de “comunista” pelo padre jesuíta Sales Brasil, em 1959. O livre pensamento e a fantasia a serviço da reflexão política e social são os piores inimigos da “ordem” de um Estado crescentemente hostil à crítica.
Assim, não admira que haja burocratas no Estado brasileiro que, a título de impedir o “racismo” de “Caçadas de Pedrinho”, queiram evitar que as crianças o leiam.



















