quarta-feira, 25 de março de 2009

Considerações sobre 2012

Para variar um pouco a temática deste site, quase sempre dedicada aos assuntos de cunho político, neste post vamos comentar sobre algo que está na ordem do dia nos meios místicos-cibernéticos-new age – as profecias maias sobre 2012, o Planeta X e afins.

De certo modo se trata sim de política quando pensamos que estes embustes dizem respeito a dominação e controle e alimentam uma poderosa rede de venda de livros, filmes e consciências.

Vídeos no YouTube, documentários no History Channel, portais, livros, blogs e redes sociais estão proliferando a idéia que o mundo vai acabar (ou ao menos colapsar) no dia 21/12/2012, quando se aproximará da Terra o tal Planeta X (letra xis, incógnita, não o algarismo romano), que entre outras conseqüências, irá destruir a camada de ozônio, inverter os pólos magnéticos da Terra e causar tsunamis, maremotos, terremotos e todo tipo de "zica" que modificará o mapa mundi para sempre. Coisas horríveis acontecerão e tudo isso está sendo escondido do público pela malvada NASA.

Primeiro vejamos que história é essa, através do documentário produzido pelo History Channel:


















Para complementar, confiram o seguinte verbete:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zecharia_Sitchin

A REFUTAÇÃO

Vou ilustrar a refutação editando uma discussão muito interessante na comunidade Astronomia!, do Orkut, que pode ser verificada aqui:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=49251&tid=2578086522805218911&kw=patrik&na=1&nst=1
O diálogo consiste na interação entre um leigo que faz o papel de advogado do misticismo new age e as respostas de astrônomos amadores e profissionais.
A discussão teve início indiretamente, num tópico que falava sobre os estudos de um dos membros da comunidade:
Matéria do tópico:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL260555-5603,00.html
O artigo científico mencionado na matéria está disponível no arXiv.org:
http://arxiv.org/abs/0712.2198


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Pergunta - Existe consenso entre os especialistas que nesta data o nosso planeta se alinhará com o Sol e o Centro da Galáxia?

Resposta - Devido ao movimento de translação da Terra, nosso planeta e o Sol se alinham com o centro da galáxia todos os anos. Isso é absolutamente normal.

P - Caso tal informação proceda, ficaremos 'alinhados' por quanto tempo? minutos? semanas? meses? anos? décadas? séculos?

R - Por alguns dias.

P - Se o alinhamento for verdadeiro, vocês conseguem estimar quais serão as prováveis consequências?

R - Como você já deve estar imaginando, não existem consequências.


P - Tempestade solar intensa prevista para 2012, procede? Sendo otimista/pessimista, quais são os acontecimentos possíveis? Nada acontecerá? Os equipamentos eletrônicos/elétricos entrarão em curto? O que mais pode acontecer?

R - O Sol tem máximos de atividade a cada 11 anos, aproximadamente. O último ocorreu em 2001, e o próximo será em 2012. Para nós, aqui na Terra, não existem muitas conseqüências perceptíveis.

P - A Terra está mudando gradativamente o eixo gravitacional? Verdade?

R - O termo "eixo gravitacional" não faz sentido. Mas se você se refere ao eixo de rotação, sim, ele está mudando gradativamente. Isso se chama "precessão dos equinócios". O eixo da Terra não é fixo: ele "bamboleia" como um pião. Leva, aproximadamente, 25 mil anos para completar uma volta.

Sobre a inversão dos pólos da Terra e do Sol, veja mais em:
http://www.cosmobrain.com.br/cosmoforum/viewtopic.php?t=2744
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=298
[nota de Comedia Globale]

R - Gostaria apenas de alertar que existem modificações periódicas do eixo terrestre quanto a sua inclinação.

Milankovitch demonstrou que a cada 41000 anos o eixo da Terra varia entre 22,5 e 24,5 graus ( variação da obliquidade ).

Há 7.660 anos atrás a inclinação era de 24° 30'. Daqui a 11.490 anos a inclinação será de 22° , esta mudança é devida as interações gravitacionais de nosso planeta com a Lua e o Sol. Como podem perceber em 2012 não teremos nenhum impacto em nosso clima devido a esta mudança .

P - Existe alguma possibilidade (quando ocorrer o 'possível' alinhamento) do fluxo do magma terrestre inverter totalmente? Quais são as conseqüências se isto ocorrer gradativamente ou repentinamente?

R - Como eu disse, o alinhamento é normal e nunca trouxe (nem trará) conseqüências assim.


P - O que a Astronomia diz a respeito do aquecimento global? Totalmente/parcialmente causado pelos seres humanos? Outra sugestão?

R - É consenso que o aquecimento global está sendo causado por nós, humanos, devido às grandes emissões de gás carbônico na atmosfera. Isso foge à Astronomia.

R - O absurdo destas mistificações acerca do ano 2012 acerca do ponto de vista astronômico foram elucidadas pelos colegas de comunidade, mas no sentido histórico elas estão corretas ?

Realmente as profecias Maias existem, mas não dizem NADA do que alegam os New Age.

O único texto Maia que contém profecias sobre o destino da civilização é o Chilam Balam ( como já citado pelo colega GEHAZI no início do tópico ).

O Chilam Balam, um compêndio de uma mistura de textos Maias e Espanhóis, foi escrito entre os séculos 17 e 18 e é incrivelmente confuso visto que mistura antigas lendas, conhecimentos e profecias Maias com aqueles mais recentes, da cultura espanhola.

Existem partes das profecias (as mais antigas) que realmente pertenceriam aos Maias, porém a parte catastrofista (as mais recentes) são claramente espanholas com profunda contaminação de elementos cristãos.

O que os misticóides gostam de citar sobre a profecia maia, sobre o final dos tempos, está transcrito abaixo:

"It is Katun 13 Ahau according to the count. The katun is established at Kinchil Coba, 4 the thirteenth katun. The bouquet of the rulers of the world shall be displayed. 5 There is the universal judgment of our Lord God. Blood shall descend from the tree and stone. Heaven and earth shall burn. It is the word of God the Father, God the Son and God the Holy Spirit. It is the holy judgment, the holy judgment 3 of our Lord God.

There shall be no strength in heaven and earth. Great cities shall enter into Christianity, any settlements of people whatever, the great towns, whatever their names are as well as the little towns, all over our land of Maya Cuzamil Mayapan. for our two-day men, because of lewdness . . . 6 the sons of malevolence. At the end of our blindness and shame our sons shall be regenerated from carnal sin. There is no lucky day for us. It is the cause of death from bad blood, 7 when the moon rises, when the moon sets, the entire moon, its power; all blood. So it was with the good planets looked upon as good. It is the end of the word of God.

The waters of baptism shall come over them, the Holy Spirit. They receive the holy oil without compulsion; it comes from God. There are too many Christians who go to those who deny the holy faith, . . . 1 the Itzá and the balams. 2 There is then an end to our losing"

Como podem perceber esta profecia é completamente poluída por elementos cristãos!
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Porém no Chilam Balam podemos discernir algumas profecias que seriam de origem autenticamente Maia, abaixo está a profecia sobre o fim dos tempos que seria de origem legitimamente Maia:
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"Katun 3 Ahau was the fifth katun. The katun was established at Ichcaanzihoo. Ek-Cocah-mut 5 was its face to the rulers, to the wise men. Antichrist 6 was its face to the rulers. Fire shall flame up at the horn of the brockett
at Ichcaanzihoo. 1 The skin of the jaguar shall be spread out in the marketplace. 2 The water-tank 3 is its tidings. There are rains of little profit, 4 rains from a rabbit sky, 5 rains from a parched sky, rains from a woodpecker sky, high rains, rains from a vulture sky, crested 6 rains, deer rains. Then descends the thrice raised leaf of the zil-palm. 7 There is fighting; there is a year of locusts. The diminished remainder is hanged. 8 They are defeated in war. 9 Sad shall be the havoc at the cross-roads. 10 There are the lords of the army; 11 their souls cry out at the opening up of the town ..."
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Notem como esta profecia está muito distante de qualquer coisa escrita pelos new age sobre as profecias Maias!
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Assim os misticóides não sabem o que dizem quando afirmam que os maias alegavam que o final dos tempos seria catastrófico, etc. Eles citam inclusões CATÓLICAS, originadas no apocalipse de João, pensando se tratarem de profecias Maias !!

Mais em:
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Chilam_Balam
- http://www.sacred-texts.com/nam/maya/cbc/cbc27.htm#page_147

Ou seja, a carga apocalíptica de tais profecias não é Maia, mas Católica.

Quanto ao ano de 2012 estas afirmações que atualmente brotam pela internet são mais um engodo (sim engodo, pois as informações corretas são fáceis de serem localizadas e para mim é impossível que autores que teriam um suposto interesse no calendário Maia não tenham tido contato coma verdade).

E o que os Maias realmente acreditavam?

Algo parecido com o fim do mundo realmente iria correr em 2012?

A resposta é não! Este é mais um desvio de informação.

O final do 13o baktun é conjecturado como sendo de grande significância para os Maias, mas não necessariamente mara o fim do mundo de acordo com as fontes New Age mas o começo de um tempo de renascimento. De acordo com o Popol Vuh, o livro da criação Maia, nós estamos vivendo no "quarto mundo". O Popol Vuh descreve que os três primeiros mundos foram períodos em que os deuses fracassaram em criar a Humanidade somente tendo sucesso na 4a tentativa, a atual. Os Maias acreditavam que o período do 4o mundo terminaria e começaria o do 5o mundo que por sua vez seria o último e que tb onde ocorreria o fim da Humanidade através de catástrofes naturais.
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Mas o ultimo mundo (o 4o mundo ) terminaria na contagem longa de 13.0.0.0.0. Outro 13.0.0.0.0 irá ocorrer em dezembro de 2012, e justamente esta data é discutida nos artigos New Age que este seria o fim da criação.
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Contudo o que estes artigos não contam é que os Maias abreviavam sua contagem longa as ultimas 5 casas vigesimais. Ha um número infinito de unidades maiores que normalmente não são mostrados. Quando as unidades maiores são mostradas ( o que pode ser verificado em especial no monumento de Coba - http://www.mayasites.com/coba.html ) , o final do 4o mundo é expresso como na data de 13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13 .0.0.0.0 !!!!!

Em nossa era atual estamos nos aproximando da data de 0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.0.13.0.0.0.0. Ou seja nem sequer estamos PERTO do final do 4o mundo !!!!!

Isto pode ser confirmado pelo monumento de Palenque cuja inscrição projeta o final do período Clássico Maia na data de 1.0.0.0.0.0, que correspodne a nossa data de 13 de outubro de 4772. Obviamente que se considerassem que o mundo acabaria em 2012 eles não projetariam o fim do periodo Maia em 4772 !

E quando irá acontecer a data de 13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13.13 .0.0.0.0 ? Simplesmente não há um "nome" matemático ao número correspondente de dias desta data ( conhecida tb como Ciclo Longo Coba ).

Simplesmente existem mais dias no Ciclo Longo de Coba do que o número de átomos do Universo. Cálculos indicam que esta data corresponde a 10 nonilhões, 331 octilhões, 233 septilhões, 10 sextilhões, 526 quintilhões, 315 quadrilhões, 789 trilhões, 473 bilhões, 682 milhões, 240 mil dias desde o começo da última criação, a nossa !!

Vamos dizer que é um tempo longo demais, muito além daquele que certos alarmistas poderiam esperar para colher os frutos financeiros do lucro da venda de seus livros !

Mais em: http://www.pauahtun.org/Calendar/calglyph.html

P - Um planeta (do Sistema Solar) poderia ser desconhecido e ter uma órbita elíptica e se afastar muito?

R - Sim, é possível. Nem todo objeto do sistema solar foi mapeado.

P - Seu retorno a área mais observável pode ser algo digamos a cada 15.000 anos ?

R - Segundo uma lei de Kepler, o quadrado do período é proporcional ao cubo da distância. Um planeta com período de 15.000 anos deveria ter órbita com distância média ao Sol de cerca de 600 UA.

P - Sua velocidade pode ser algo meio fora do comum e isto justificar o seu "sumiço", e sua longa translação, e depois o seu retorno "de surpresa"?

R - Se sua órbita for muito excêntrica, como a de certos cometas, o objeto poderia ser visível enquanto estivesse próximo, e invisível quando distante. Novamente de acordo com as leis de Kepler, ele seria muito veloz quando se aproximasse do Sol, e muito lento quando estivesse distante. Mas sua velocidade não pode variar "de surpresa", deveria variar gradualmente.

P - Esta grande velocidade pode implicar em maiores ou menores danos aos planetas que estiverem próximos a seu trajeto? Como tornar suas órbitas instáveis, por exemplo?

R - Se for um planeta do sistema solar, e tem bilhões de anos de idade, já realizou muitas revoluções e iterações com os demais planetas, tornando provável que tenha se ajustado a eles, formando ressonâncias orbitais. Plutão, por exemplo, dá duas voltas em torno do Sol ao mesmo tempo em que Netuno dá três.
O dano que um objeto causaria às órbitas de nossos planetas seria relacionado à sua massa e distância, não à velocidade.


P - Esse mesmo planeta hipotético (se é que posso promovê-lo a hipótese) poderia ter outra versão, ele ser de um sistema solar vizinho (sei que seria muito distante) invadir o nosso e voltar para o dele (depois de dar a obrigatória volta no Sol)??"

R - A escala das estrelas e planetas em relação ao espaço entre sistemas vizinhos torna essa possibilidade extremamente improvável.
Se o Sol fosse reduzido a uma bola de pingue-pongue, o sistema mais próximo, Alfa Centauri, estaria a 900 km de distância.
A interação gravitacional é de natureza caótica, e pequenas variações na velocidade e direção podem mudar uma órbita consideravelmente. Seria difícil que um planeta emigrasse de seu sistema, extremamente improvável que acertasse o nosso, e ainda mais improvável que conseguisse voltar ao seu sistema original.

Mesmo assim sustento que um planeta com massa similar à da Terra (pra não dizer maior) passando numa órbita excêntrica que o trouxesse às proximidades da Terra não teria como se manter numa órbita estável ao longo de 5 bilhões de anos. Como o Marcos disse, o dano causado às órbitas é relacionado à massa e à distância que ele passa dos outros planetas, portanto, um cometa ou asteróide com uma órbita similar à que você propõe pode até existir mas não um planeta com massa igual ou superior à da Terra. Ele, ou a Terra, ou ambos já teriam sido expulsos do SS depois de algumas interações.

R - Então teríamos cataclismos cíclicos a cada 13 mil anos oq não acontece

P - Aquela inundação que acabou virando a lenda da arca de Noé foi quando?

R - Tbm não temos provas q o dilúvio realmente aconteceu e como eu disse nada cíclico, por exemplo, sempre a cada 13.000 anos haveria desastres.

R - Mas tem os indícios geológicos mais antigos, não tem nada cíclico q comprove isso.

R - Uma das hipóteses para explicar a origem da lenda do dilúvio foi proposta na década de 90 pelos geólogos William Ryan e Walter Pitman. Após a última era glacial, o nível dos oceanos e mares subiu drasticamente. Segundo os autores, o nível do Mar Mediterrâneo teria subido tanto que inundou a região em torno do Mar Negro, que até então era um lago muito menor. Isso teria acontecido há aproximadamente 7500 anos.
Tem um documentário interessante da PBS sobre o assunto em http://www.pbs.org/saf/1207/features/noah.htm

R - Voce fala sobre um planeta com orbita 'excentrica' e com periodo orbital de 26000 anos. Com esse periodo, a distancia media em relacao ao Sol seria de no minimo uns 880 UA. Mas, voce precisa lembrar de outro dado fundamental da orbita: o seu perielio (menor distancia ao longo da orbita).
Por exemplo, Sedna e' um asteroide gelido com uma orbita excentrica e longinqua (com periodo de uns 11000 anos). Mas o mesmo nunca se aproxima da regiao planetaria do sistema solar, pois seu perielio e' de ~76 UA! Por isso, em principio Sedna possui estabilidade orbital visto que a perturbacao do planeta mais proximo conhecido - Netuno - e' desprezivel. Por outro lado, um certo cometa com periodo de 11000 anos pode ter um perielio de apenas poucas UA, penetrando pelo sistema solar inteiro. Neste caso, a perturbacao gravitacional dos planetas nao e' desprezivel, resultando em uma orbita instavel. Alem disso, como um cometa tem massa desprezivel em relacao aos planetas, o mesmo sofrera' grandes alteracoes na sua orbita ao passar proximo de um ou mais planetas. Em outras palavras, o cometa nao "sobrevivera'" muito tempo em sua orbita original. Entao, ha' normalmente apenas dois destinos neste caso: colisao do cometa com um planeta ou com o Sol, ou ejecao do sistema solar.

Voltando ao seu planeta, ele teria que ter um perielio bastante pequeno para poder se aproximar da Terra. Ou seja, sua orbita seria semelhante a de um tipico cometa. Mas, neste caso o objeto seria supostamente muito mais massivo, com massa comparavel ou mesmo maior do que a da Terra. O que aconteceria? Uma bagunca orbital! Nao apenas este planeta, mas a Terra, os asteroides, e muito provavelmente outros planetas do sistema solar adquiririam orbitas instaveis em escalas de tempo muito menores do que a idade do sistema solar.
Conclusoes:
- Objetos com orbitas que "cruzam" as orbitas dos planetas tem orbitas instaveis. Se a massa de um desses objetos e' comparavel com a dos planetas, entao o proprio sistema corre o risco de se tornar instavel.
- A estabilidade das orbitas dos planetas terrestres e dos asteroides entre Marte e Jupiter descartam a existencia de um suposto planeta com perielio proximo da Terra! (ha' outras evidencias tambem, mas esta ja' basta na minha opiniao...)
- A estabilidade das orbitas dos objetos no cinturao de Kuiper descartam a existencia de um planeta com perielio menor do que 80 UA!


R - ”Você fala sobre um planeta com orbita 'excêntrica' e com período orbital de 26000 anos”.

Esta proposta Patryk provém do artigo de Hills que certa vez havia citado para vc:
"The passage of a 'Nemesis'-like object through the planetary system"
- http://adsabs.harvard.edu/cgi-bin/nph-data_query?bibcode=1985AJ.....90.1876H&db_key=AST&link_type=ABSTRACT&high=47a47eca2909443

Mais aqui:
- http://www.darkstar1.co.uk/ds13.html

Mas é aquele problema, Hills apontou que a passagem de um planeta gigante (porém temporário, executaria apenas algumas órbitas no máximo antes de ser ejetado do sistema) não pertubaria os corpos do sistema solar. Porém as simulações de Hills apenas levaram em conta Saturno e Jupiter, ele excluiu todos os planetas menores e asteróides !!
Mesmo com a presença apenas de dois dos planetas gigantes seus resultados são muito estranhos.
As simulações que fiz de Nibiru com o Mercury indicam que os planetas invariavelmente são afetados dentro de um período de 10000 a 300000 anos, incluindo ai o próprio Nibiru/Planeta X de Hills (afora a natural órbita instável proposta para o planeta demasiadamente excêntrica). A configuração do sistema solar é completamente alterada, alguns planetas são ejetados outros colidem entre si ou com o Sol ou ainda adquirem órbitas muitíssimo mais inclinadas ou excêntricas do que o verificado no presente.
Levando em conta que Hills não utilizava os softs de integração que utilizamos hoje, fazia todos os calculos na mão, eu acho que seu trabalho é bem questionável.
Eu vou postar as simulações que fiz no Gravity Simulator que demonstra bem os efeitos deste planeta gigante em passagem períodica de 3600 anos.
(Ainda estou fazendo simulações longas dos seus efeitos no cinturão de asteróides e objetos trans-netunianos.)
Apesar de que seu (excelente) trabalho já demonstra como tal planeta com tal órbita pode ser tranquilamente excluído.


R - A questão da estabilidade da orbita da Terra e demais planetas e asteróides em nossa vizinhança excluem um planeta com tais características (5x a massa da Terra e com periélio próximo da orbita de nosso planeta, ~1 UA). A estabilidade e' tal que nenhum planeta assim pode ter existido durante pelo menos o ultimo bilhão de anos... Note que eu nem comentei sobre os problemas para explicar a origem desse suposto planeta e a falta de evidencias observacionais do mesmo...
Ou seja, e' inconcebível imaginar um planeta como você descreveu, que surge do "nada" nos últimos anos e de repente "vai embora" do sistema daqui a poucos anos.

P - Então, se ainda há chances de aparecer uma teoria que defenda sua existência, ela terá que vir da idéia que essa configuração da estabilidade dos cinturões e asteróides ainda não foi bem estudada para confiar no que indica a respeito.

R - A estabilidade dos planetas e dos corpos pequenos do sistema solar ja' foi muito bem estudada usando diversos métodos matemáticos. Hoje em dia os computadores ja' nos permitem calcular a evolução orbital desses objetos todos por bilhões de anos.
A idéia de um planeta passando próximo da Terra nos últimos tempos e' simplesmente insustentável. Tal idéia e' tão carente de base que não merece ser chamada 'teoria'...

P - Digamos que o planeta já passou próoximo umas duas vezes, e que agora chegou a hora da exclusão dele do sistema, devido a uma rota qualquer...

R - Digamos que daqui a 100 anos ele irá raspar a Terra a uma distancia de 1 milhão de km (tendo ele massa 5 vezes mais pesada só que do mesmo tamanho que nosso planeta)

Realizei uma simulação com o soft Mercury (o mesmo utilizado pelo Patryk e um dos melhores integradores) com os dados propostos por vc.

Na realidade as dimensões do planeta pouco importam, o que importa para as interações gravitacionias é sua massa.

Fazendo com que este planeta passe a uma distância de mais ou menos 1 milhão de km da Terra exige que sua excentricidade seja absurdamente alta : 0.998, ou seja sua órbita é quase uma linha reta. Ela seria altamente instável.

Em um período de duas órbitas ( 7200 anos ) as alterações provocadas na órbita da Terra já seriam suficientes para uma mudança completa no clima da Terra.

A inclinação da órbita de nosso planeta mudou de 0.0001213 graus para 1.4121 graus ! Sua distância ao Sol mudou de 1 AU para 0.96514 AU, sua excentricidade mudou de 0.016736826 para 0.071731 (se tornou mais elíptica).

Estas mudanças, especialmente o aumento da inclinação faria com que as estações fossem muito mais longas do que atualmente, nas altas latitudes teríamos congelamentos extensos no inverno e secas absurdas no verão.

Tais mudanças climáticas drásticas (bem como a variação do tempo das estações) nunca foram observadas na história recente de nosso planeta.

Vi em muitas explicações a respeito da órbita do improvável X planeta aparecerem sustentações sempre com a estabilidade do Cinturão de Asteróides e de Kuipier como uma das provas.

A questão é que os asteróides são muito sensíveis a encontros próximos a planetas. Suas órbitas são facilmente alteradas devido a estes encontros podendo levar a instabilidade.

O cinturão de asteróides e os objetos Trans-Netunianos já estariam muito distantes de suas órbitas atuais caso este planeta existisse e tivesse interagido com eles mesmo em poucas passagens.

P - O Sr. Hills é referencia? Se for, pergunto novamente sobre o que parece ser muito estranho!!

R - O problema da pesquisa de Hills é que ele utilizou apenas dois obejtos do sistema solar em sua pesquisa ( Jupiter e Saturno ). Assim a sua conclusão de que o "as órbitas dos planetas do sistema solar não seriam alteradas" é imprópria ele não poderia tê-lo feita já que planetas menores como a Terra seriam muito mais sensíveis a tal encontro do que os planetas gigantes.

Entretanto utilizando outro integrador (Gravity Simulator) vemos que até mesmo a órbita dos planetas gigantes seriam fortemente afetadas mesmo em uma única passagem:
- http://img204.imageshack.us/img204/4756/nibiru0309ix5.jpg
Note que as órbitas de Saturno e Jupiter são fortemente afetadas, veja o traço duplo indicando que eles assumiram novos caminhos orbitais após a passagem de Nibiru (em laranja).
Assim o que questiono são os resultados de Hills em geral.
A conclusão final é que é impossível a existência desse planeta, com essas características.

P - A não ser que haja alguma dúvida em relação a algumas referencias científicas.

R - Nao ha' duvidas. A mecanica celeste (baseada na gravitacao de Newton) tem sido exaustivamente desenvolvida, aplicada e testada nos ultimos 300 anos.

R - A maior evidencia e' a estabilidade das orbitas da Terra e dos planetas terrestres! Outra forte evidencia contra qualquer passagem de tal planeta sao a excentricidade e a inclinacao orbital da Terra, que sao baixissimos. Citando o posto do Carlos:

A inclinação da órbita de nosso planeta mudou de 0.0001213 graus para 1.4121 graus! Sua distância ao Sol mudou de 1 AU para 0.96514 AU, sua excentricidade mudou de 0.016736826 para 0.071731 (se tornou mais elíptica).

Veja que isso aconteceu apenas com uma passagem! Ou seja, se tal planeta tivesse surgido "magicamente" nos ultimos milhares de anos e tivesse passado proximo da Terra uma ou mais vezes num passado recente, a orbita da Terra teria se tornado mais inclinada e mais elongada. Entao, mesmo que tal planeta tivesse "ido embora" de repente, a sua passagem teria deixado grandes evidencias em todo o sistema solar interior (regiao entre Mercurio e o cinturao de asteroides), em particular uma Terra com orbita mais elongada e mais inclinada. Contudo, a orbita da Terra e' quase circular e tem inclinacao baixissima! Portanto, temos mais uma evidencia de que nenhum planeta passou proximo da Terra num passado recente.
Mais uma vez: a conclusao geral e' a mesma escrita acima: tal planeta nao existe nem nunca existiu num passado recente.

P - E que nessa passagem tenha abalado o clima ou nossas placas tectônicas "de leve"? E nesse caso colocaria um tamanho e massa ainda maiores.

R - O efeito não é sobre nosso planeta, mas sobre sua órbita. A órbita da Terra seria completamente alterada o que ocasionaria efeitos drásticos e permanentes no clima já que a órbita da Terra não retornaria à sua configuração anterior ao encontro, ela permaneceria em seu estado "pós-encontro".

A excentricidade da órbita da Terra é praticamente circular isto indica que nunca houve um encontro entre nosso planeta e outro planeta pelo menos nos últimos 4 bilhões de anos.

Em outras palavras não há a mínima possibilidade de ter existido este encontro, não existem suas "impressões digitais".

P - Proponho também uma pequena hipótese: Haveria a possibilidade de um corpo (talvez do tamanho da terra) estar vagando pelo espaço e em seu caminho estar o sistema solar, por isso ele ineditamente entra em órbita ao redor do nosso sol?

R - Sim, poderia, porém se existe ele ainda não passou.

P - Vc acabou adiantando a minha última hipótese, a do Planeta Inter-Galático, isto é, ele vem sabe-se lá de onde, e por um "impulso" (especial, que seria um movimento ainda desconhecido pela ciência, e que teria razão em seu nascimento) estaria atravessando sistemas e mais sistemas, e cada vez que passasse em um daria a volta em seu Sol e sairia, ou não, segue tipo uma rota "em frente" e não volta nenhuma em nenhum Sol, simplesmente vai atravessando.
Imagino que essa hipótese tb será descartada, mas sempre aprendemos mais algumas noções de astronomia com as respostas dos colegas.

R - Bom, não tome como uma ofensa, eu não vejo sequer pq descartar um planeta com um movimento desconhecido pela ciência da mesma forma como não vejo como ou pq descartar afirmações sobre propriedades mágica do gorro do Saci.
Afirmações inverificáveis e infalseáveis não possuem mais validade do que crença pessoal.
Entretanto o fato é que as configurações da órbita da Terra excluem qualquer possibilidade de que ela tenha tio algum encontro com outro planeta nos último 4 bilhões de anos.

A propósito coloquei os elementos orbitais que o Mercury forneceu para a Terra após o encontro com o planeta hipotético.

Observem como a órbita fica alterada (a órbita atual da Terra em verde a nova órbita em vermelho):

- http://img211.imageshack.us/img211/6472/terra2brg7.jpg
- http://img524.imageshack.us/img524/9943/terra2ug4.jpg

Em nenhuma das passagens exemplificadas tal planeta poderia ter abalado o nosso clima ou provocado qualquer efeito na estrutura interna da Terra, pois sua influencia sobre o nosso planeta teria sido desprezivel. Ou seja, nesses exemplos a forca de mare' exercida sobre a Terra seria insignificante. Para exemplificar isso, basta lembrar que a forca de mare' da Lua sobre a Terra seria no minimo centenas de vezes maior do que aquela do suposto planeta, mesmo que ele tivesse varias vezes a massa do nosso planeta e passasse pela regiao mais proxima: o cinturao de asteroides.

Agora meu argumento contra a existencia de tal planeta. Primeiro, sabemos que objetos de massas planetarias existiram nos estagios finais da formacao dos planetas do sistema solar. Os modelos teoricos mais sofisticados indicam que os planetas terrestres formaram-se nos primeiros 100 milhoes de anos. Durante essa epoca deve ter ocorrido a ejecao e/ou colisao de varios objetos planetarios remanescentes. O proprio sistema Terra-Lua provavelmente formou-se pela colisao de dois objetos relativamente massivos. Por outro lado, note que estamos falando de uma epoca ha' mais de 4 bilhoes de anos atras. Atualmente, as orbitas dos planetas nos mostram que eles "limparam" as regioes em suas vizinhancas. Entao, como explicar que um planeta passou pelo sistema solar ha' apenas alguns milhares de anos atras? De onde ele veio..?? Essa hipotese nao se sustenta!

Em relacao 'a segunda hipotese, um suposto planeta poderia estar vagando pelo espaco interestelar. Por exemplo, apos ter sido ejetado de algum sistema extra-solar por um planeta gigante. Por outro lado, a chance desse "planeta errante" acertar nosso sistema solar e' praticamente nula. Como comentei antes, e' plausivel que um objeto planetario seja ejetado nos ultimos estagios da formacao planetaria. Mas os sistemas solares passando por esses estagios iniciais estao distantes daqui pelo menos dezenas de anos-luz. Por exemplo, consideremos o sistema mais proximo: 33 anos-luz ( http://www.ifa.hawaii.edu/info/press-releases/AU_Mic2-24-04.html ). Desprezando os detalhes do problema (geometria, tempo, movimento relativo, etc.), uma estimativa grosseira da probabilidade de um suposto planeta ejetado la' encontrar nosso sistema e' basicamente considerar a interseccao da trajetoria dele numa esfera de raio 33 anos-luz com a area da regiao de interesse (por exemplo, a orbita da Terra -> pi*1AU^2). A resposta resulta na ordem de 1 em dezenas de trilhoes!

Seja como for, creio que a conclusao final e' de que nenhum planeta vai passar nem passou recentemente proximo ao nosso planeta. Eu e demais colegas colocamos varios argumentos solidos que sustentam essa visao.
Por outro lado, e' verdade que algumas pessoas ainda acreditam nessas lendas de astros apocalipticos passando por aqui para causar tragedias. E' uma pena, pois sao ideias puramente conspiratorias e sem base alguma, mas que geram lucros aos gurus disseminadores da ignorancia.

P - Uma coisa que os místicos falam muito é que um astro/cometa/grande asteróide surgiria ao norte, sendo isso algo que deixaria os astronomos confusos.
Que tipo de órbita hipotética é essa ?

R - Na realidade a maioria dos cometas possuem alta inclinação orbital podendo surgir em nosso céus bem ao Norte ou ao Sul da eclíptica.

Abaixo uma simulação de todas as famílias de cometas conhecidas, note como eles atingem pontos bem altos ou baixos em relação ao plano orbital da Terra:

- http://sajri.astronomy.cz/asteroidgroups/inn-coms-an.gif

O que místicos costumam fazer é pegar algum fato conhecido, omitir informações e lançar uma "grande revelação" que parece fora do comum de modo que quando ocorre leva muitos a crerem no "grande poder espiritual" de algum "guru". Porém com pouca pesquisa verifica-se que tal informação é trivial e descobre-se como foi gerada a partir de elementos já conhecidos.

P - É possível monitorar tudo o que circunda o Sol, em todas as direções ?

R - Sim mas as buscas são concentradas em regiões próximas da eclíptica já que a maior parte dos objetos de nosso sistema solar está neste plano.

Porém já existem atividades de monitoramento de objetos com angulos de inclinação mais altos:

- http://adsabs.harvard.edu/full/1996ASPC..107..115S

P - Se algo realmente surgisse pelo norte poderia causar confusão, já que não é a especialidade daqueles que fazem esses monitoramentos, correto ?

R - Não, basta observar a quantidade de cometas catalogados com alta inclinação orbital.

P - A confusão que falo é de não saber ao certo qual massa e distancia do corpo em observação.
E pra onde está indo.

R - Bastam 3 observações em momentos distintos para se determinar os elementos orbitais de qualquer corpo celeste, incluindo ai a estimativa de sua massa, distância e para onde ele está indo. Obviamente há uma redução continua da incerteza dos elementos orbitais, e dados físicos do objeto, conforme mais medições são tomadas.

A incerteza (e não "confusão") inicial envolvida é a mesma daquela de qualquer novo asteróide ou cometa recém descoberto até que sejam tomadas observações suficientes para se determinar sua órbita.

Na Astronomia o único assombro é pela beleza do Universo.

P - E se estes dois elementos estiverem ausentes ??
Um corpo celeste sem emissão de luz ou calor ?

R - Então ele não é um corpo celeste, é uma entidade ficcional ou um Condensado de Bose-Einstein flutuando no espaço ; )
Em outras palavras: isto não existe.

P - Nao existe e nem pode existir ?

R - Não, qualquer corpo que recebe energia a reemite (normalmente transformada em outro tipo de energia) em algum momento.

Não sei se vc está desejoso em tentar verificar de algum modo se as afirmações dos livros de Ramatis sobre o "Planeta Higienizador" são verídicas mas posso lhe afirmar: nada existe que o corrobore.

Inclusive posso dizer (sem desejar ofender aos que crêem) que de modo geral as afirmativas contidas em livros espíritas sobre astronomia são falhas.

Quanto a Nostradamus profecias nada mais são do que garrafas vazias (afirmações vagas e subjetivas) nas quais qualquer líquido que se insira (eventos que venham a ocorrer) tomam a sua forma. Não sem propósito as previsões de profetas de qualquer tempo podem ser chamadas na verdade de pós-visões já que nunca previram nada antecipadamente e apenas são validadas como profecias quando tentam, por livre-associação, encaixá-las em eventos sobre as afirmações vagas e genéricas que expõe.
Como Sagan certa vez disse: "A profecia é uma arte inútil".
Hercólubus, Nibiru, Planeta Chupão, Planeta Higenizador ou qualquer correlato simplesmente não existem.

P - Mas...
...Como a matéria escura entra nessa história?
Ela emite luz ou calor?

R - A matéria escura pode não ser uma matéria mas um efeito de campo da energia escura.
Esta crença em Planeta Higenizador, Hercólubus ou qualquer coisa que o valha deve ser projetada a um mundo espiritual, por aqueles que desejam permanecer crendo em tais objetos, pois em nosso Universo eles não existem

P - Os cometas do Sistema Solar são todos monitorados ?
Há dúvida quanto a existencia de mais e qual o tamanho, tanto dos existentes quanto daqueles que ainda não foram descobertos/catalogados ?

R - Decerto não, novos cometas estão sempre sendo injetados para dentro do sistema solar a partir da nuvem de Oort.

Existem cometas que são sabidamente "novos" ou seja, executam sua primeira passagem ao redor do Sol. Por outro lado existem cometas "velhos" que já estão perdendo seus elementos voláteis e caminhado para um corpo rochoso sem emissão de gases e poeira como um cometa comum.

Estima-se que a nuvem de Oort seja composta por cerca de 1 trilhão de objetos, dada sua imensa distância e pequeno tamanho (do tamanho de objetos cometários) estes objetos são inobserváveis pelos telescópios atuais.

P - E se tivesse algo muito grande por lá, o comportamento desse grupo de pequenos seria alterado e detectável, correto ?

R - Sim, provavelmente teríamos uma incidência muito maior de cometas no sistema solar interior.
So' para esclarecer melhor. A pesquisa sobre esse planeta hipotetico (ou a teoria do planeta X em geral) e' cientifica, baseada na mecanica celeste e em diversos estudos anteriores. Alias, estudos sobre o planeta X comecaram antes mesmo de Plutao ser descoberto!
Ja' nibiru, hercolubus, marduk, cataclismas em 2012, etc... nao tem qualquer embasamento cientifico. Sao fantasias e/ou interpretacoes de ma' fe' dos estudos anteriores sobre o planeta X, e da arqueologia tambem. Sem surpresa, essas ideias tem erros grosseiros e sao totalmente incompativeis com o nosso conhecimento do sistema solar

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Para complementar, mais duas referências interessantes sobre o assunto:
http://nebulosabar.com/tech/nibiru-nao-existe/

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_11/2008/07/25/em_noticia_interna,id_sessao=11&id_noticia=73118/em_noticia_interna.shtml


Ou seja, se tudo sair como o esperado, as praias estarão particularmente desertas no verão de 2012...
Abraços e feliz 2013!

2 comentários:

Leonardi disse...

Parabéns pelo blog! Muito bem montado, com explicações científicas interessantes e pautadas em estudos sérios, não em crendices ou especulações sensacionalistas. Infelizmente, o ser humano tem a particularidade de acreditar naquilo que "quer" acreditar, e não no que é plausível e explicado de forma científica isenta e responsável.

Mais uma vez, parabéns!!!

Luiz F disse...

Pelo que pude perceber, todos os estudos são baseados nas leis de Newton.
E se as leis de Newton não estiverem corretas?