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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais um preso político do regime petista

Mais um caso de abuso de autoridade, censura e violação das liberdades civis envolvendo o PT. Reparem como a notícia é escrita, de modo a criminalizar o idoso e justificar a agressão.



Da Folha da Região, de Araçatuba-SP


O aposentado E.F.V., 74 anos, foi flagrado ontem na rodoviária de Araçatuba com um panfleto que prega o voto contra a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). A Polícia Civil investiga a origem do material.

O aposentado disse que encontrou o panfleto jogado na praça Rui Barbosa. Segundo o boletim de ocorrência, a funcionária pública R.M.S., 39, que trabalha na Prefeitura, teria visto o aposentado com o panfleto na mão.

Ela e colegas de serviço abordaram E.F.V. e ligaram para a Polícia Militar. O aposentado passou mal, foi encaminhado à Santa Casa e depois, liberado. Ele negou envolvimento em crime eleitoral e disse que estava a caminho de sua casa no bairro Nova Iorque.

No domingo, a Polícia Federal apreendeu, por determinação da Justiça Eleitoral, cerca de 1 milhão de panfletos que pregam voto contra o PT.

A gráfica que os imprimia pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de Serra, Sérgio Kobayashi.

Petistas intimidaram e xingaram Dom Luiz, bispo de Guarulhos, que recebeu ameaças.

Mas ele não se cala: “Recomendo voto contra Dilma por causa de suas idéias favoráveis ao aborto”
Por Reinaldo Azevedo



Dom Luiz: também ele sofreu intimidação por dizer o que o PT não quer ouvir

Dom Luiz: também ele sofreu intimidação por dizer o que o PT não quer ouvir

Vocês sabem o que penso. Entendo absurda a liminar concedida pelo ministro Henrique Neves, do TSE, que permitiu à polícia federal apreender o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto.

A impressão do texto foi encomendada por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos. O PT tentou acusar uma espécie de conspiração, afirmando que se tratava de uma iniciativa do PSDB, já que uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao partido. Os petistas só se esqueceram de informar, como noticiou este blog, a empresa imprimiu material de campanha para outros partidos - inclusive para o PT. Num deles, uma central sindical exortava seus filiados a votar em Dilma, o que é ilegal.

Pois bem. Dom Luiz concedeu uma entrevista ao repórter Kalleo Coura, da VEJA, em que desmoraliza mais uma farsa petista. Foi ele quem realmente encomendou a impressão do texto, não o PSDB. Sem receio de defender os princípios da Igreja de que é bispo, reafirma a sua posição contrária ao aborto, diz que se sentiu censurado e reitera que os fiéis não devem votar na petista Dilma Rousseff por causa de suas idéias, favoráveis à descriminação: “Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, dizendo-se contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável”.

Dom Luiz revela também que os petistas tentaram intimidá-lo: “Fui agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado”. Sem receio, Dom Luiz avisa: “Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções”. Leia os principais trechos da entrevista..

VEJA - Foi o senhor quem decidiu imprimir dois milhões de cópias do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”?
Dom Luiz - Sim. Fiz isso para tornar conhecida a minha posição política em defesa da Igreja e da vida. Essa publicação visava justamente defender a vida de seres humanos que não pediram para nascer e não têm condições de se defender. Trata-se de um documento oficial, assinado por três bispos. Não era um panfleto. É um documento autêntico da igreja.

O senhor se sentiu censurado com a apreensão dos folhetos?
Dom Luiz - laro que sim! Foi um ato totalmente antidemocrático, uma agressão à minha pessoa. Afinal de contas, eu tinha autorizado a publicação. Essa cassação impediu não só a impressão do documento como sua distribuição. Sinto que fui perseguido. O governo fala tanto em liberdade de expressão, mas esta apreensão foi um atentado a um princípio constitucional. A minha opinião foi censurada.

O senhor defende explicitamente que os fiéis não votem em Dilma Rousseff?
Dom Luiz - Minha recomendação é essa por causa das idéias favoráveis ao aborto que ela tem. Em 2007, numa entrevista, ela chegou a dizer que era um absurdo a não-descriminalização do aborto no Brasil. Então ela é favorável a isso. Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, se dizendo contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável.

O PT chegou a dizer que havia “indícios veementes” de participação do PSDB nas encomendas dos folhetos. Isso ocorreu?
Dom Luiz - Em circunstância nenhuma eu agi de acordo com orientações partidárias. Eu falei, repito, assino e afirmo: “Não tenho partido político”. Eu sou um ser político, sim, mas não partidário. Se tomei partido nesta eleição, não foi a favor do PSDB, foi contra o PT e a Dilma. As razões são claras: sou contra o aborto e a favor da vida. Não fui procurado por partido político nenhum! Fui apenas agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado.

Como foi isso?
Dom Luiz - Recebi cartas anônimas. Uma delas dizia: “O Celso Daniel foi assassinado, tome cuidado”. Fiz um boletim de ocorrência por causa disso, mas não tenho medo. Se fizerem qualquer coisa contra mim, será um tiro no pé. Será pior para eles.

É papel de um bispo se posicionar politicamente?
Dom Luiz - O papel do bispo é orientar os seus fiéis sobre a verdade, sobre a justiça e sobre a moral. Ele deve apresentar a verdade e denunciar o erro. Foi o que fiz. Tenho todo o direito - e o dever - de agir do modo que agi. Não me arrependo de ter falado o que falei. Faria tudo de novo! Se surgir um candidato que seja contra os princípios morais, contra a dignidade humana e contra a liberdade de expressão, irei me levantar de novo.

O senhor irá continuar distribuindo documentos similares aos apreendidos?
Dom Luiz - Se a Justiça liberar, vou. De qualquer forma, vou continuar manifestando minha opinião. Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções.

Viúva de Chico Mendes recebe ameaças de morte depois de declarar apoio a Serra

Por Reinaldo Azevedo

Do jornal “A Tribuna”, do Acre:
Um dia após ter o portão de sua residência derrubado por três homens não identificados, Ilzamar Mendes, viúva do líder seringueiro Chico Mendes, revelou em entrevista à reportagem de A TRIBUNA que dias atrás recebeu uma ameaça por telefone. “Uns dois dias após eu aparecer na mídia nacional, recebi uma ligação de um telefone sem identificação. A voz era de um homem que me perguntou: ‘Você não tem medo que aconteça a você o mesmo que aconteceu a Chico Mendes?’ A pessoa disse apenas isso e desligou”, revela.

De acordo com ela, na época em que recebeu a ligação preferiu apenas contar o fato aos familiares para não criar uma polêmica ou gerar sensacionalismo. Contudo, Ilzamar Mendes diz que após a tentativa de invasão a sua residência trouxe consigo um sentimento que ela conheceu anos atrás, na época em que Chico Mendes era ameaçado por pistoleiros diariamente. “É inevitável não sentir medo diante dessa tentativa de invasão. Vivi oito anos com o Chico e não tivemos um mês de sossego. Vi meu marido, pais dos meus filhos, ser morto covardemente na porta de casa”, relembra Ilzamar Mendes.

Clima tenso
Ilzamar Mendes contou que a tentativa de invasão a sua residência foi percebida por uma adolescente que mora com ela. Ao ser avisada pela menina que estavam tentando derrubar o portão, a viúva de Chico Mendes conta que acionou a polícia. “Enquanto eu respondia às perguntas sobre onde moro, do que se tratava, eu percebi que eles iam adentrando no quintal. Foi então que fiquei mais apavorada e comecei a ligar para os meus filhos e liguei para um irmão que chegou bem rápido aqui”, conta.

Enquanto Ilzamar Mendes falava com os familiares, os três homens deixaram o local. “Sei apenas a altura deles e que estavam de roupas escuras. Quando a polícia chegou, cerca de 20 minutos após minha ligação, eu relatei o que pude. Nós ainda fizemos umas buscas aqui por perto, mas não localizamos ninguém que parecesse com eles”, disse.

A polícia fez guarda durante toda a madrugada na casa porque o portão estava derrubado. Os filhos de Ilzamar ficaram muito abalados com o fato. “Sandino me ligava a todo instante preocupado comigo. Elenira também. Ambos estavam trabalhando em municípios próximos e, ao saber da tentativa de invasão, quiseram vir me encontrar, mas era muito tarde. Mas hoje vamos nos encontrar”, comentou.

Mudanças
Ilzamar diz que a polícia continua investigando o caso. Ela afirmou que a questão da invasão à casa onde mora não inclui apenas questão de segurança na sua propriedade. “Infelizmente, isso pode acontecer a qualquer cidadão de bem. Não apenas à viúva de Chico Mendes. Todos nós estamos reféns da falta de segurança que atinge nosso estado. Mas claro que depois disso eu vou mudar alguns hábitos”, adiantou.

Para Ilzamar Mendes, o fato ocorrido ontem chama a atenção porque ,se fosse um assalto, os três homens não teriam feito barulho ou teriam entrado na propriedade por outro lugar. “Agora vamos ficar mais atentos”, concluiu.

Em alemão, é “führer”; em italiano, “condottiere”

Por Reinaldo Azevedo

Quando alguém chama Lula de “chefe de facção” ou diz que ele se comporta como tal, a coisa corre o risco de se perder numa abstração. Os fanáticos logo consideram que se trata de uma grave ofensa e tal. Pois bem. Vejam esta foto, recentíssima, já que este é o Lula de agora:


Viram?

Este rapaz que está à direita é o petista Sandro Mata-Mosquito, candidato derrotado a deputado federal. Não se sabe o nome do sujeito à esquerda, amigo do presidente o bastante para lhe botar a mão do peito.

Agora vejam estas outras fotos — foram publicadas primeiro no Blog do Lúcio Neto. Volto em seguida.



São os ilustres companheiros de Lula na manifestação de Campo Grande, no Rio, que resultou na agressão ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

O PT tentou fazer de conta que não tinha nada a ver com aquela confusão. Chegaram mesmo a acusar os tucanos de terem iniciado o confronto. Em Curitiba, alguém jogou do alto de um prédio um balão com água no carro que conduzia Dilma. Ela se apressou em chamar o ato de “agressão” e afirmou, generosa!, que não acusaria o PSDB. Bem, nem poderia, não é? Que evidência ela tinha?

No caso da baixaria de Campo Grande, no Rio, as digitais dianteiras e traseiras do PT estavam dadas. A foto, agora, é só um emblema de um momento da política brasileira. Vemos Lula tirando uma foto com membros da tropa de assalto petista, que repete os métodos de certo partido alemão da década de 30… Quem, nesse meio, não gosta de tirar uma foto com o “condutor”, o “líder”, que se diz “Führer”, “condottiere” em italiano e “espancador da democracia” em qualquer língua?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Violência, mentiras e censura



Estamos presenciando a clara e evidente truculência do PT.

Desde a compra de dossiês forjados com informações confidenciais vazadas da Receita Federal, comprovadamentepor iniciativa de petistas, passando por uma campanha vergonhosamente mentirosa, até a prisão de cidadãos que divulgam fatos reais.

Não bastassem esses fatos e o uso descarado da máquina pública em prol da campanha petista, com a produção de panfletos propagandísticos por centrais sindicais sustentadas com dinheiro de impostos, a dedicação exclusiva do presidente da república à campanha eleitoral em detrimento de suas atribuições, o uso de prédios públicos para reuniões partidárias, vem à tona talvez o que seja o caso mais escabroso até agora.

Ontem, José Serra foi agredido por militantes petistas durante uma caminhada no Rio. Sua equipe foi impedida de continuar a campanha, sua van foi apedrejada e Serra precisou se abrigar num estabelecimento. Em seguida recebeu uma bobina arremeçada na cabeça.

Hoje já havia uma grande campanha na mídia (SBT e Record, principalmente) dizendo que se tratava de uma bolinha de papel e que José Serra havia forjado um "factóide".

Veja o tom de ironia agressiva usado por Paulo Henrique Amorim:



Agora veja o esclarecimento, levado ao ar hoje à noite, no Jornal Nacional:


E a repercussão internacional:


Essa gente é anti-democrática, violenta, mentirosa e perigosa.